O facto de o secretário-geral demissionário do PS se ter despedido dos seus companheiros de aventuras com um comovente «Adoro-vos!», não altera a realidade. E a realidade é que esses companheiros estão com um problema sério nos braços.
Afastada a hipótese de António Costa pegar no estandarte que Sócrates deixou cair, dando a “atendível” justificação da fidelidade ao seu projeto na Câmara de Lisboa... e assim se livrando do pesadelo de ir passar os próximos meses, ou talvez anos, à frente de um PS a tentar fazer oposição a si próprio, quer dizer, às consequências das suas políticas miseráveis dos últimos anos e ao verdadeiro “programa de governo” que deixou em herança ao PSD, ficam em cima da mesa (ou do muro) as possíveis candidaturas de António José Seguro e de Francisco Assis.
Não me atrevo a fazer sugestões... até porque considero as duas soluções igualmente interessantes.
Com António José Seguro, teremos a oportunidade de, todos os dias, ficar a saber mais um pouco sobre a sempre fascinante “teoria do vácuo”.
Com Francisco Assis (que já se posiciona na corrida), teremos a oportunidade de assistir à reedição, com vários anos de intervalo, dessa espécie de “socialismo de direita” que ficou ligado à (lamentável) figura de Tony Blair, mas numa versão portuguesa... e muito mais despenteada.
Nenhuma das hipóteses beliscará no que quer que seja o prévio acordo de submissão com a “troika”.






