sábado, 21 de janeiro de 2012

Pobre Cavaco, rico mentiroso!


O cidadão Aníbal Cavaco Silva, a quem alguns (não muitos) portugueses deram o emprego de Presidente da República diz que o país estará «certamente melhor» com este acordo de concertação social. Sabendo-se o quanto ele “contribuiu” para a sua concretização... não me espanta. Era o que eu esperava.
Já do que não estava à espera é que o sem-vergonha tivesse o topete de declarar em público, não só que a sua reforma dificilmente lhe dará para pagar as despesas, como será de cerca de 1300 euros... uma mentira obscena, facilmente desmontável por quem saiba fazer as contas.
Enquanto fico a remoer o que gostaria de chamar-lhe... confesso, contrariado, que subestimei o nível de repugnância que este ser desprezível pode causar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Deve haver algo de muito errado...


Decididamente... deve haver algo de muito errado com a CGTP! Para ser mais preciso, com os sindicalistas da CGTP. Para ser ainda mais preciso... com os sindicalistas comunistas da CGTP. Senão, vejamos:
1. Apesar de serem homens e mulheres com caras e nomes, uma história pessoal, terem família de quem gostam... e um passado e um presente ocupados na luta pelo bem comum, são odiados e desprezados pela generalidade da comunicação social, que tudo faz para denegrir, falsear, ou pura e simplesmente, ignorar as suas ideias, ações, reivindicações e sonhos.
2. Ainda há bem pouco tempo. Essa grande figura de sindicalista moderno que é António Chora, revelava (desrespeitando os membros do BE na CGTP) que os sindicalistas comunistas, fazem o que podem para que haja mais despedimentos, mais desemprego, mais fome... para assim terem mais oportunidades de aparecer nas televisões, manifestando-se contra o patronato e o capitalismo. Revelou mesmo que alguns deles chegariam a ser apoiados pelos patrões, que assim viam facilitados os despedimentos e deslocalizações que pretendiam fazer
Curiosamente, em qualquer destes seus argumentos, António Chora é acompanhado em coro por toda a sorte de fascistas e demais fanáticos de direita, frequentadores das caixas de comentários dos jornais e dos blogues.
3. Agora, João Proença, essa outra grande figura, indefectível defensor de um sindicalismo igualmente moderno, mas em tons de amarelo, vem afirmar (desrespeitando os membros do PS na CGTP) que foi «incentivado por altos dirigentes da CGTP» (devem ser os da equipa de basquetebol) a assinar o acordo com o patronato e os seus governantes privativos... o que mostra bem o calibre destes comunas, capazes de empurrar o pobre Proença para o pior lugar da “fotografia”... ficando eles, todos ufanos, gabando-se de não terem pactuado com a traição.
Decididamente... deve haver algo de muito errado com a CGTP... e comigo. A verdade é que, apesar de todas estas “evidências” contra os comunas dos sindicatos, é exatamente com estes que estou. Já estava, quando há uma mão cheia de anos ofereci com muito gosto a minha voz, para a gravação colectiva do “Hino da Intersindical”. Já estava antes de haver Hino, desde Abril. Já estava, antes de Abril... o que vem provar a razão que tinham aqueles que me avisaram sobre os efeitos tremendos das “más companhias”.
Já quanto ao facto de a CGTP responder ao destempero provocador de João Proença com um processo na Justiça... mesmo sem fé alguma na dita Justiça, acho muito bem. De vez em quando, é necessário responder a este tipo de canalhices com um sonoro tabefe na fronha.
Aqueles que leram até aqui... já agora, podem ocupar mais uns minutos ouvindo o tal Hino, que já toda a gente conhece, mas que serve para ir afinando a garganta até dia 11...


