sexta-feira, 27 de maio de 2011

Belmiro de Azevedo – ”Por qué no te callas?”



Segundo se pode ver neste “recorte” que fiz, o “Correio da Manhã” considera esta frase do híper-merceeiro (e proprietário do jornal "Público") Belmiro de Azevedo, a sua “frase do dia”. Não posso estar mais de acordo, tanto com o jornal, como com o mega-patrão da venda a retalho.
Realmente, “alguém” foi responsável. Eu diria mesmo que foram muitos “alguéns”. Desses... ao contrário dos tais “todos os portugueses”, bastantes estão mais ricos, não 30 ou 40 por cento... mas duzentos, trezentos, quinhentos, ou mil por cento. Entre esses calhordas está, sem dúvida este Belmiro de Azevedo... que para além de todos os defeitos já sobejamente conhecidos, desgraçadamente não consegue manter fechada a montureira de onde lhe saem estas “frases do dia”.

Carlos Moedas – Notas de reflexão


Este cromo, de nome Carlos Moedas, poderia perfeitamente ser uma das figuras da “entourage” de José Sócrates. Politicamente não está mais à esquerda nem mais há direita; está do lado do dinheiro e dos amigos que o têm. Para além disso é detentor daquele tipo de voz de “betinho enrustido” típico de alguns dos ajudantes do primeiro-ministro e do próprio... voz que já por mais do que uma vez me induziu em erro. Ao aproximar-me do aparelho de televisão, vendo apenas a sua imagem e o tal timbre de voz, penso: “é hoje que ele está a dissertar sobre decoração de interiores!”, mas assim que as palavras se tornam inteligíveis, descubro que, como vai sendo habitual, está a falar de dinheiro e do seu PSD.
Portanto, o senhor Carlos Moedas é um entendido em dinheiro, figura importante neste PSD de Passos Coelho e cabeça de lista pelo distrito de Beja. Tão importante que foi um dos seus “negociadores” nos contactos com a “troika”, fazendo companhia a Catroga... quanto mais não fosse para o ir acordando...
Ontem vi-o mais uma vez num programa qualquer na televisão (será que é avaria?) falando de dinheiro. Apanhei-o num bom momento! Explicava que o “facto” de nos últimos 10 anos os ordenados dos trabalhadores terem sido «aumentados 3,7%, todos os anos», enquanto o aumento da produtividade ficou muito abaixo... é a razão das nossas dificuldades no mundo do trabalho. (Presumo que devo então conhecer todas as exceções, quero dizer, todas as pessoas que não foram aumentadas todos os anos, nos últimos 10 anos, e muito menos sempre em 3,7%).
Claro que esta peremptória afirmação serviu-lhe imediatamente para justificar o plano do PSD para desmantelar o princípio da contratação colectiva tendo por base a taxa de inflação prevista.
De qualquer modo, a afirmação que mais uma vez mostrou que esta gente se instala no poder com uma verdadeira atitude de quadrilha, fazendo contas a quanto pode roubar para enfiar nos bolsos dos amigos (e assim que saem do poder irem para os conselhos de administração das empresas desses amigos, usufruir do roubo) foi a sua claríssima caracterização do tipo de empresas que ainda estão nas mãos do Estado:
1. As empresas saudáveis e que dão chorudos lucros - «Estão prontas a serem vendidas».
2. As empresas com capacidade de gerar lucros chorudos, mas cujas dívidas afogam essa possibilidade - «Ainda não estão prontas para serem vendidas». Acrescentou, porém, que «devem ser trabalhadas» para resolver essa situação... e poderem ser vendidas.
3. As empresas cujo “modelo de negócio”, somado às tais volumosas dívidas, nunca permitirá que produzam lucros chorudos, ou sequer lucros. Nessas «é preciso garantir o serviço público» e tentar optimizá-las...  mas a sua venda não tem qualquer interesse.
Contra mim falo... pois estou sempre disposto a “pegar” nesta gente pelo lado do ridículo, sendo que isso é bom, pois ajuda a pôr um sorriso em alguns rostos que bem precisam de sorrir... mas que isso não nos distraia! É fundamental que isso não nos impeça de ver que esta gente, com o seu ar risível de manequins da rua dos fanqueiros e com ideias e cultura a condizer, são na verdade vulgares salteadores!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pedro Passos Coelho – Um agente infiltrado?


