O nível de azedume retaliativo com que António Borges reagiu à rejeição da «extremamente inteligente» tentativa de transferência de milhões de euros, directamente dos vencimentos dos trabalhadores para os cofres dos patrões, uma medida que até alguns (muitos) patrões viram que lhes traria mais prejuízos do que ganhos, só se explica por, muito provavelmente, esta grande ideia do roubo da TSU ter saído do “borgiano” cérebro. Se atendermos a que este azedume veio assentar sobre os restos igualmente azedos da rejeição generalizada da, também “sua”, ideia da concessão da RTP a privados sem custos para estes, temos parte da mistura explosiva que produziu esta patética birra do “consultor” de Passos Coelho.
António Borges pertence a uma casta de “portugueses” que tem nojo dos portugueses e de Portugal. Vive o desespero (que já afligiu outros "ilustres" antepassados) de ser obrigado a viver numa “piolheira”, mas não ter, de momento, outra gente disposta a deixar-se roubar para sustentar o seu principesco nível de vida.
António Borges, um parasita vocacionado para lacaio, mas apenas do grande capital internacional, vive com grande nojo esta “provação” de ter que viver nesta “piolheira”, até conseguir cumprir a tarefa de roubar tudo o que aqui possa interessar aos seus verdadeiros patrões.
Um governo que se deixa “aconselhar” e até representar publicamente por tal personagem, que ninguém elegeu, é um governo que já nem se dá ao incómodo de fingir que respeita a democracia, ainda que formal, e a que basta manter uma muito mal atamancada fachada democrática. É um governo contra Portugal e os portugueses, contra a liberdade, contra a democracia, contra Abril.
É um governo já com um pé no fascismo económico... e a descambar para pior.