“Hino da Intersindical” – Vários
(Mário Vieira de Carvalho/Anónimo do século XIX)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A arte do "pastoreio"


Diz-me um estudo agora divulgado que a satisfação com a democracia atinge mínimos históricos.
Isto vem mostrar que o grande capital, para além de enriquecer pornograficamente com a exploração das ovelhas, sugando-lhes o leite, tosquiando-lhes a lã, retalhando-lhes a carne, triturando-lhes os ossos... também garantiu uma forma de ter o rebanho exatamente onde quer.
Para isso, conta com o implacável pastoreio de governantes feitos à medida, analistas, comentadores, politólogos, jornais, televisões. Todos empenhados em fazer crer que aquilo por que estamos a passar não é capitalismo selvagem, não é exploração, não é roubo, não é crime... mas sim democracia.
Há que juntar ainda o precioso contributo de alguns dos chamados movimentos cívicos que, em muitos casos, muito mais do que atacar os exploradores, têm como maior bandeira o ódio aos partidos políticos, como se todos fossem iguais.
Está assim criado o caldo em que o rebanho, em vez de culpar pela sua situação quem o explora, em vez de reagir às feridas infligidas pelos cães... culpa a democracia.
O despertar poderá tardar... mas será violento!

Pingo Doce... filosofia, liberdade e informação


Não poucas vezes, os finórios da finança, venham eles das indústrias, do ramo do “patobravismo”, da pura especulação, ou das híper mercearias, chegam a um estádio em que o dinheiro a rodos já não os satisfaz. Necessitam de reconhecimento público. Querem ser conhecidos. Querem comprar mais uns pontos no acesso ao seu lugar no céu, ou despejar alguns “anti-inflamatórios” sobre as consciências.
Assim, compram jornais, rádios e televisões, que se encarregam de dourar a pílula das fortunas obscenas que conseguiram explorando o seu semelhante. Alguns forçam mesmo a nota e tornam-se moralistas, dedicam-se à caridade e às coisas da cultura (da “boa”, claro!). Fundam fundações fundamentais. Homenageiam-se em vida.
O Alexandre do “Pingo” é um deles. Tem uma fundação, com o nome do avô, dirigida pelo mais famoso assalariado do seu império, o tresloucado António Barreto. A Fundação publica dezenas de livros, igualmente fundamentais, que se encontram à venda, como seria de esperar... nas caixas do Pingo Doce.
Um dia destes, enquanto equilibrava nas mãos algumas clementinas e dois pacotes de gaspacho (que só se vende lá, infelizmente!), dei de caras com dois desses livros, destacados no meio da vasta coleção: “Filosofia em directo”, escrito por Desidério Murcho e “Liberdade e Informação”, da autoria de José Manuel Fernandes.
A minha costumeira tolice ainda me deu para começar a ensaiar trocadilhos parvos com os nomes... como, por exemplo, imaginar se um “desidério murcho” será o contrário de uma “indiferença erecta”... mas não. Nada a fazer!
Não há tentativa de humor, mesmo que tão discutível quanto o meu, que resista numa competição direta com ideia fantástica que alguém teve, naquela tão fundamental Fundação, de encomendar um livro sobre “Liberdade e Informação”, ao híper, super, maxi, ultra revolucionário “reciclado”, que é o sebento criado para todo o serviço do capital, José Manuel Fernandes.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mário Crespo – Corpo a corpo...




O baboso Mário Crespo (que alguns insistem em considerar um grande jornalista) ainda não se refez da perda do seu famoso programa “Plano Inquinado”... perdão, “Inclinado”, programa onde eram debatidas as minudências do dia a dia do país, pela “ciência” do prof. Nuno Crasso, desculpem, Crato, e essa luminária irascível que dá pelo nome de Merdinha Carreira... chiça!... Medina!!! (isto hoje está bom, está!).
Por enquanto, resta-lhe babar-se em direto na TV, aqui e ali, sobre os seus “amores”, embora o que lhe dê mais prazer seja destilar azedume, preconceito e falta de profissionalismo, sobre os seus “ódios de estimação”.
A CGTP é um desses ódios antigos do Crespo, logo, Arménio Carlos, também. É o que se pode ouvir e ver nesta peça nojenta da SIC Notícias, onde o baboso Crespo faz tudo o que pode, ora pelo ar escarninho, ora pela provocação, ora pelo simples ruído, para que o pensamento e os argumentos de Arménio Carlos não passem.
Felizmente, não teve sucesso! 
O Arménio Carlos conseguiu a difícil proeza de lutar com um porco... sem se sujar.




