Serei tudo o que quiserem
por inveja ou negação:
festarola, oportunismo
fogueira de exibição.
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
alegria, um contrato
poema de mão em mão.
Serei tudo o que disserem...
... isto e muito, muitíssimo mais, poderia dizer de si próprio o casamento, se fosse dado a parafrasear Ary dos Santos (assassinando-lhe os versos).
E perguntam vocês: estás tolo? Estou! Pelo menos é o que me apetece quando leio notícias como esta, em que uma grande instituição como é a Igreja Católica, fala com a profundidade das conversas “psicológicas” das lojinhas de aplicação de unhas de gel.
Convenhamos que tirando as mais do que conhecidas e numerosas excepções, os padres nunca sabem muito bem do que falam nestas alturas, ficando sempre com um certo ar de eunucos que, como se sabe, conhecem todos os pormenores de como a “coisa” deve ser feita, mas...
Toda esta neura vem do facto de, independentemente do que cada um pensa do casamento, desde os mais pragmáticos, aos mais apaixonados e poéticos... eu ter “apanhado” com a definição mais pedestre do dito casamento, definição que, estou certo, o autor achou linda... mas que pese embora o facto de se tratar do cardeal patriarca de Lisboa, é estúpida como os pés que a arrastam... para além de vir infectada com os habituais umbiguismo e pesporrência do Vaticano.
Não senhor cardeal! O casamento não é «uma vocação para a santidade»!






