sábado, 11 de setembro de 2010

9/11 (NY) – Onze de Setembro (Santiago do Chile)



Desde 2001 que o ataque terrorista ao World Trade Center em Nova Iorque é lembrado em todos os media mundiais, por vários motivos e com as mais variadas intenções... incluindo a homenagem às vítimas. Entretanto, logo a seguir, este ataque serviu de pretexto para a invasão e destruição de um país que, comprovadamente, nada teve que ver com o ataque aos EUA, invasão que resultou no assassínio de centenas de milhares dos seus cidadãos, fossem homens, mulheres, ou simples crianças. Estas vítimas, aparentemente, pouco interessam aos media dominantes.

Desde 1973 que o ataque ao presidente legítimo do Chile, Salvador Allende e ao povo chileno, ataque desenhado, planeado, financiado e executado com a participação dos EUA (facto que já ninguém se dá ao trabalho de negar), resultou no assassínio de Allende e muitos milhares de chilenos, na implantação de uma das mais sangrentas ditaduras militares sob as patas infectas de Augusto Pinochet... e sempre com a ajuda dos EUA... desde 1973, como ia dizendo, que este ataque é praticamente ignorado por quase todos os media.

Depois de tantos anos em que a ausência de memória sobre o golpe no Chile é repetidamente denunciada por tanta gente, já não restam quaiquer ilusões de que o seu "esquecimento" por parte dos jornais, televisões, comentadores e politólogos, seja inocente. Trata-se de mais um "branqueamento" que cumpre objectivos.

Por muitas razões, sendo a profunda injustiça desta discriminação apenas uma delas, enquanto tiver meios para o fazer, irei lembrando as vítimas chilenas do ataque terrorista norte-americano, sem que isso signifique qualquer forma de menor respeito pelas vítimas norte-americanas dos atentados de Nova Iorque.

“… Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança…

… Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.”

(José Carlos Ary dos SantosPara ler na íntegra em “O cheiro da Ilha”)

11 comentários:

trepadeira disse...

Cada vez os vejo mais por aí.Vindos do Texas ou de qualquer outro lado.
Nunca foi tão necessário estar atento e gritar álerta.
Alguns até se fazem de bonzinhos.
Têm nas mãos todas as ferramentas de engano e propaganda.
Um abraço,
mário

jrd disse...

Subscrevo inteiramente,
Para que nunca mas en Chile.
Never again.
Abraço

AnaMar (pseudónimo) disse...

lembrar tristes memórias (de vários 11 de Setembro) para que não se repitam certos Capítulos da História.
Nunca mais.

Graciete Rietsch disse...

Mais uma vez deixo aqui a minha homenagem a Salvador Allende e ao Povo Chileno.
Lamento e respeito também os mortos inocentes das Torres e todos os muitos milhares de mortos que esse acontecimento desencadeou e continua a desencadear no mundo árabe.
Há crimes imperdoáveis.

Um beijo.



Um abraço.

Antuã disse...

Os fascistas andam por aí e estão bem instalados. temos que lhes dar luta mesmo que se autodenominem socialistas ou sociais-democratas.

Fernando Samuel disse...

Muito bem lembrado e por fortes razões.

Um abraço.

filipe disse...

Uma saudação calorosa ao "Cantigueiro" que, como outros que não esqueceram nem esquecerão, com este post cumpre a sua louvável tarefa de não deixar esquecidos os algozes dos povos e os seus tenebrosos crimes - os dirigentes políticos dos EUA, criminosos e terroristas também contra o seu próprio povo.
Um forte abraço.

Membro do Povo disse...

Nenhum dos crimes será esquecido!

Aristides disse...

Para não esquecer e lembrar sempre os responsáveis criminosos que, por vezes, estão tão bem cotados na comunicação social dominante.
Grande abraço

Adriana disse...

Até que enfim, alguém se lembra de referir este crime mais que obsceno! Que nunca se esqueça Allende!
El pueblo unido jamas sera vencido!
Obrigada.

Cloreto de Sódio disse...

Os branqueamentos sucedem-se a um ritmo assustador. E a malta deixa, calmamente à espera que toda a História recente povoada de facínoras nojentos fique mais branca que o próprio OMO! Portugal, nesta coisa dos branqueamentos, é líder.