João Proença e UGT – Assalariados do ano


João Proença, essa espécie de “Submarino Amarelo” do sindicalismo (mas sem a música dos Beatles), terá durante as próximas horas o direito às carícias do patronato e do governo, terá direito ao seu “momento de glória”.
Uma glória suja, porca, vergonhosa, miserável!
Gabam-lhe a coragem... o que, vindo de figurões como Daniel Bessa, deveria ser considerado como um insulto por qualquer pessoa vertical.
Gaba-se ele próprio de ter conseguido fazer cair a “meia hora”, esquecendo-se de dizer que essa famosa meia hora, em que nem o patronato estava interessado, foi trocada por medias bem piores, afectando as férias, feriados, pontes, facilitando os despedimentos...  e essa verdadeira selvajaria que é o banco de horas, uma arma à disposição do patrão, para desregular completamente a vida privada e o direito a uma vida familiar estável, por parte dos trabalhadores... para além do aumento da exploração que implica. Um acordo a que Arménio Carlos da CGTP chama (e bem!) uma declaração de guerra contra os trabalhadores como nunca se viu depois de Abril de 1974 e um "regresso ao feudalismo".
Subitamente, Proença já sente a necessidade de dizer que, mesmo com o acordo, haverá conflitos e que a paz social não está garantida. Tem toda a razão!
Pertencer a uma minoria, como pertenço, uma minoria política, ou mesmo minoria no campo artístico (para mencionar apenas dois aspectos), é uma faca de dois gumes. Traz alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. De vez em quando, independentemente de tudo, dá um grande prazer!
É pra mim um prazer enorme, por estes dias, poder afirmar que pertenço à minoria que bateu com a porta na cara a esta canalha. Uma "minoria" que lhes dirá, alto e bom som, nas ruas e em toda a parte, o que pensa das suas políticas... a que não me arrependo de chamar fascismo económico.
Os “Proenças” desta vida podem até arvorar para as câmaras de televisão um ar vitorioso e consolado com os elogios dos (seus) patrões... mas quero crer que, na calada da noite, sozinhos consigo próprios, os seus fantasmas e o que resta do seu carácter, eles sabem que se venderam.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A farsa


Foi, em tempos idos, uma técnica muito utilizada pelos pequenos contrabandistas, adoptada agora por grandes traficantes, bandidos de vários ramos e governantes desonestos: fazer os possíveis por “deixar-se apanhar” numa pequena falcatrua, ou medida polémica, de preferência com grande alarido... para, noutro local, fazer passar discretamente a grande carga de contrabando, do roubo... ou, por exemplo, um “pacote laboral”.
Assim, vemos a farsa da "queda" da mediática meia hora de trabalho extra (quem terá convencido Carvalho da Silva de que aquilo estava confirmado?), logo seguido pela dúvida sobre a mesma "queda"... exatamente com o mesmo fim e a mesma técnica dos contrabandistas e bandidos. Para tentar ludibriar a vigilância e “passar” tudo o que realmente queriam fazer passar.
Não enganam (quase) ninguém! Os restantes serão coniventes...
No pacote de medidas que vi num jornal, estava um novo motivo "justificativo" para despedimento: a redução da qualidade de trabalho.
No meio desta desgraça e lixo, ainda tive um pretexto para sorrir... imaginando o tremendo pânico que a esta hora reinaria na redação do dito jornal (e doutros), assim muitos dos seus jornalistas tivessem a lucidez de apreciar a sua própria "redução de qualidade do trabalho".


Adenda: E a "meia hora" lá caiu mesmo... mas, evidentemente, a "queda" trazia muita água no bico...