sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Beatriz Talegón - Nada de novo debaixo do sol!


O texto que aqui escrevi sobre a dirigente do PS espanhol, Beatriz Talegón, dividiu as audiências. Felizmente, este blog parece compartilhar algumas características com a vida real. Alguns leitores acharam que eu estava rendido aos encantos da jovem socialista... e pressinto que não gostaram por aí além. Outros, conseguiram vislumbrar no que escrevi um ataque tão baixo à pobre moça... que se apressaram a desancar-me e até a classificar o blog de “nogento” (sic). Outros ainda, viram que eu me limitei a “repassar” a notícia... quase apenas pela piada da estranha situação, independentemente das motivações que a originaram.
Só estes últimos acertaram.
Claro que, como seria de esperar, já vieram a terreiro, entre os seus próprios “compañeros” e “compañeras”, tanto os que a defendem, como aqueles que põe a nu todas a coisas horrorosas e nefandas de que ela será culpada... coisas que, por qualquer razão, ainda há poucos dias pareciam não os incomodar tanto como isso.
Não tenho, nem quero ter, os meios técnicos para levar a cabo uma investigação independente sobre o assunto, e dificilmente poderei continuar a contar para isso com os media portugueses, que se interessaram apenas pelo pequeno “escândalo” de Cascais... e já fizeram agulha para o Benfica, para o Ronaldo, o filho do Maradona, o Pistorius...
Resumindo, talvez venhamos a descobrir que a Beatriz é uma revelação... ou que é uma sonsa. Que os seus “camaradas” são uns canalhas... ou que, afinal, têm razão.
Ou seja: Nada de novo debaixo do sol! Nada que espante quem quer que seja!
Espantoso mesmo... era o sorriso iluminado da jovem grávida com quem me cruzei ao entrar no café. Verdadeiramente assombroso, é que perante a informação disponível nas parangonas diárias do Correio da Manhã, ou das aberturas dos Telejornais, ou pior ainda, se tiverem acesso à verdade dos factos... ainda haja que sinta coragem de colocar filhos neste mundo, conhecendo a gente que vão ter por governantes... mas também muitos dos outros, aqueles e aquelas que serão os seus concidadãos e concidadãs...

6 comentários:

Anónimo disse...

OH! Beatriz
Da-lhes um murro no nariz
E sai daí que és infeliz

Alfredo Caiano Silvestre disse...

Boa noite.
Desta moçoila ainda não percebi se, a) é apenas mais uma enganada, b) é apenas uma populista, c) é apenas parva.

Graciete Rietsch disse...

Sobre a Beatriz nada mais a comentar.
Sobre a grávida, sim. É de facto preciso muita coragem para trazer mais um filho a este mundo. Mas que a alegria dessa jovem nos transmita ainda uma maior vontade de lutar para que o mundo que o seu filho terá que enfrentar não lhe negue as condições indispensáveis a uma vida digna e feliz.

Um beijo.

Antuã disse...


Dos lados dos PS nada de novo.

Olinda disse...


A menina,para ser coerente com o seu discurso de Cascais,teria,de pronto,rompido com a sua famîlia polîtica.Estes casos ,lembra-me sempre o polîcia bom e o polîcia mau.
Nao se pode pensar,tao negativamente,quando se pensa em ter filhos.Quem diria,aos pais dos jovens de agora,que os seus filhos teriam que emigrar,ou aceitar um subemprego,quando investiram no seu futuro?


Um abraco





Rocha disse...

Obviamente a operação de propaganda de Beatriz Talegón foi um rotundo êxito. Como é evidente pelo caloroso agradecimento do reaccionário líder do PSOE Rubalcaba a Talegón. De resto a jovem Beatriz não poupou elogios ao querido líder Rubalcaba em entrevistas que deu nos dias seguintes.

Recorde-se que enquanto isso, decorre o furor de revelações do maior escândalo de corrupção em Espanha afectando a extrema-direita institucional , o Partido Popular, desde que há 10 anos atrás se descobriu o maior escândalo de corrupção da direita que afectou o PSOE. A propósito da corrupção que obviamente envolve o chefe de Estado Rajoy do PP, Rubalcaba já pediu a demissão de Rajoy depois de ter consultado esta decisão com os ex-líderes Zapatero e Felipe González.

Assim a linhagem a permanece em perfeita sintonia, Felipe González, Zapatero, Rubalcaba, Talegón, todos em estreito contacto, confortando e apoiando as decisões de quem for a vez de aparecer à frente das câmaras.