Um pouco na linha das “dúvidas” que assaltam o Vítor Dias, no seu “O tempo das cerejas”, também eu pasmo perante o extraordinário brilho com que Pedro Passos Coelho faz propostas e o não menos extraordinário embaraço com que tem, constantemente, que as emendar, explicar, desmentir...
Esta última iniciativa “kamikaze” de querer voltar atrás na questão da Interrupção Voluntária da Gravidez, propondo mesmo um novo referendo... e horas depois já dar o dito por não dito, "não é bem assim, não sei, talvez... depois falamos" é, no mínimo, mais uma rajada de tiros nos pés. O aspecto asqueroso da questão é isso ser “proposto” apenas para tentar garantir um míseros votos à sua direita, nas hostes mais conservadoras do CDS, do próprio PSD... e daquelas senhoras (independentes) do PS (e quem representam dentro do partido) que, diga-se de passagem, parecem ser uma fonte de inspiração para Passos Coelho, atendendo a que para além desta “corajosa” proposta sobre a IVG, também já o convenceram a, tal como elas, “atacar” os feriados, coisa que, como vimos há tempos, também mobiliza fortemente as tais senhoras (independentes) do PS.
Perante tanto zig-zag, tanta inépcia, tanto ruído para esconder a sombria realidade de ambos, PSD e PS (mais o CDS) terem exatamente o mesmo programa político a cumprir, depois de se terem agachado perante a “troika”, pergunto:
Pedro Passos Coelho será mesmo um “indigente político”, será apenas mais um neoliberal com muita falta de jeito para acertar ao menos uma no cravo... ou será mesmo pago secretamente pelo PS, para ajudar a garantir a reeleição a José Sócrates?

Helena André – Uma personagem sinistra


Não vale a pena fazer uma resenha das criminosas medidas do “acordo” das “troikas”, a nacional e a estrangeira... nem fazer bonecos. A generalidade dos que leem este blog, mesmo aqueles habituais “socráticos” de serviço que, não contestando nenhuma das coisas que diga, me vão mesmo assim enviar “comentários” insultuosos... sabem bem que o sangue que vai correr, provocado por estas medidas, sairá apenas das veias dos mesmos de sempre.
Num acordo que não tem uma medida de progresso, de criação de emprego, de crescimento, abundam os cortes para quem já pouco ou nada tem. Os salários são cortados; os impostos sobem, castigando aqueles que não têm sobras no orçamento familiar; os preços aumentam; o desemprego vai crescer para níveis demenciais; sairá mais barato aos patrões despedir um trabalhador; o trabalhador despedido verá a sua indemnização dramaticamente cortada e sujeita a um tecto, por muitos anos que tenha trabalhado; o trabalhador terá que fazer um esforço adicional para financiar o seu próprio despedimento, ao passo que o patronato pagará menos para a segurança social; quem caia no pesadelo do desemprego terá acesso ao subsídio de desemprego durante menos tempo... e podia continuar por aí fora, que o “acordo” é longo, exaustivo e implacável.
Porém, aleluia!, Helena André, a ex-sindicalista (sindicalista??!!) e atual ministra do Trabalho (??) e da Solidariedade Social (??!!!), descobriu que para ter direito a subsídio de desemprego, um trabalhador precisava de ter feito descontos, pelo menos, durante 15 meses... e agora há o compromisso de baixar essa exigência para os 12 meses.
Tal foi o suficiente para a ministra afirmar que o «acordo com a troika aumenta proteção dos trabalhadores».
Confesso o meu cansaço. Já não tenho palavras para classificar esta ministra do Trabalho (a mulher, não conheço de lado nenhum)... pelo menos com palavras que sejam aceitáveis. Nesta altura já só me ocorrem adjetivos que, a usá-los em público, poderiam bem acabar por “doer” mais a mim do que a esta... ... Helena André. Não lhe darei esse gosto!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um milhão de papoilas


