sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A pandemia de “Gripe (que não) A”




Todos os anos morrem milhões de adultos e crianças, vítimas de doenças que já deviam estar erradicadas e que são tratáveis e curáveis com medicamentos cujo valor comercial, não poucas vezes, ronda apenas os cêntimos de euro. Muita gente morre mesmo dessa “doença” quase inacreditável para os nossos dias, que é a fome. Não são negócio, logo, não são notícia!

Depois do fiasco da “gripe das aves”, que era suposto ter dizimado uma grande parte da humanidade, mas que afinal, matou menos de três centenas de pessoas em todo o mundo (muito menos de metade das vítimas resultantes da eventual queda do novo Airbus A380), e mesmo tendo feito a fortuna de Donald Rumsfeld (esse mesmo, o criminoso de guerra!) e dos seus amigos, donos da patente do “Tamiflu”, tal foi o pânico injectado nas populações de alguns países asiáticos, que compraram o medicamento aos milhões de unidades... depois desse fiasco, como dizia, era preciso “instalar” outra pandemia, que originasse notícias mais ruidosas que a crise económica mundial, que desviasse as atenções e que, sobretudo, amedrontasse mais as populações.

Não sei se o número de infectados pela “Gripe A” vai ou não crescer exponencialmente e, inevitavelmente, vitimar algumas pessoas mais debilitadas ou deficientemente assistidas. Sei, que a segunda fase do gigantesco negócio dos medicamentos está lançada e que, na falta de uma pandemia de gripe que se veja, os media, de forma lamentavelmente irresponsável, estão a instalar a “pandemia” do medo, do pânico cego, da desconfiança, da denúncia, da intolerância, do egoísmo.

Desgraçadamente, estes “vírus” com que, de uma forma deliberada se está a infectar impunemente uma verdadeira multidão de seres humanos, serão muito mais difíceis de “exterminar” do que uma simples gripe, tenha ela a designação que tiver.

Salvam-se as intervenções calmas, didácticas e ponderadas, que algumas pessoas e instituições vão fazendo, contra a corrente e alguns textos desmistificadores, que podem aqui e ali atingir níveis de excelência, como é o caso deste, que nos guia pelo maravilhoso mundo do "vírus da felicidade".

13 comentários:

ja disse...

Era bom que se fizesse um ensaio duplamente cego com o Tamiflu e a aguardente portuguesa. De certeza esta última é bem mais eficaz que o primeiro!!!

Daniel disse...

Samuel, escolhe qual das opiniões preferes.
1)Um médico meu amigo diz que a grpe H etc e tal pode matar até 30% da malta cá da Terra. (Quase como a mixomatose faz aos coelhos.)
2) O Craig Mello, prémio Nobel da Medicina e Fisiologia de 2006, garante que tudo não passa disso mesmo que tu dizes.

José Rodrigues disse...

Cada vez mais vozes nos vão dando conta de que podemos estar/estamos(?) perante uma grande trampolinice.O "grande irmão" dos média do Capital, continua com mão de ferro a "formação da vontade submissa"como li algures num site alternativo.

Abraço!

Anónimo disse...

Eu acho que nestes ultimos dias, houve uma pandemia nos orgãos de comunicação social portugueses , chamada, Jeronimomania.....

samuel disse...

Ja:
Quase que também aposto...

Daniel:
Escapamos à gripe, mas ficamos esquizofrénicos? :-)

José Rodrigues:
Trampolinice é um belo nome!

Anónimo:
Todos nós, sem excepção, temos vários dias na vida em que abrimos a boca e só nos saem asneiras.
Hoje foi um dos seus...
Não é grave.


Saludos gerais!

Irlando disse...

Pandemia "americãn"

Aníbal Pires disse...

Olá Samuel,

O "momentos" agraciou-te com o prémio "Comprometidos e Más 2009".

Passa em http://anibalpires.blogspot.com/2009/08/premio-comprometidos-y-mas-2009.html e confere.

Um abraço,

Aníbal Pires

Justine disse...

O teu post também ajuda muito à dismistificação!

Fernando Samuel disse...

Seguramente que esses «virus»... sistémicos, são muitíssimo mais perigosos.

Um abraço.

Aurora disse...

Anónimo das 13:17, pelo seu estilo de escrita vê-se que é um imbecil esclarecido.
Agradecia, portanto, uma explicação sobre essa pandemia de que fala e os «orgãos de comunicação social portugueses» que a transmitem.
Agredecido.

Carlos Machado Acabado disse...

Falar de "pânico", neste caso, é, em meu entender, francamente relativo.
Quando se fala aqui de "pânico" recordo-me sempre de uma descrição do Jacinto Baptista a propósito do 5 de Outubro que diz mais ou menos isto (cito de cor): "Enquanto na Rotunda se ouviam salvas contínuas de tiros de um lado e de outro, em Campolide um pacato burguês cava pachorrentamente as suas couves"...
É só mudar as 'circunstâncias', digamos assim: uns falam de pandemias apocalípticas, outros continuam alegremente alheios à realidade, sonhando com 'míticos' e miríficos "Cancúns" e "Varaderos" estivais (para chatear o pessoal ao serão, no Inverno seguinte) mas calcorreando tão conformada quanto 'portuguêsmente' a "A-qualquer-coisa" da praxe rumo à "Riviera Maya com-batatas-e-grelos" da "segunda Divisão do turismo global" na forma de uma mais ou menos improvisada pensão algarvia qualquer...
PODE ser um "ir buscar a gripe (quase) directamente do produtor"?
Ah, pois pode mas eu ia lá passar sem as minhas fériazinhas ainda por cima agora que o "Al(g)arve" faz descontos especiais!...
E ISSO é que a mim, verdadeiramente, me mete medo: a Suburbânia acéfala e menor bem portuguesa em todo o seu discutível esplendor, em acção!
Com ou sem pandemia...
Se não fosse esta (?), era outra qualquer!...

samuel disse...

Irlando:
Infelizmente, embora apenas em parte... é o que parece!

Aníbal Pires:
Obrigado! Já está...

Justine:
Assim seja...

Fernando Samuel:
São os piores!

Aurora:
Não me parece que a dê...

Carlos Machado Acabado:
É outra estirpe de vírus... igualmente danado!


Saludos colectivos!

Carlos Machado Acabado disse...

Oh! Oh! Se é! Bem vistas as coisas, é... o pai de TODOS os virus!...