segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Exigência de ruptura - Oh, não, outra vez...



Num zapping por vários jornais online, passei pelo “Jornal Avante!” e dei com este título: «Exigência de ruptura» – PCP analisa dez anos de política de direita. Trata-se do título de um documento extenso, primeiro resultado visível de um seminário promovido por aquele partido, onde se dissecaram as políticas de direita que nos trouxeram até ao ponto em que nos encontramos, apontando causas para essas políticas e, como é costume dos comunistas, propondo «outros caminhos» que, segundo o seu entendimento, são melhores para «um Portugal mais justo, solidário e desenvolvido». É, decididamente, um documento a ler.

Se no nosso país as redacções dos jornais e telejornais não estivesse de gatas perante o poder económico que na realidade controla as suas linhas editoriais, este seminário teria sido seguido em termos noticiosos, as suas conclusões divulgadas e alguns dos participantes, numa altura em que o país tanto precisa de contributos que abram horizontes de opções políticas futuras, teriam sido entrevistados em vários órgãos de comunicação para expor as suas teses. Só dessa forma os cidadãos interessados na nossa realidade, independentemente de serem militantes comunistas, simpatizantes, adversários ou inimigos, poderão ter opiniões informadas e correctamente formadas sobre essas conclusões e propostas.

Claro que isso é o que fariam os jornais decentes, com jornalistas livres. Claro que isso é o que fariam os cidadãos interessados. No meu caso, como não passo de um palerma, prendo-me sempre pelos pormenores... e fico a contar as horas e os dias até vir um “génio” da candidatura de Paulo Rangel a líder do PPD-PSD, com o seu programa de “ruptura”, dizer que os comunistas lhes surripiaram o “conceito”, como já antes tinham espoliado o pobre Obama, com o «Sim, é possível!»... e tal como então, não vai adiantar nada esclarecer até à exaustão há quanto tempo andam os comunistas portugueses a propor e exigir em discursos e documentos vários uma verdadeira política de ruptura.

9 comentários:

Maria disse...

Para facilitar, digo: são uns tontos. O um e o outro. Se lessem o Avante...

Abreijos!!!

Maria disse...

Agora a sério: é um excelente documento o que vem no Avante!.

Mais abreijos.

Fernando Samuel disse...

Os média do grande capital existem para silenciar a actividade e as propostas do PCP - e cumprem magistralmente a função.

A «ruptura do Rangel» é uma outra maneira de dizer «alternância»...

Um abraço.

curpic disse...

A ler...a comentar...um abraço Samuel e abreijos

curpic disse...

A ler...a comentar...um abraço Samuel e abreijos

curpic disse...

A ler...a comentar...um abraço Samuel e abreijos

Anjinho tu sejas disse...

Pois é, o grande capital está acagaçado com o PCP. Agachado mesmo. Tal como a posição em que está o atrasado mental que presume essa bacorada...

samuel disse...

Maria:
Se as pessoas conhecesse de facto as propostas... talvez não dissessem tantas asneiras, mesmo não concordando.

Fernando Samuel:
Em muitos casos é mesmo a única coisa que fazem com competência...

Curpic:
Só faz bem... ☺

Anjinho:
Muito profundo! ☺ ☺ ☺


Saludos colectivos.

samuel disse...

Maria:
Quis dizer se as pessoas "conhecessem"... quanto mais não seja porque as coisas "são aquilo que é!" ☺ ☺ ☺

Abreijo