quarta-feira, 16 de outubro de 2013

“A História repete-se sempre, pelo menos duas vezes - disse um dia Friedrich Hegel. Karl Marx acrescentou... a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa” *




Enquanto recolhia informação (e argumentos) para mais logo, quando regressar a casa, escrever sobre a abortada marcha sobre a ponte 25 de Abril, a necessidade de uma ainda maior mobilização e as tão grandes e inconfessadas "expectativas" de alguns, que saíram goradas com esta alteração... o agregador de notícias do Google, talvez para me animar, atirou-me com este título:
A frase é atribuída a José Sócrates e fará parte de uma longa entrevista ao “Expresso” em que o ex-primeiro-ministro se confessa quanto a temas como o Freeport, o namoro com Fernanda Câncio, a dívida, etc., etc.
Enquanto espero pela leitura da entrevista... direi, para já e apenas sobre esta frase isolada, que seria uma grande ideia José Sócrates começar a seleccionar melhor os cogumelos que consome antes de dar entrevistas. Ou então... a bebida. Ou o que fuma...

* Um muito obrigado aos (então) jovens filósofos Friedrich Hegel e Karl Marx!

Maria Luís Albuquerque – Salão de massagens... ou um crime brutal?


Sentou-se (quase) à hora marcada, afivelou a sua cara “nórdica” mais impassível e fria, balbuciou uns deslavados elogios e agradecimentos aos funcionários que, na realidade, despreza profundamente... e mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu... ... ...
O sentido real do Orçamento de Estado para 2014, esse, não se compadeceu com a mentira, com a cara de pau da ministra e a tentativa descarada de lavagem ao cérebro dos ouvintes. Entre fantasias que nunca se cumprirão e aldrabices evidentes e desavergonhadas... está lá tudo:
Mais cortes em ordenados, a começar logo nos ordenados líquidos ao nível do Ordenado Mínimo Nacional. Mais impostos. Mais taxas sobre tudo o que mexe. Sobre tudo o que se come. Sobre tudo o que se bebe. Mais cortes nas pensões. Mais horas de trabalho por menor salário. Mais despedimentos. Mais degradação na Saúde. Mais degradação no Ensino. Mais degradação na Cultura. Mais degradação na Justiça. Mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes... ... ...
Apesar da mentirosas juras em contrário, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade... ... ...
Uma coisa é certa: se a ministra ficar num futuro próximo – como espero – sem o emprego no Ministério das Finanças... pode sempre abrir um gabinete de massagens. Não tem por onde falhar! O cliente deita-se, ela dá-lhe uma esfrega com aqueles 25 minutos de conversa mole, monótona, soporífera... e o cliente ficará com a sensação de ter sido atingido por um rolo compressor, de uma forma brutal.
A única coisa que ficará a faltar à “massagem”, como quase sempre nesta porca desta vida... será o “happy end”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Angola/Portugal – Dois trabalhos extra…




“José Eduardo dos Santos anuncia fim da parceria estratégica com Portugal” – dizem os títulos dos jornais e as aberturas dos telejornais nacionais.

«Só com Portugal, as coisas não vão bem!» - diz José Eduardo dos Santos, numa espécie de “verdade de La Palice”. Como se não fosse evidente!...

Para quem pensou que a sequência de editoriais e artigos destrambelhados do Jornal de Angola insultando “as elites portuguesas” eram obra de um ou dois lunáticos vagamente racistas, vagamente lambe-botas do poder de José Eduardo dos Santos, da filha Isabel, da restante família e daqueles generais e dirigentes que deitaram a mão aos recursos angolanos… ou que não representavam a posição oficial do país… aí está a resposta: total apoio do Estado aos seus dirigentes e às suas fortunas inexplicáveis, na forma de pressão chantagista sobre Portugal e os interesses que tem em Angola e que Angola detém em Portugal.

Estão certíssimos no seu papel! Isto não é uma originalidade angolana. Sempre que uma clique corrupta toma conta de um país para o saquear, cria um muro de protecção mútua à sua volta. Como vemos todos os dias e infelizmente, é assim, também, entre nós!

Agora, todos aqueles que se agacharam terão dois trabalhos extra: levantarem-se e puxarem as calças para cima!

