segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ramos Horta – Como fazer inimigos em apenas 160 caracteres



Tal como outros ingénuos, andei durante algum tempo convencido de que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) se tratava de uma comunidade de países de língua portuguesa. É no que dá chegar a conclusões precipitadas! Afinal, na vida real, pode não ser assim. Ao que parece, sempre que há negócios no horizonte e, sobretudo, se esses negócios cheirarem a petróleo, gás natural, etc., as siglas... ganham muita elasticidade.

Dentro deste espírito elástico, Ramos Horta, o mui viajado Presidente de Timor Leste, acha mesmo que países como a Austrália e a Indonésia, deviam entrar para a CPLP. Não porque tenha favores pessoais e políticos a pagar àqueles dois países, não senhor!!!, é porque faz imenso sentido, como toda a gente pode ver...

Seria ocioso ficar para aqui a listar as razões que me fazem não gostar de Ramos Horta, desde o tempo em que ele se pavoneava por todo o mundo, alertando para a causa de Timor (o que foi um trabalho positivo) ao mesmo tempo que “alertava” para a sua enorme vontade de chegar às Nações Unidas... o que não se deu. Confesso que por várias vezes me senti algo solitário neste “desgostar” em relação a Ramos Horta, mas isso está definitivamente ultrapassado. Ele próprio se encarregou de me arranjar uns milhões de “compañeros” falantes da língua de Cervantes (assim eles lessem isto...), quando para defender a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, produziu esta fantástica (e fluente) frase:


Pode não ser uma frase com grande profundidade, mas revela uma profunda… sei lá… agora não me ocorre…

12 comentários:

Maria disse...

Estava à espera de um post sobre isto... e também não me ocorre dizer mais nada...

Abreijos.

salvoconduto disse...

Olha que não estavas sózinho, causa-me calafrios e muita urticária, isto já para não falar do amigalhaço no governo...

Fernando Samuel disse...

Sem grande profundidade?: eu acho que aquilo é só profundidade...
(não achas que os EUA fazem falta na CPLP?)

Um abraço.

Anónimo disse...

Mas a CPLP é alguma coisa.....

Justine disse...

...enormíssima profundidade, sabedoria, erudição, sentido de estado, e muitas outras coisas que cabem nas tuas reticências!
Continua a estar em forma, esse teu humor corrosivo:))

maia disse...

Acho que não estavas sozinho nesse sentimento de não gostar de Ramos Horta, pavoneando-se por esse mundo, enquanto os timorenses eram massacrados. Mas há mais por ali. Timor foi palco para muitos pavoneadores. Um dia, creio, contar-se-á este massacre, no seu âmago. E não é por ser rezingona, mas quando vejo propor a Indonésia (não foi este país que massacrou Timor?) Devo estar a delirar! Foi bom trazeres esta "profundidade" de um Presidente. Tantos Presidentes "profundos"!
Abreijos.

Anónimo disse...

-O Espanhol é língua de quem da Catalunha ou da Galiza.

José Rodrigues disse...

Ele apoiou a Invasão do Iraque pela coligação Bush,Blair,Azn(o)ar,Zé Barroso!Opus dei e não sei que mais.Não é de confiança...e é um perigo para o povo timorense!

Abraço

Pintassilgo disse...

É uma profunda tristeza.

smvasconcelos disse...

Surreal, de facto... não é fácil que ocorra um comentário. Ai a língua espanhola um dialecto do Português!...
bjs:)

Graciete Rietsch disse...

Também não gosto do Ramos Horta nem sequer do Xalana.
Quanto ao espanhol ser quase um dialecto do português, como é que ainda há quem não se conforme com o acordo ortográfico!

Um beijo.

Miguel Jeri disse...

Alguém que propõe Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz não provoca apenas desconfiança, provoca medo!

http://www.publico.pt/Mundo/ramos-horta-propoe-durao-barroso-para-premio-nobel-da-paz_1311763