sexta-feira, 12 de outubro de 2012

António José Seguro – A poeirada


Um grande elefante africano e um ratinho correm lado a lado pela savana deserta. Grita o ratinho:
- Ó elefante!
- ...
- Elefante!!!
- ... ...
- Ó elefante!!!
- O que é que foi, pá?!!!
- Já viste a poeirada que a malta está a levantar?
Desculpem-me alguns amigos do Partido Socialista... mas por qualquer razão, lembrei-me desta “fábula” ao ler este título de jornal:

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas - O “pequeno” mostrengo


Passos Coelho exonerou uma das suas onze secretárias pessoais porque esta fez não sei o quê, com não sei o quê de Passos Coelho... que, alegadamente, não deveria ter feito. Tudo muito bem!
O meu desinteresse por aquilo que a secretária possa ter feito é vasto. Quase tão vasto quanto esta minha mania de me prender a pormenores:
Onze secretárias?!
Se só as secretárias pessoais de Passos Coelho são 11, quantas pessoas mais é que têm emprego naquele gabinete? E nos gabinetes dos assessores? E nos gabinetes dos secretários e sub-secretários de estado? E nos gabinetes dos adjuntos de todos estes? E nos gabinetes de todos os restantes ministros, com as suas secretárias particulares, assessores, secretários e sub-secretários de estado e respectivos adjuntos... que por sua vês também têm ... ... ... ?!!!
Então este não ia ser o tão falado governo modernaço, pequenino, ultraliberal, da eficiência, do menos estado?

Angela Merkel – A “ajudante”


Só uns poucos ingénuos que acreditam mesmo que a Alemanha está a ajudar a Grécia (ou Portugal), em vez de estar a encher os bolsos aos banqueiros alemães, é que poderão estranhar o facto de a Chanceler(ina) alemã ser persona non grata nesta sua visita à Grécia.
Claro que para os defensores da austeridade a qualquer preço e para algumas bestas da imprensa alemã, os gregos não passam de uns «ingratos»... mas tentemos ver a coisa por um outro prisma.
Se Angela Merkel aterrasse em Atenas, não bolsando umas baboseiras sobre a salvação do Euro e da maravilha dos sacrifícios, mas sim com um famoso cheque na mão... outro galo cantaria. Não, não estou a falar de um chequezinho com mais uma tranche de “ajuda”. Estou a falar de outro, muito mais antigo, muito mais significativo.
Quem se der ao trabalho de ler este texto do principio ao fim, ficará a saber de que cheque estou a falar. Ficará a par da história vergonhosa da recusa alemã, que se mantém até hoje, de pagar à Grécia as reparações a que foi condenada, pela ocupação selvática que fez àquele país, durante a 2ª Guerra Mundial. Pagamento que a Grécia tem vindo a exigir, repetidamente, ao longo de todos estes anos. Embora tenha pago, ainda que parcialmente, a outros países vítimas da sua ocupação, no que respeita à Grécia a Alemanha tem-se recusado sistematicamente a pagar, recorrendo, repetidamente, aos truques mais rocambolescos e desavergonhados, para o “justificar”.
Ficará a saber, também, que há quem tenha feito as contas e, espanto!, a dívida da Alemanha para com a Grécia, a ser paga amanhã, anularia qualquer necessidade grega de ajuda financeira... e ainda sobraria dinheiro.
Pensemos nisso sempre que vierem impingir-nos a treta da “ajuda”!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Governo PSD/CDS – Ladrões de estrada


Esta capa do “Público”, na sua sinistra simplicidade, mostra o grau de profundidade da destruição do país, às mãos do bando de fundamentalistas que ocupam o governo.
É uma destruição que vai muito para lá do património nacional, da cultura, do dinheiro, da economia, do desenvolvimento... ou da ausência de tudo isso. É uma destruição que atinge a verdade, a confiança, o “contrato” que nos fazia acreditar que os impostos serviam para pagar serviços públicos de qualidade como a saúde, a cultura, a educação, os transportes, a segurança. Que os descontos garantiriam as reformas e pensões justas e esperadas.
Quebrado esse contrato pelo Estado, quebrado o laço de confiança, quando se vê que, a qualquer momento, o Estado pode “inventar” um qualquer “pacote” que altera todo o edifício para que se andou a trabalhar toda uma vida, quando se vê que o fruto das nossas contribuições e do nosso esforço servem, afinal, para desenrascar banqueiros criminosos e aumentar exponencialmente as fortunas obscenas dos mais ricos entre os já muito ricos, pode perguntar-se: para quê pagar? Para quê contribuir? Para quê o esforço?
Nesta estado a que chegámos, toda a desconfiança é compreensível, toda a resistência é legítima!

