segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Passos e Relvas - Tudo bons rapazes... *


O facto de muitas vezes aqui comentar as acções de membros do governo de forma sarcástica, galhofeira, a puxar para a risota e sim!, porque não admitir?, mostrando uma reiterada falta de respeito por algumas instituições e pessoas... pode bem ser apenas um desvio de carácter da minha parte, desvio que, de forma alguma, é correspondido por qualquer falta de “seriedade” dos figurões que se... perdão, nos governam.
Na verdade, a história pessoal de muitos destes ex-ministros e secretários, sendo que alguns nem esperam pela condição de “ex” para se fazerem à sua vidinha e “irem ao pote” dos tachos repletos e dos cargos dourados... mostra-nos que é tudo gente extremamente “séria”, que raramente brinca. Para ser mais exacto, gente que raramente brinca em serviço.
Esta notícia sobre o valente “esquema” envolvendo uma bela mão cheia de milhões de euros em financiamentos públicos, maçaroca habilmente encaminhada por Passos e Relvas para uma empresa "das suas"... é, infelizmente, apenas mais uma. Esta estória, recorde-se, já tinha sido antes aflorada por Helena Roseta, o que Relvas parece ter considerado uma “colossal ofensa”, reagindo com uma ameaça de processo em tribunal e tudo... mas que até agora, por qualquer razão, não deu em nada.
Somos (há demasiado tempo!) “governados” por bandalhos!
* Com um pedido de desculpa ao senhor Martin Scorsese, por misturar os gangsters do seu excelente filme... com esta miserável escória.

O cão é o melhor amigo do homem


(Imagem surripiada ao “Pata Negra”)
Sim, eu sei que que se diz que o cão é o melhor amigo do homem... mas o que seria das regras, mesmo as mais consensuais, as mais pacíficas  e as mais simpáticas... se não tivessem excepções para as confirmar?

domingo, 7 de outubro de 2012

Khatia Buniatishvili – Crónica de um piano feliz


Tomei conhecimento da sua existência há pouco tempo. A bem da verdade, ninguém a conhece há muito tempo, dado ter apenas 25 anos de idade. Nasceu em Tblissi, na Georgia... o que para mim tem pouco interesse, já que acho sempre que “esta gente” deve ter descido aqui vinda de outra galáxia. Chama-se Khatia Buniatishvili.
Apesar de ter começado a ser prodigiosa em criança, nunca gostou de ser tratada como menina-prodígio. Apesar do virtuosismo vertiginoso de que é capaz, decidi escolher, como primeiro vídeo, este “Sonho de amor” do senhor Franz Liszt, sonho que faz parte de um grupo e é conhecido lá na terra dele por “Liebestraum”. Para ser mais exacto, é o nº3.
Para segundo vídeo (sim, hoje há dose dupla!) recorro a uma “habilidade” que ela gosta de exibir desde criança, acompanhada pela irmã, tocando a quatro mãos. Na ausência da irmã, decidiu convocar outra extraterrestre, Yuja Wang, que a bem dizer já é da casa, para “cometer” com ela a “Dança Húngara” de Brahms, numa interpretação fantástica, em que arranjaram maneira de “serem” uma só.
Como gosto de pensar que um piano não é propriamente uma peça de mobiliário, um triste destino que não poucas vezes os pianos têm em muitas casas burguesas ou de novos ricos, de vez em quando dá-me para ficar a imaginar estas sessões de música, mas do ponto de vista do piano.
O que sentirá? Qual será o grau de excitação e prazer por antecipação, experimentado por um piano, quando vê uma pessoa assim aproximar-se dele... sentar-se à sua frente... acertar o bater do coração pelo seu... 
Bom domingo!
“Libestraum” - Khatia Buniatishvili
(Franz Liszt)



“Hungarian Dance” Khatia Buniatishvili e Yuja Wang
(Johannes Brahms)




sábado, 6 de outubro de 2012

Nuno Crato – Mãos sujas


Mário Nogueira, o secretário-geral da FENPROF, explica muito bem o que quer dizer quando afirma que «Nuno Crato tem as mãos sujas».
Lendo em pormenor as declarações do Mário Nogueira e concordando com elas... ainda assim, não posso deixar de pensar que Nuno Crato deve ter as mãos sujas, também, porque de vez em quando as passa pela cabeça...

