sexta-feira, 28 de maio de 2010

Carlos Brito – Não, ainda não é desta...


Ao cabo de uns dias e duas ou três pequenas “provocações” de leitores, feitas com a intenção de me levarem a dissertar sobre Carlos Brito, a situação não sofreu alterações. Continuo a não ter lido o livrinho, não sei se lerei... e do que já tenho visto respigado por aí, não me seria lá muito fácil “criticar” o dito. Como diacho é que eu iria contestar afirmações e estórias que Cunhal, alegadamente, partilhou apenas com Carlos Brito? Como é que eu teria “lata” para garantir que “O Álvaro não teria nunca feito isto”... ou “Seria incapaz de usar aquela expressão”... por mais que algumas das historietas me pareçam descritas num estilo que revela uma ligeireza que, já que falei nisso, Álvaro Cunhal nunca teve. Grande sentido de humor, para além de todas as grandes qualidades que se conhecem, sim! Ligeireza a roçar o “engraçadismo”, não! Desconfio eu... e garante quem o conheceu tão bem ou melhor do que Carlos Brito.

Sobre quais as motivações para a escrita e publicação do livro, também não me ocorre nenhuma... para além do dinheiro, claro... mas essa, para além de óbvia, não me interessa nada.

De qualquer maneira, já existem em toda esta estória alguns “factores de encanitamento”. Primeiro, esta mania que grassa pela blogosfera de que é obrigatório achar-se alguma coisa sobre o que escreve ou o que diz Carlos Brito. Segundo, esta semelhança irritante de alguns destes “ex” com algumas figuras do nosso Jet-Set de subúrbio, como as “Nereidas Galhardo” (ex Ronaldo), as “Ritas Pereira” (ex Angélico), etc., etc., etc., eu explico:
Como disse, uma boa parte do exército de ex PCP, espalhados por todo o espectro mais lucrativo da nossa cena política e empresarial, tal como as divas da nossa imprensa cor de rosa, mesmo depois de estrondosas, litigiosas e insanáveis separações, continuam despudoradamente a fazer dinheiro vendendo revelações, entrevistas, confissões escabrosas, memórias íntimas e até, imagine-se... descaradas mentiras sobre aqueles ou aquelas de quem se separaram a bem ou a mal... traindo ou não. Por outras palavras, a “viver à conta”.

Isso, confesso, é bastante irritante. Quanto ao livro em que Carlos Brito jura não bater em Cunhal, ser simpático para com Cunhal, desmitificar e humanizar a lenda de Cunhal... é como também já disse: não li! Nem sei se lerei...

Nota muito importante: Todos aqueles que estiveram até agora a moer a cabeça, tentando descobrir quem será aquela debutante da nossa "boa" sociedade, ali tão gira na fotografia a preto e branco... podem descansar. Sim, é a Zita Seabra.

23 comentários:

Graciete Rietsch disse...

Para mim Carlos Brito transformou-se num oportunista. Não me merece comentários.
Um beijo, camarada.

Maria disse...

O que vale é que o Alentejo é grande! As voltas que tu deste... :)))
Ah, e os dentes não enganam!!!

Abreijos.

Joseph disse...

Carlos Brito, ao proceder tal como nos é revelado, é que é o autêntico «funny guy»...

Um abraço

Alberto disse...

Será que ainda vale a pena perder-se tempo com tal criatura? Um pedante que o que queria era ser secretário-geral do PCP.
Como é sabido, já que é um princípio deste partido político, nenhum militante pode ser beneficiado ou prejudicado economicamente pela sua actividade política. E Carlos Brito quando se reformasse porque haveria de abdicar um a verba substancial da sua reforma em favor do PCP? O melhor era sair, como saiu e usufruir dessa sua reforma completa. Outros/as o fizeram como uma tal dos lados de Santarém. Mas parece que o homem ainda quer mais. Aí está o tal livro. Acho que não vale a pena perder muito tempo com tal carcaça. O sol do Alentejo se encarregará de a secar.

