domingo, 1 de abril de 2012

Zaz – Je veux, eu quero...



Esta miúda francesa, Zaz, passa a ser um dos mais rápidos regressos a este estabelecimento. Porque sim! Porque não há grandes oportunidades de a ouvir na nossa televisão, ou nas rádios, o que, embora hoje seja o dia das mentiras... parece mentira mas infelizmente é verdade.

Parece mentira que as televisões, rádios e demais comunicação social, movam céus e terra para divulgar toneladas de lixo anglo-saxónico, enquanto são sonegadas ao público centenas e centenas de obras magníficas, como a desta jovem cantautora francesa, e das italianas, gregas, espanholas, da América Latina, etc., etc., etc... e sim, também muitas inglesas e norte-americanas (não, não me esqueci dos rapazes... apenas resolvi generalizar ao contrário do que é costume, no feminino).

Bom domingo!

Hoje diz-nos a Zaz, numa tradução caseira e a correr:

Eu quero

Deem-me uma suite no Ritz, eu não a quero!
Joias da Chanel, eu não as quero!
Deem-me uma limousine, de que me serviria?

Ofereçam-me empregados, de que me serviriam?
Uma mansão em Neuchâtel, isso não é para mim.
Ofereçam-me a Torre Eiffel, de que me serviria?

Eu quero amor, alegria, bom humor
Não é o vosso dinheiro que fará a minha felicidade
Eu quero morrer com a mão sobre o coração
Vamos juntos descobrir a minha liberdade
Portanto, esqueçam todos os vossos clichés
Bem-vindos à minha realidade

Estou farta das vossas boas maneiras, são demais para mim
Eu como com as mãos... sou assim
Falo alto e sou franca... desculpem-me...

Acabem com a hipocrisia, eu, ponho-me a andar
Estou farta do politicamente correto! Olhem para mim,
Seja como for, não vos quero mal, eu sou assim
Eu sou assim.

“Je veux” – Zaz
(Zaz)



sábado, 31 de março de 2012

Isabel Moreira – Nuances de socialismo...




Não conheço, nunca conheci e acho que nunca conhecerei bem os meandros do funcionamento interno do Partido Socialista. Daí que me seja praticamente impossível distinguir as variadíssimas nuances de “socialismos” que por lá se praticam e professam.
Essa minha espécie de daltonismo para os tons de rosa, impede-me de poder apreciar devidamente, no que diz respeito à “violenta abstenção” do PS na votação das leis do trabalho, quem está de gatas perante a troika, quem gostaria de não estar, e quem, entre os que estão contra a abstenção do seu partido e o pacote laboral do Governo, o fazem para ficar bem na fotografia de “esquerda”... ou por convicção de que, na verdade, alinhar naquela vergonha é um ultraje aos princípios que defendem.
A uma coisa, pelo menos, achei muita graça. Ter sido a deputada Isabel Moreira a primeira, de entre eles, a posicionar-se pública e frontalmente contra.
Como todos sabemos, a jovem deputada do PS, é filha do prof. Adriano Moreira. Na linha que separa os ideais fundadores do Partido Socialista e as convicções firmes, de direita, de Adriano Moreira, não faço ideia de qual o posicionamento de Isabel Moreira. Não sei de qual das duas pontas da corda está mais próxima.
Seja como for, lembrou-me um momento de uma recente entrevista do pai, em que o entrevistador quis saber o que pensava o velho dirigente do CDS sobre o facto de a sua filha ser deputada do PS. Adriano Moreira afirmou (acredito que sinceramente) que tinha o maior respeito pelas convicções da filha... e acrescentou, com graça (não poucas vezes, o prof. diz coisas com graça): “Acho que a minha  filha se convenceu de que o Partido Socialista é hoje o único lugar onde um verdadeiro democrata-cristão pode fazer valer as suas ideias”.
Terá sido apenas uma graça? Uma dupla alfinetada ao PS e ao “seu” CDS? Não sei. Como disse, não sou capaz de distinguir as variadíssimas nuances que estão em causa.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Oração... (da Guidinha, evidentemente!)


(Por absoluta falta de tempo para mais e porque já recebi a piada por mail umas quinze vezes, aqui fica uma "adaptação"... à minha moda)
Senhor... há poucos anos levaste para junto de ti o meu querido Michael Jackson, o Heath Ledger, que era um dos meus actores preferidos, depois o Angélico, a Amy Winehouse, agora foi a Whitney Houston... mas acredito que tiveste uma razão que eu, apenas uma mortal, não consigo entender, senhor.
Ah... queria ainda aproveitar para lembrar que os meus políticos preferidos são a senhora Merkel, o Sarkozy, o Berlusconi, o Relvas, o Passos Coelho, o Paulo Portas, o Gaspar, o Álvaro, o Alberto João Jardim... ... ...