Vitor Gaspar – Um substantivo que dispensa adjetivações de qualquer espécie! *


Este é um post sobre “Justiça Fiscal”, como a imagem muito bem ilustra e o texto, espero, não desmentirá.
O aldrabão compulsivo lacónico e lerdo que, por estes tristes e lamentáveis dias, faz de ministro de Estado e das Finanças, veio dizer que o governo procura «com afinco» alternativas ao aumento de impostos. Apenas algumas considerações:
1. Devia ter procurado antes.
2. Devia procurar ainda com mais afinco alguma vergonha para ter na cara.
3. Devia procurar com não menos afinco outro emprego, de preferência... longe.
Como esta procura “com afinco” se destinaria a encontrar maneiras que permitissem um menor aumento nos impostos, houve quem lhe perguntasse - e bem! - se mesmo depois dessa afincada procura, o aumento dos impostos continuaria a ser “enorme”... ao que o palhaço em câmara lenta respondeu não querer entrar num «concurso de adjetivos».
Também não quero! Razão pela qual terminarei este texto neste preciso momento, sem recorrer a mais um adjetivo que seja... pois caso contrário, teríamos aqui assunto para umas horas de belas, justas e criativas adjetivações.
(“belas, justas e criativas”, embora sendo adjetivos... já não contam)
*  Obrigado Gabriel Alves!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Che Guevara – 14 de junho de 1928/9 de outubro de 1967


“Fica calmo... e aponta bem! Vais matar apenas um homem!”
Como lembra neste texto o Vítor Dias, terão sido estas as últimas palavras de Guevara, dirigidas há 45 anos ao destroçado sargento boliviano Mário Terán, encarregado de o assassinar por ordem da CIA. Assassinato que viria a descrever numa famosa entrevista ao “Paris Match”.
Mesmo nesse derradeiro minuto, continuou a fazer todo sentido uma outra das suas frases famosas:
“Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre semeando!”
(Ernesto Che Guevara)

Governo Passos/Portas – Uma quadrilha!


Como o facto de repetidamente tomarem atitudes e adoptarem medidas dignas de verdadeiros canalhas, já não surpreende ninguém, o governo de fanáticos de Passos e Portas decidiu demonstrar, mais uma vez e com estrondo, o profundo desrespeito, a roçar o ódio, que têm ao poder local democrático nascido com o 25 de Abril e à sua autonomia.
Pouco lhes interessa a realidade ou a verdade. Pouco lhes interessa que o poder local contribua para a dívida pública de uma forma quase residual, mas, em contrapartida, tenha sobre os ombros tarefas sociais de toda a ordem, que caberiam ao poder central. Apenas lhes interessa cavalgar a “pileca” do populismo barato, vendendo a ideia de um país onde praticamente só existem autarcas despesistas e corruptos (corruptos há, sim senhor, mas, curiosamente, quase sempre vindos da área política do governo), um país onde praticamente só há “rotundas” e não um belo trabalho social, cultural, de defesa e preservação do património, etc., etc., etc., um trabalho que implica (e que em tantos casos é evidente) um profundo amor à sua terra a às suas gentes, um conceito absolutamente estranho aos bandalhos que se instalaram no poder exactamente para fazer o contrário: vender o país ao desbarato e espoliar os cidadãos até ao tutano.
Em mais uma imposição “afascistada” de corte cego na “despesa” (o nome que estas bestas dão aos vencimentos dos trabalhadores públicos), ordenam um autêntico “abate” de funcionários que, a ir para a frente, deixará muitas autarquias e serviços em colapso em termos de funcionamento.
Para deixarem claro que pretendem terraplanar qualquer veleidade de autonomia de qualquer autarquia, num tique ainda mais “afascistado” do que o corte em si, ameaçam que qualquer Câmara Municipal que não faça o “abate” de funcionários, terá o corte de verbas equivalente ao número de trabalhadores que seriam afastados, caso obedecessem ao dictat governamental.
Tem toda a razão o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, quando diz que «Isto não é um governo, é uma quadrilha!»