5 de Outubro - O feriado que entrou em coma


Quando por volta das 3 da madrugada, já do dia 5 de Outubro, ouvi uma destas novas “jornalistas modernas” anunciar que dentro de algumas horas teria lugar a cerimónia comemorativa da «implementação» (sic) da República... confesso que temi o pior. A realidade veio, infelizmente, dar-me toda a razão.
A coisa foi um verdadeiro massacre:
- Uma cerimónia fortemente sitiada, borrada de medo dos cidadãos da República ali festejada.
- A bandeira içada de pernas para o ar... o que segundo os códigos militares, parece querer dizer que o território foi tomado pelo inimigo... o que não podia ser mais simbólico!
- Passos Coelho estrategicamente ausente, para participar numa reunião da “Liga dos Amigos da Pesca ao Achigã”... ou lá o que é... mas, ainda assim, presente, embora na forma de um “cabeçudo de romaria”.
- Ecos do desespero que muitos cidadãos – cada vez mais! – vão tendo como pano de fundo nas suas vidas.
- Saídas cobardolas pela porta do cavalo... mas nem assim evitando as justas vaias dos cidadãos que, embora pagando a cerimónia e os vencimentos de quase todos os presentes, foram mantidos à distância.
- Oportunidade para alguns cromos ficarem na fotografia, fazendo o que podem... como este, presente e pateta, ou este outro, ausente e esperto.
- Uma cantora lírica (parabéns pela atitude!), cujo maior “lirismo” foi acreditar que naquelas condições seria possível cantar uma canção de Lopes Graça, sem se fazer trucidar, juntamente com a canção.

Pobre República!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Paulo Portas – Com que cara?



Paulo Portas é conhecido pela variada panóplia de indumentárias, que vai trocando e envergando conforme as ocasiões. Por estes dias, deixando de lado a desculpa esfarrapada, cobardolas e oportunista da «estabilidade», perante a entrada em vigor dos brutais aumentos de impostos, aumentos de que sempre afirmou discordar, não importa saber se vai aparecer de boné, de samarra, de blusão desportivo, de camisa desapertada a mostrar a peitaça, ou de fato completo e gravata de seda.
Depois do tremendo enxovalho de que foi alvo no Parlamento, quando Honório Novo, do PCP, lhe dizia umas verdades incómodas... e Passos e Relvas riam a bom rir, Portas ainda arranjou apego à cadeira suficiente para atamancar mais umas “razões” para defender a tal “estabilidade”, já não é minimamente interessante saber com que roupa vai continuar a aparecer.
A questão é saber com que cara!

Moções de censura


As moções de censura do BE e do PCP foram derrotadas no Parlamento. Sê-lo-iam sempre, mesmo que o Partido Socialista tivesse votado a favor de qualquer uma delas, ou mesmo das duas. Este governo, detentor de uma maioria parlamentar, não será derrotado pela matemática, a menos que os seus próprios deputados comecem a fugir em debandada.
Tivessem os membros do governo algum resquício de vergonha na cara... e nem seriam necessárias quaisquer moções de censura para abandonarem os lugares que ocuparam à força de gigantescas e comprovadas mentiras eleitorais, ainda mais, perante os resultados miseráveis da sua governação.
Assim, há que continuar a desgastar e agitar tudo o que ainda possa servir de base de apoio a este governo de criminosos, para que este caia não pelos votos no Parlamento, mas como tudo aquilo que apodrece e não pode deixar de cair.
Ainda assim, numa sessão (quase) sem surpresas, não deixa de ser surpreendente que ainda haja quem se socorra do argumento da “utilidade” das moções, como se discutir políticas e o futuro de um país se pudesse comparar ao uso de cabides, alfinetes de ama, ou desentupidores de canos... esses sim, “utilitários”.
Não deixa de ser igualmente surpreendente a capacidade que certos “socialistas” têm, de achar que toda e qualquer moção de censura que saia da bancada do PCP... é sempre contra o PS.
Há-de existir uma boa explicação para o fenómeno... mas que eu desconheço. Não sou psicanalista!