Para “compensar” o aparente fiasco do post anterior, sobre o irrequieto Paulo Portas, agora eu devia apostar num texto “pontiagudo” e com muitos “links”, sobre Sócrates, ou Cavaco, ou Alberto João Jardim, ou Obama, protagonistas que quase sempre garantem audiência e muitas reações.
Em vez disso, ainda vou “piorar” a situação socorrendo-me de uma das minhas habituais e momentâneas “fugas ao real”.
A verdade é que andava há tempos a pensar fazer um “post” sobre papoilas... mas os dias foram passando...
Felizmente, a Natureza encarregou-se de me resolver o problema e poupar ao trabalho, providenciando um milhão de papoilas... já com um poste incluído.
Espero que gostem tanto da imagem, quanto eu. Espero que "vejam" nela tantas coisas quanto eu. Boa tarde!

Paulo Portas e a Arca de Noé


Era uma vez um pároco de aldeia. Não se pode dizer que o bom do padre fosse um vulgar mentiroso. Era, digamos, um mitómano com o vício de fazer homilias a puxar para o hiperbólico. De tal maneira que se viu forçado a fazer um contrato com o seu sacristão, homem de estudos e professor na EB 2,3 da vila. O contrato era simples: sempre que o atinado sacristão detetasse uma pisadela no risco da verosimilhança... puxaria a batina do sacerdote, com a ajuda de um cordão, instalado debaixo do púlpito e fora da vista dos fiéis.
Domingo, mais uma missa:
- E assim, irmãos, o nosso bom Noé, seguindo as ordens do Senhor, construiu uma arca para preservar as espécies, uma arca que, como bem se compreende, tinha para aí o tamanho de um destes porta-aviões dos americanos...
(Forte puxão na sotaina)
- Bem... pronto, irmãos... não seria do tamanho de um porta aviões, mas...
Entretanto, a filha do sacristão telefona-lhe para o telemóvel, pedindo-lhe autorização para ir num passeio com um grupo de rapazes e raparigas colegas de escola, para assistirem a um concerto, dormirem fora uma noite... e ainda por cima, pedindo dinheiro para tudo isto. A discussão ao telefone, mesmo em voz baixa, foi tão acalorada e acompanhada de gesticulação, que, ao fim de umas dezenas de involuntários puxões na sotaina do infeliz do padre, este já estava de cabeça perdida:
- Irmãos... um raio me parta já aqui, se a merda da arca não tinha pelo menos dois palmos de comprimento!!!
E pronto. Vá lá saber-se porquê, foi desta estória que me lembrei ao ler a evolução das ambições eleitorais do inefável Paulo Portas, que, ainda há pouco estava quase, quase, a assumir-se como “candidato a primeiro-ministro” e que agora, fazendo contas à ligeira subida do PSD, já “só quer” ter mais votos do que a CDU e o BE... somados, embora ainda insista que «as eleições são a três».
Quantos mais “puxões na sotaina” terá ainda que levar?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Passos Coelho e o Expresso – Mau jornalismo!


É evidente que o facto de Sua Excelência o Presidente do Conselho já ter vindo desmentir energicamente Passos Coelho, afirmando que «Não há nomeações nem buraco nas contas!», devia ser mais do que suficiente para eu nem vir para aqui falar disto... dada a reconhecida credibilidade que merecem as declarações do primeiro-ministro demissionário e o seu mítico apego à verdade.
O que acontece é que eu não vou falar disso. Também eu li a nova acusação que Passos Coelho faz a Sócrates. Li-a no “Expresso”. O periódico do senhor Balsemão diz que Passos denunciou o alegado buraco nas contas públicas no meio do “Parque de Leilões de Gado”, em Portalegre... e alguém, na redação do jornal, achou importante informar-nos de que as declarações do chefe do PSD foram feitas «num pavilhão a cheirar a bosta».
Mau jornalismo! É do PSD? É do gado? É das declarações? É do próprio Passos Coelho?
De quem raio é que é afinal a culpa do cheiro a bosta?!