sábado, 15 de maio de 2010

Prender, sim... mas com extremo cuidado...





Segundo leio num jornal já de anteontem, o Hospital do Funchal está a mandar as facturas dos tratamentos feitos a presos, em consequência de amolgadelas acidentais ocorridas durante as suas capturas pela polícia... aos próprios polícias! Nalguns casos trata-se de flagrante delito em assaltos, fuga à polícia... com as confusões de ordem física que isso pode acarretar. Já há cobranças a correr em tribunal.

É evidente que os alegados meliantes não estarão em condições, nem terão a obrigação de pagar os tratamentos ao “arranhões” que tenham sofrido durante as detenções e que as contas devem ser cobradas a alguém; mas logo aos polícias que os prenderam no cumprimento do seu dever e, por vezes, com risco da sua integridade física?

Que raio de mensagem é que isto faz passar para os agentes policiais? Quem será o “génio” que teve esta ideia? O facto de a coisa ter lugar na Madeira não justifica tudo, “balha-me deus!” Será que a “jardinite aguda” se pega?

4 comentários:

Membro do Povo disse...

O nossos policias pagam a farda que vestem, pagam o arranjo dos carros patrulha, enfrentam o risco de sofrer penas mais graves que os delatores em caso de confronto físico... não têm sequer um sindicato livre da influencia do governo, o SPP tem gente que faz das tripas coração para defender os nossos agentes, tem sem duvida grandes sindicalistas na sua direcção mas carece da verdadeira liberdade para a acção sindical!
Agora isto!!! Isto é a preparação para a privatização da segurança, isto é tirar a dignidade aos profissionais de policia para que deixe de ser uma carreira apelativa aos cidadãos, para que se "justifique" o recurso a empresas privadas do sector.

Jeremias disse...

Hummmm, deve ser a brilhante ideia dos hospitais empresa, formula milagrosa de combater o défice e entregando aos responsaveis a funcionar de se financiarem. O SNS no caminho da privatização.

Alien8 disse...

Aos polícias ou à PSP?

Se é aos agentes, podem rasgar as facturas à vontade, que não são obrigados a pagá-las, nem pouco mais ou menos, a não ser que haja uma decisão judicial prévia que os responsabilize pelos danos - e esta só poderá verificar-se em casos comprovados de uso ilegítimo da força.

Se é à PSP, pode dizer-se o mesmo.

Se os indivíduos tratados não estão em condições de pagar ao hospital, tanto pior para este. (Obrigação de pagar até têm, visto que o tratamento hospitalar lhes foi aplicado).

Em última análise, e para efeitos contabilísticos, o Estado que pague, que é para isso que contribuímos com os impostos.

Fernando Samuel disse...

Com um novo imposto talvez a coisa se resolvesse...

Um abraço.