Nobel da Economia – Eu, que também não entendo nada de finanças... embora tenha uma micro-biblioteca e uma carrada de discos e CD... *


Dizem-me os jornais que o Nobel da Economia foi entregue a uns fulanos que se dedicam ao estudo do sobe e desce de acções e obrigações em bolsa, exercício a que dão o nome de “análise empírica do preço dos activos”.
“Análise empírica do preço dos activos”!!! Desculpem-me o mau feitio… mas até o nome da coisa me irrita! Sei que posso ser acusado de ignorante. Sei que posso ser acusado de populista. Sei muito bem!
Ainda assim, antes de poder vir a ser convencido de que isto é um grande passo para o avanço da Humanidade... imagino a profunda “alegria” sentida pelos explorados, pelos milhões de vítimas dos especuladores e do capitalismo selvagem escondido por detrás dos “mercados” sem cara.
Imagino a profunda “alegria” que sentem aquelas e aqueles que todos os dias se levantam para fazer viver as cidades, as fábricas e os campos, para imprimirem a “marca da sua mão”, como disse o poeta, em tudo aquilo que é produzido com o suor e a força dos braços, ou a luz e criatividade do seu intelecto.
Imagino a profunda “alegria” de todos estes, quando vêem o prémio Nobel da Economia ser entregue, não a quem se esforça por colocar a Economia ao serviço da Justiça, da Paz, da Liberdade, da erradicação da fome, da felicidade dos povos... mas sim àqueles que parecem estar entretidos a brincar com dinheiro virtual, entretidos a fazer jogos florais com a “economia” de faz de conta que cimenta a fortuna de uns tantos aventureiros, à custa da miséria de milhões de seres humanos.

 *  Com os meus mais sentidos agradecimentos ao senhor Fernando Pessoa!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Soares - “Primus inter pares”


Mário Soares diz que alguns membros deste governo são delinquentes – relatam os títulos de vários jornais televisivos, em papel, ou online.
E diz muito bem! – digo eu. Mário Soares, ainda na posse de quase todas as suas faculdades, tem, visivelmente, uma grande facilidade em identificá-los e reconhecê-los um a um.
Puxando pela memória para lembrar as relações de estreita amizade, cumplicidade e conspiração entre Soares e o Carlucci da CIA, entre Soares e os bombistas do cónego Melo, entre Soares e as “fundações” alemãs e suecas que ajudaram a financiar a contra-revolução que nos trouxe ao ponto em que estamos hoje e o mais que a História registará... direi mesmo que é uma espécie de reconhecimento de um “primus inter pares”.

domingo, 13 de outubro de 2013

Pronto, vá lá... não exageremos!


Isto não é mais uma das minhas fotomontagens “manhosas”! É mesmo um cartaz de um filme.
Uma data de gente mais ou menos famosa, juntou-se para fazer um filme sobre o qual não posso partilhar quaisquer estados de alma (pelo menos enquanto não o vir)... e decidiu chamar-lhe:

“Machete kills”
Que diabo! Parece-me que também não será caso para tanto! Em condições normais, Machete não mata. Poderia, isso sim, envergonhar, vá... envergonhar muito. Mas para isso seria preciso que ele e o seu governo (lá vou eu pedir demais!) tivessem um pingo de vergonha nas fuças!

sábado, 12 de outubro de 2013

Semear livros


“Se quiser divulgar, Samuel, as meninas cá do Porto ficavam-lhe ainda mais agradecidas. Beijinhos”

Há uns tempos, como relatei aqui, fui convidado pelas “meninas do Porto” da CulturePrint, para ajudar na apresentação de um livro que falava (fala) dos “contactos” de muitas pessoas, eu incluído, com o José Afonso.
Chamaram-me agora a atenção, por mail, para uma iniciativa a que estão ligadas, com várias outras editoras e “militantes da cultura”. Para divulgar essa iniciativa e agitar a monotonia, como poderão ver no vídeo e ler no texto que está abaixo dele, resolveram semear livros pela cidade. Muitas centenas de livros.
Tendo consciência de que se tivesse sido um qualquer clube desportivo a publicitar uma sua qualquer acção distribuindo bolas de futebol pelos bairros, as televisões e jornais não teriam falado de outra coisa... mas que esta coisa dos livros tem sempre que romper uma espessa barreira de indiferença, quando não é mesmo hostilidade por parte daqueles que acham a cultura uma coisa perigosa... aqui fica a minha participação na divulgação (a escolha da ilustração é minha) e um forte abraço às “meninas do Porto” e aos seus amigos e amigas.