terça-feira, 4 de outubro de 2011

Manuel da Fonseca – 100 anos


Este ano vivemos o centenário do nascimento do nosso amigo, companheiro e grande escritor, Manuel da Fonseca. Fui há tempos desafiado para criar um espectáculo que assinalasse, à nossa maneira, a sorte de termos usufruído da arte, da companhia e da personalidade do criador de “Cerromaior”, “Seara de vento”, “Mataram a tuna”, “Tejo que levas as águas”... e tantos outros textos luminosos. Mãos à obra!
Juntei um punhado de cantigas com versos do homenageado musicados por vários autores. Misturei estas com mais cinco ou seis outras cantigas que o Manel gostaria tanto de ouvir quanto gostava dos seus criadores e intérpretes. Convoquei quatro excelentes músicos para me acompanharem, convenci o Cândido Mota a ir ligando tudo isto, em palco, com algumas estórias e versos, eu faço o que posso... e assim está criada a receita para um serão passado com a memória de um dos maiores nomes do neo-realismo português.
O plano inicial era fazer este recital em quatro municípios do distrito de Évora (mais a Festa do Avante... e que bela noite foi aquela!), só que gostei tanto do resultado que agora estou a fazer os possíveis para que se “cometa” esta homenagem em bastantes mais localidades (aceitam-se ajudas e sugestões).
O “ponto fraco” de uma homenagem construída em volta de canções, é que só funciona verdadeiramente se houver quem as ouça e as cante connosco. Por isso, se puderem, apareçam...
Hoje é em Arraiolos, lá para as nove e meia da noite. Até logo!

15 comentários:

Maria disse...

Oh, eu também queria....
Que estejam em palco apenas os que devem lá estar :))))

Abreijos.

do Zambujal disse...

Grande receita!
Tenho pena de não poder ir saborear...

Grande abraço

zmsantos disse...

Tive o privilégio de ver o espectáculo no Festa do Avante, embora sem o Cândido a contar as estórias. Sei que vai ser um grande momento e tenho pena de não poder estar em Arraiolos. Era óptimo que o concerto pulasse as muralhas de Évora e que viajasse por outros municípios.
Obrigado pela qualidade, coerência e determinação.
Abraço.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Na minha juventude, e durante os 3 anos em que estudei em Santiago do Cacém, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Manuel da Fonseca.

Samuel, então e esse espectáculo já passou por Santiago, terra natal do Manuel da Fonseca ?

Se não, sei de quem moveria montanhas para vos ter por lá, acredita.

Ivone disse...

Que tudo corra como espera. O Manel merece e o Samuel também.
Um abraço
I.A.

trepadeira disse...

Que pena estar tanto a Norte.

Um abraço,
mário

Carlos Fernandes disse...

Samuel, porque não trazer o espectaculo até Almada?
Talvez no Forum Romeu Correia.

Se cá vier vou fazer todos os possiveis para ir ver.

Aqui em Almada existe a associação Manuel da Fonseca, talvez eles possam dar uma ajuda.

Penso que a Luisa Bastos faz parte da associação.

Um abraço

Fernando Samuel disse...

A Arraiolos não vou poder ir, infelizmente - mas ainda não perdi a esperança de ver/ouvir essa homenagem ao grande Manuel da Fonseca.

Um abraço - e um bom espectáculo.

Jorge Manuel Gomes disse...

Se não fossem os mais de 400 km de distância que nos separam...

Também fui um dos privilegiados que assistiu ao espectáculo na Festa.

E para quando o Porto "carago"? :-)

Um abraço desde Vila do conde,

Jorge

O Puma disse...

Uma referencia

com quem tive o privilégio de partilhar tardes e noites sem fim
de poesia histórias e outras cumplicidades

svasconcelos disse...

Que iniciativa fantástica! A ver se nessas digressões vos "apanho" um dia...:)
bjs,

Graciano Mendes disse...

Não vi o espectáculo na Festa do Avante por desconhecimento. Hoje perdi a ocasião de assistir ao espectáculo devido à distância que nos separa. À terceira não falho, no Algarve?!
Abraço

Anónimo disse...

No Porto quantos não gostariam de ver esse espectáculo?
Saudações
Vicky

GR disse...

Tive(mos) a sorte de ouvir um pouquinho na Festa do Avante, do grandioso espectáculo que irás fazer em Arraiolos.
Para quando no Porto?

Bjs,

GR

carol disse...

Excelente escritor: grande e extraordináro utilizador das palavras como pintura da dura realidade deste povo que aguentou toda uma ditadura sem quase (poder) dizer ai... "Aldeia Nova" - uma coisa linda!