segunda-feira, 19 de março de 2012

Ramos-Horta - Eleições em Timor


E assim, com a leitura de várias notícias como esta, fico a saber que, ao fim de tantos anos, tenho mais um ponto em comum com muitos milhares de timorenses... mesmo que muitos o tenham descoberto muito, muito depois de mim:
Não engraçamos por aí além com Ramos-Horta!

domingo, 18 de março de 2012

Quebe Sisters – Como é que se explica uma coisa assim?


Para ser franco, os únicos jogos de uma só bola que me convocam, são o ténis de campo (que joguei muito mal) e o ténis de mesa (que joguei um pouco melhor). Tirando estes, fico-me pelo bilhar (que joguei razoavelmente bem) e pelo “snooker”, o verdadeiro, aquele dos britânicos... não pela grande quantidade de bolas... mas porque é uma alegria ver aqueles moços a jogar.
O resto é uma amálgama, em que tanto me faz que jogue o Barcelona, como o Grupo de Matraquilhos de Curral dos Láparos... ou os Chicago Bulls com o seu basquete multimilionário seguido por milhões de adeptos fanáticos.
E assim chegamos à NBA e ao tema de hoje.
Se, eventualmente, estivesse de visita aos EUA, a única forma de alguém me convencer a ir sentar os fundilhos num pavilhão, para ver jogar um bando de “traves” quase tão hipertrofiadas quanto as suas contas bancárias... era garantirem-me que no intervalo teria uma actuação das artistas de hoje.
São as “Quebe Sisters”. Quebe porque nem sempre se tem sorte com os apelidos, e sisters... calhando, porque são irmãs. Tocam vertiginosamente uma espécie de folk, jazz, swing... em que as vozes são como violinos, os violinos são como vozes e a perfeição é inexplicável. Os rapazes do contrabaixo e da guitarra cumprem o seu dever garbosamente.
São maravilhas como estas “sisters” que me ajudam a rir muito e sempre com muito gosto, de todas a vezes que alguém me chama “antiamericano”. Muito pelo contrário, adoro “americanos”! Desde que façam coisas que me agradem. Que me “bombardeiem” de espanto, me “arrazem” de talento, me “invadam” de prazer. E depois... não é obrigatório gostar de todos. Pois não? Ainda se pode escolher de quem se gosta. Não pode?
Bom domingo!
“It’s a sin to lie” e “Every which-a-way” – Quebe Sisters
(???  ???)



sábado, 17 de março de 2012

Oli Rehn – Quem fala assim...


O senhor Oli Rehn é um indivíduo redondinho e finlandês que, por força das suas funções na máquina antidemocrática europeia, passa a vida a meter o bedelho nos assuntos internos dos países da chamada União, mais propriamente, nos assuntos económicos. Fala quase sempre em inglês (chamemos-lhe assim) e com uma pronúncia hilariantemente patética.
Seja como for, o facto de se falar uma língua estrangeira com uma pronúncia patética, não faz do falante um pateta. A ser assim, se pensarmos nas pronúncias de “inglês técnico” e “portunhol” de Sócrates, ou do francês “ami miterã” de Mário Soares, estes dois figurões seriam pouco mais do que débeis mentais... coisa que estão longe de ser. Tal como o senhor Oli Rehn.
No meio de tudo isto, estava eu a pensar o que dizer exactamente do facto do comissário europeu ter declarado que as medidas de austeridade gozam de um alargado «consenso» em Portugal (o que me leva a crer que o homem estava extremamente distraído quando falou com a CGTP)... quando um golpe do acaso veio em meu socorro na forma de um fortuito alinhamento no agregador de notícias do “Google”, como se pode ver na “fotografia” que lhe tirei.
De facto, a notícia do «regozijo» do senhor Rehn com o resultado das medidas de “austeritarismo” impostas aos portugueses, logo seguida da notícia do verdadeiro descalabro social que elas provocam, de que a brutal quebra dos salários é apenas uma pequena parcela... dispensam quaisquer comentários sobre Oli Rehn, a “troika”, o governo de vendidos que nos desgoverna... e a qualidade de qualquer uma das suas declarações ou previsões.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Salazar – Imagem de marca