Hilário disse...

O peitinho de rola(C B) continua na mesma, continua a ganhar e a tentar ganhar uns dinheiritos à custa de gente boa.
Um Abraço

Anónimo disse...

Coitadinho!

Fernando Samuel disse...

Ora aí está: «A viver à conta»...

Um abraço.

Corvo Vermelho disse...

Pois é, Carlos Brito, agora, é tudo e mais alguma coisa. Quando era alto responsável do PCP aposto que nenhum dos comentadores que aqui andam teve coragem para dizer algo negativo sobre ele.
Tal como hoje não têm coragem para criticar qualquer dirigente que amanhã, se dissidente, passará a ser criatura.
A última prova viva disto é a Luísa Mesquita, que passou de excelente deputada à "tal dos lados de Santarém".
Reparem que não li o livro, e mesmo que o leia ser-me-á impossível confirmar a veracidade das estórias, principalmente se vividas a dois. Daí a insultar Carlos Brito vai uma enorme distância. E vocês que o insultam estão a desrespeitar a memória do PCP.

Anónimo disse...

Realmente os militantes e simpatizantes do PCP, enquanto lá estão, são incapazes de não recorrer a chavões.

Se não leram o livro do Carlos Brito, nem pensam ler , então porquê falar de uma coisa que se desconhece, não faz sentido?

O Carlos Brito foi uma destacada figura do PCP, tal como o foram Raimundo Narciso, a Zita Seabra ou o Vital Moreira para só citar alguns.

Julgavam-se os mais puros, aprovaram expulsões de outros militantes, tiveram a mesma atitude que o Samuel, e os anteriores comentadores, quando alguem expulso, ou que abandonava o PCP ,e posteriormente falava da sua militância.

Mas anos depois......

Se calhar é porque não existe critica aberta e saudavel no PCP, que se dão estes trambolhões.

Ontem uns , hoje outros, se calhar amanhã o Samuel e alguns dos anteriores comentadores.....

do zambujal disse...

E o do canto inferior direito? Quem é? Não merece identificação no texto? Parece-me o VitalZito, enganei-me? Vai escrever um livro sobre as suas intimidades com o Karl Marx?

Um abraço

Justine disse...

Carlos Brito escreveu um livro? E é ficção, não é??

Jeremias disse...

É triste mas é verdade, a história está cheia de gente que traiu os seus,. uns por dá cá aquela palha e outros por reformas chorudas à conta do eleitorado do partido.
O PCP decerto é feito com homens e mulheres cheios de virtudes e de muitos defeitos e, que só só podem ser apelidados quando disso dão mostras mais que evidentes. Conheci vagamente o Carlos Brito e nunca gostei do deu feitio, sxó entrava numa reunião depois de toda a malta estar sentada , isso para mim deixava-me imensas duvidas.
Quanto ao livro, logo que chegue à biblioteca cá do sitio lerei concerteza, eu já não compro a Maria porque tenho falta de dinheiro, leio lá no espaço de cultura.

Belas fotos, quem são as ditas?

Beata tempora disse...

Quando há alguma crise, como se diz que há uma, aparece sempre alguem a recordar as figuras antigas.

Luis Nogueira disse...

Ai dinheiro dinheiro, quantos crimes se cometem em teu nome!
O que eu não sabia era que o padre Brito sabia escrever, julguei que era só contorsionista.
Persisto e assino: padre Brito, não leio nem empresto.


Luis Nogueira

Jota disse...

Não há como "inventar" uma divergência, para arrecadar uma reforma principesca... (alguém já aqui referiu esse facto) o resto não passa de prosápia da criatura!

Méon, disse...

Nauseante!

anamar disse...

Tanto sectarismo...
Carlos Brito merece assim ser tão acossado ?
Faz me lembrar uma triste frase "quem não é por mim, é contra mim"...
Bom 29...

anamar disse...

