terça-feira, 4 de maio de 2010

Ana Jorge – Uma provocação reles






Esta fulana, Ana Jorge, “Ministra dos Negócios com a Saúde”, vai fazendo a sua carreira num crescendo de abjecção. Nunca chegou a “enganar-me”, mesmo quando, ao princípio, parecia apenas uma “aguinha sem sal” que vinha continuar a obra de ataque e destruição do Serviço Nacional de Saúde e dos direitos dos doentes, desenhada pelo seu antecessor... mas falando muito mais baixinho.

Afinal ela é bem pior! Para além dos crescentes pontapés ao SNS, dos favores descarados às clínicas e hospitais privados, à indústria farmacêutica, às farmácias e a tudo o que cheire a possibilidade de lucro com a vida (e morte) dos cidadãos, a fulana tem-se revelado uma reles provocadora que, por qualquer razão misteriosa, tem as costas bem quentes.

Desta vez, comentando o facto de várias dezenas de utentes de Valença, que viram recentemente as suas “Urgências” encerradas pelo governo, se terem deslocado a Tui, na Galiza, numa espécie de pequena manifestação, para agradecerem ao alcaide local a disponibilização dos serviços de saúde de Espanha, arranjou “estômago” para dizer: «Não encaro isso como uma provocação, mas sim como uma boa relação transfronteiriça».

E safa-se! Temos muito bom feitio… mas assim não iremos longe!!!

8 comentários:

Maria disse...

O descaramento não tem limites.

Abreijos.

filipe disse...

Decerto terá o mesmo descaramento provocatório se lhe pedirem opinião sobre as parturientes alentejanas que, confrontadas com o encerramento das maternidades na sua região, se vêem forçadas a ir parir em hospitais espanhóis.
De facto, com este "bom feitio", até quando iremos tolerar este estado de coisas?!
Forte abraço.

Nelson Ricardo disse...

Esta senhora está a fazer aquilo que lhe mandam. Mandar a nossa saúde às urtigas e entregar o SNS aos privados. Enfim...

GR disse...

Esta songa desnaturada é tão “….” que proibiu a sedação nos hospitais, a exames oncológicos.
Ou os doentes efectuam os exames com dores, tipo tortura ou recorrem à privada pagando largas centenas de euros.
Já para não falar nos longos atrasos em operações urgentes, medicamentos actualmente mais caros, proibição de exames nos Centros de Saúde (fazendo-se só nas privadas), etc,etc.
Se o ódio matasse esta “doce pediatra” estava feita em farelos.

Bjs,

GR

Manuel Norberto Baptista Forte disse...

Esta Senhora se calhar por a sua formação médica ser em Pediatria, e assim estar habituada a trabalhar com crianças, pensa que aos crescidos e que até alguns que já cá andam há mais tempo até do que ela, consegue que aceitemos as histórias imensas que desde que entrou para o Ministério da Saúde, nos tem contado.
Eu penso que o seu ar angelical a tem ajudado a manter-se no lugar, porque em termos de política de fundo, que fez a Drª Ana Jorge, e a sua imensa equipa do Ministério da Saúde?. Agora até se está (novamente) com as "tretas" dessa imensa e lucrativa indústria que é a farmacêutica, e a Senhora paulatinamente lá vai andando, distribuindo sorrisos, pedidndo mais e mais compreensão, tentando "justificar" (!?) o que lhe vai aparecendo de imprevisto, enfim, tem gerido óbviamente com o consentimento do ainda 1º M de Portugal, o seu tempo tendo em vista ...

Graciete Rietsch disse...

Como é possível retirar às pessoas o seu direito à saúde no próprio país e chamar a isso boas relações fronteiriças? Só loucos ou mal intencionados. E assim vai este país!!!!!
Um beijo.

Fernando Samuel disse...

Vamos lá ver as coisas com serenidade: a senhora é apenas ministra do governo Sócrates/PS...

Um abraço.

rui disse...

A "aguinha sem sal" safa-se aqui na terra mas não se safa no Inferno.Acho que lá não aceitam provocações transfronteiriças.
Abraço