O primo da cunhada dum vizinho de uns amigos meus que vivem no campo, não podia estar mais satisfeito com a grande novidade de se poder comercializar os mais variados produtos, com a marca “SALAZAR”.
Médio criador de gado bovino, há muitos anos que vende toneladas de estrume produzido na sua exploração... mas sempre teve muita relutância em mandar imprimir “Merda” nos sacos do produto.
Está feliz!


quinta-feira, 15 de março de 2012

Governo Passos/portas – Bando de delinquentes


Uma das medidas incluída na bateria de ataques aos desempregados e aos seus direitos, estabelece que, para além de todos os cortes, haverá ainda um corte extra de 10% no subsídio, no caso de ao fim do sexto mês o trabalhador ainda não ter encontrado um posto de trabalho.
Numa altura em que os postos de trabalho diminuem todos os dias, com isso aumentando o número de desempregados, chamar a uma medida deste jaez um “incentivo à procura ativa de emprego”... é o que é, ainda mais, vindo misturada nesta enxurrada de ataques sucessivos ao mundo do trabalho.
Eu prefiro chamar-lhe uma canalhice, bem definidora do carácter dos bandidos que a criaram e do cavacal hipócrita que a promulgou.
Uma medida canalha, uma política de aguilhão, forçando os trabalhadores a aceitar seja o que for... por metade do salário, quantas vezes para reocupar o mesmo posto de trabalho, fazendo exactamenteo que já faziam...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Zita Seabra – Era o vinho, meu Deus, era o vinho...


Voltando à vaca fria... e mais uma vez garantindo que “a vaca fria” se trata de uma frase feita, desta vez relacionada com o universo dos “ex-inscritos no PCP”, o assunto de hoje tem que ver com a azougada Zita Seabra.
Depois de ler uma crónica do Viriato Teles, fui confirmar na página web do “Pingo Doce”... e lá estava a coisa escarrapachada. A ladina livreira, por estes tempos avençada pelo senhor Soares dos Santos do “Pingo”, decidiu pôr a render as suas juvenis memórias bairradinas das vindimas e seus derivados... a aconselha-nos uns vinhos.
Não tenho grandes reparos a fazer, para além de duas notas:
Uma primeira nota de satisfação.
  Dado que as minhas memórias juvenis também estão ligadas à região da Bairrada e às suas vindimas, aos bagos dourados comidos à torreira do sol, ao pisar das uvas, à tentação dos copos de mosto, à prensa do bagaço, ao choque do cheiro da fermentação, ao acerto de aduelas, à azáfama das garrafas, as idas até ao alambique, etc., etc., fico muitíssimo agradecido à conjugação de planetas que me impediu de estar hoje no triste lugar da dona Zita Seabra... pese embora o efeito nocivo que isso teve no meu saldo bancário.
Uma segunda nota... de tristeza.
          No fim de tanta polémica, tanto azedume, tanta luta... afinal, o grande futuro da dona Zita Seabra era ser empregada do “Pingo”... a dar a cara pela pinga!

terça-feira, 13 de março de 2012

Bispo de Beja – Uma notícia do “anno da graça” de 1250... mais ou menos...


Assim não é fácil! Ao mesmo tempo que o Vaticano tenta dar uma no cravo, declarando o seu desacordo (e faz bem) no que respeita à internacional negociata da privatização da água, declarando esta um bem público, ainda que reconhecendo os “direitos” dos negociantes... vem logo um destacado membro do clero dar uma na ferradura. Estrondosamente.
Falo do senhor que faz de bispo de Beja, que esteve a um passo de culpar os portugueses pela seca. A um passo de considerar a seca como um (merecido) castigo divino a todos nós, miseráveis pecadores. Diz a luminária que os portugueses estão muito longe de rezar o suficiente para que a divindade se digne conceder-nos a “bênção” da chuva... e que, pelo contrário, estão mais virados para as ajudas de Bruxelas. Para o bispo, a esta hora já o país deveria estar a ser sulcado, em todas as direções, por intermináveis procissões a implorar pela chuva. Aparentemente, para o senhor António Vitalino Dantas, essa falta de rezas e procissões é muito grave.
É bem capaz de ser! Pelo menos, quase tão grave como o facto de o senhor bispo ter chegado tão atrasado à reunião em que distribuíram os cérebros. Tão grave como esse facto o ter deixado parado... lá... em plena época medieval.