Ainda aqui volto...
Deppois de comentar , passsei pelo Blogue POLITEIA, que recomendo, para uma leitura das sensatas opinióes de José Manuel Correia Pinto sobre o livro de Carlos Brito.
Abracinho

Anónimo disse...

É um cobardolas este Samuel!

samuel disse...

Anónimo das 00:09
Ah, valente!!! ☺ ☺ ☺ ☺

Anónimo disse...

Li o Politeia e não posso fazer-lhe o mesmo tipo de críticas que se fazem a outros. Admito que haja uma ténue simpatia por Brito, mas há muita lucidez.
E, além do mais, se passarmos o tempo a combater os que estão próximos, onde se vai arranjar tempo e tropas para combater os verdadeiros adversários e inimigos?
Por que razão as lutas fratricidas têm de ser mais violentas (mesmo que seja só violência verbal)do que as lutas contra os que não nos são nada (entenda-se: que não têm conosco qaisquer afinidades)?
E se puséssemos um pouco de racionalidade na acção?

Méon, disse...

Samuel:

Felizmente há comunistas capazes de verem com os DOIS OLHOS abertos. Como este meu amigo:

http://aespumadaspalavras.blogspot.com/2010/06/memoria-de-alvaro-cunhal.html

Continuo a passar por aqui por duas razões:
1 - O Samuel escreve bem e tem um refinado sentido de humor.

2 - Ao ler as suas tomadas de posição e, sobretudo, a maioria dos comentários, vou percebendo melhor porque é que há tanta animosidade para com o PCP.

A crítica que neste blogue se faz é, quase sempre, cega e sectária. Leva tudo para o campo da moral: os adversários são sempre vendidos, corruptos, ao serviço do capital, gananciosos, palermas, pulhas, rachados, etc; os "nossos" são sempre moralmente superiores, "do lado certo da vida", abnegados, corajosos, explorados, vítimas inocentes.

Com este maniqueísmo doentio, não admira que a visão que têm do mundo seja tão redutora e simplista.

Desculpa lá, Samuel, mas hoje tive de botar opinião.
É sinal de que vale a pena discordar...

Méon, disse...

Volto aqui hoje para completar o que aí ficou.

Já me têm dito: «até parece que tens uma obsessão contra o PCP, sempre a criticares. Critica mas é a direita!»

Ora a verdade é que eu acho que o PCP é imprescindível para fazer frente à direita e a toda esta avalanche de um capitalismo sem freios num mundo impiedosamente globalizado.

É precisamente por isso que critico certas ( e ainda maioritárias...) formas de fazer política dos militantes do PCP.
Comportam-se como membros de uma religião e não como defensores de uma visão racional e objectiva da política. Cultivam até à náusea o "camaradismo" e olham para os adversários como infra-humanos, redicularizando-os e denegrindo-os.
E depois admiram-se que haja manifestações de anti-comunismo.
Tenho ouvido muita gente dizer que está de acordo com as análises do PCP mas que não vota em conformidade porque "se eles fossem para o poder, liquidavam os adversários".
E como a História do Séc XX lhes parece dar razão, afastam-se.

Ao ler o trabalho da SÁBADO sobre Álvaro Cunhal e lembrando-me de algumas conversas que tive com pessoas que privaram directamente com ele, vejo como o grande problema do PCP resulta sobretudo da visão sectária dos seus
militantes,tão distantes do espírito libertário e humanista do seu antigo secretário-geral.

Acredito ainda que surja uma nova geração de comunistas, sem a beatice e a crendice da actual, que seja capaz de analisar a sociedade portuguesa e mundial, de forma objectiva e propor vias de superação do abismo em que todos estamos perto de cair.

Peço desculpa do tempo e espaço que ocupei. estarei calado nos tempos mais próximos...

E não percas o sentido do humor, Samuel, mas sem achincalhar quem não pensa como tu...

Saravah!