Amém! 

quinta-feira, 29 de março de 2012

O ministro... e o álcool


Quando este Governo de lacaios, com o seu super-ministro do desemprego, desespero e falências à cabeça, decidiu iniciar na Assembleia da República o processo de discussão daquilo que será um dos maiores passos em direção ao passado (desde o 25 de Novembro de 75), quanto a direitos dos trabalhadores... o agregador de notícias do Google, mais uma vez, forneceu-me um curioso e momentâneo alinhamento de notícias, como se pode ver na “fotografia” que fiz da página.
À primeira vista pode até parecer que o pessoal do Google está a arranjar, à pressa, uma desculpa para o ministro... mas não!
Quando o ministro, ou os restantes membros deste governo, tentam justificar o seu brutal e selvagem ataque a quem trabalha (e a Abril) com estas baboseiras sobre a pretensa culpa das actuais leis laborais na situação do país e sobre o bom que é para os trabalhadores serem despedidos com mais facilidade... não estão com os copos. Não! Isto sai-lhes mesmo lá do fundo da gaveta em que os seus cérebros guardam a canalhice mais rasteira.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mentir




Um amigo dizia achar muito bem que mentir nas Finanças passe a ser crime, passível até de pena de prisão. Deu-lhe para o “rigor”... e no fundo, mentira é mentira... e a fuga ao fisco e tal...
Lá lhe lembrei que tentar equiparar a pobre funcionária ou funcionário do Fisco a um Juiz em pleno tribunal... é um bocadinho idiota.
Perguntei-lhe ainda se, já que a mentira é um crime tão grave, o que é que se faz às mentiras dos programas eleitorais, às mentiras dos ininterruptos anúncios governamentais, às promessas megalómanas de uma maneira geral...
Ficou a pensar no caso. Depois dir-me-á qualquer coisa...

terça-feira, 27 de março de 2012

Bento XVI – Apenas insolente... ou senil?


Já passaram mais de 50 anos sobre um crime hediondo cometido contra o povo cubano. Foi planeado e levado a cabo pela CIA e pelo Vaticano, com o empenhamento pessoal dos padres católicos a operar em Cuba, nessa época maioritariamente de origem espanhola e franquistas. O crime ficou conhecido como “Operação Peter Pan”.
A partir de um boato, apoiado num “documento” forjado, segundo o qual o governo revolucionário se prepararia para aprovar uma lei que tiraria aos pais a tutela sobre os seus filhos menores de idade, conseguiram, com o infeliz apoio de milhares de familiares, sequestrar quase quinze mil crianças, que foram enviadas (principalmente) para os EUA.
Em teoria, esse “exílio” duraria apenas até à vitória da invasão da Baía dos Porcos e a planeada liquidação da Revolução... só que, como sabemos, essa “vitória” da contra-revolução transformou-se numa humilhante derrota, tanto para os anti-revolucionários cubanos, como para o próprio governo de Kennedy. Na sequência dessa humilhação, os EUA fecharam o espaço aéreo entre os EUA e Cuba, o que resultou no “extravio” definitivo desses milhares de crianças cubanas.
Apenas algumas foram recuperadas pelas famílias, regressando a Cuba. Quase todos os outros ficaram à mercê da fome, maus tratos, trabalho escravo, gangs, droga, mortes violentas.
Lembrei-me desta negra página da História ao ler sobre as declarações do senhor Ratzinger, chefe de estado do Vaticano e da Igreja Católica Romana que, antes de rumar a Cuba, um dos destinos desta sua visita à América Latina, teve o desplante (e pouca inteligência!) de afirmar que os cubanos deviam abandonar o marxismo... porque está ultrapassado e por mais isto e aquilo e porque torna e porque deixa...
Atendendo a que, presentemente, as relações da Igreja Católica com Cuba atravessam um bom clima... este tipo de “deslize” é mais estúpido do que os pés que arrastam “sua santidade”.
Ainda no México, o outro destino da viagem, o Papa reuniu-se com vítimas do narco-tráfico e «pediu protecção para as crianças».
Fez muito bem... e fez-me também recordar uma certeira frase de Fidel, há tempos divulgada num cartaz:
“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana!”
Por fina ironia do destino, é exactamente o marxismo, a tal ideologia que o Papa que ver erradicada de Cuba, que, contra ventos e marés, com acertos e erros, vitórias e desaires... tem, de uma forma exemplar, protegido as crianças cubanas do destino de milhares de outras em todo o mundo, como as do México: a violência, a morte nas ruas, o abandono, a fome, a falta de cuidados de saúde, de educação...
Tenha vergonha na cara, senhor Ratzinger!

segunda-feira, 26 de março de 2012

PSD... e as causas


Só o facto de o PSD, Relvas e Passos Coelho saberem bem o calibre de “oposição” que o PS, com Seguro, terá talento para lhes fazer, pode justificar que um (chamemos-lhe assim) Congresso do Partido dito Social Democrata, depois de ter decorrido sob o lema de ininterruptos ataques e insultos a quase todas as figuras, ex-governantes e dirigentes “socialistas” de quem os oradores conseguiram lembrar-se... pudesse acabar com a propaganda barata dos anúncios de fim da crise, num discurso hipócrita, em que se apela à «convergência política e social», num projeto «aberto a todos». Desde os dirigentes do PS... até todos aqueles a quem, realmente, as medidas deste governo estão a «sair do lombo».
Seja como for... não pretendo fazer-me passar por analista político. Com a parvoíce irresponsável que me acompanha nestas coisas, fixei-me mais no “cenário de fundo”. Apenas duas notas:
Gostei de ver Alberto João Jardim, de “causas” na mão, querendo agradar aos “cubanos” laranjas... e inventando até um novo conceito: os “egoísmos individuais” (por contraste com o egoísmo colectivo... que não vale um chavo e é para os mãos largas).
Sobretudo, gostei de ver aquele imponente cenário de fundo, onde o PPD-PSD se anunciou como um “partido de causas”.
Devem ser as famosas causas “facturantes”!