segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Passos/Portas – Qualquer dia...


Na sequência deste ousado e descarado "golpe de Estado" de cariz fascista/económico, que nem por ser (pretensamente) apenas económico, como querem fazer crer, deixa de ser fascista... não haja quaisquer dúvidas. O bando de criminosos que está no poder, acima de qualquer assomo de ideologia, tem o desígnio de se vingar da Revolução de Abril e, no espaço de tempo que o povo português lhe der, vender tudo, destruir tudo, roubar tudo com que possa encher os bolsos. Em cima dos destroços do país arrasado, construiriam um paraíso para os exploradores dos baixos salários, que disporiam de um país inteiro disposto a trabalhar por pouco mais do que o estritamente necessário para sobreviver.
Não tenham ilusões os canalhas! Não passearão as suas botas cardadas por cima das nossas vidas, como a tropa de Hitler passeou nos Campos Elísios... e se o fizerem, serão expulsos, tal como aqueles foram. Custe o que custar!
Não tenhamos dúvidas de que ainda é possível combater estes “invasores”.
No que me toca, ainda é cedo para admitir apelar à violência contra a violência com que nos atacam. Sei, portanto, que a maior parte destes canalhas irá morrer de morte natural. Mas sei também que quase nenhum o merece!
Este longo inverno que atravessamos, traz-me à memória e aos lábios uns versos do Zeca, que nunca pensei ter que repetir sem ser para lembrar apenas a canção, composta no tempo do fascismo que pensávamos (erradamente) estar enterrado.
“No inverno ganhei ódio
e juro que o não queria
no inverno ganhei ódio
qualquer dia...
qualquer dia!”

(José Afonso, “Qualquer dia”, in “Contos velhos rumos novos”, 1969)

11 comentários:

Maria disse...

Pegando na cantiga do Zeca, eu digo: um dia destes... porque me parece estar a ficar perto.
Vou deixar crescer as unhas. Vão ser precisas.

Abreijos

trepadeira disse...

Já calçaram as botas e afivelaram o cenho austero dos patifes,traidores,ladrões e aldrabões,que sempre foram.

É urgente defenestrá-los.

Um abraço,

mário

São disse...

Estão destruindo deliberadamente o país e a criar desemprego para que , em desespero, as pessoas trabalhem por euro e meio ao dia.

Embora um pouco atrasado, o meu abraço de parabéns à Lúcia pelo aniversário , desejando-lhe saúde e felicidades.

Para vós, boa semana

Anónimo disse...


São! :)
a mamãmaria, agradece :)...

beijocasssss
vovómaria

Antuã disse...

Hão-de fugir aos berros.

Aristides Rodrigues disse...

"Qualquer dia" tem que ser um dia destes! Quanto mais depressa...menos mau!
Abraço

maria povo disse...

já se está a fazer tarde!!!
qualquer dia, tem de ser amanhã!!!!
qualquer dia é toda a luta na rua, nas empresas e escolas!!!
como disse ontem JS na Festa, este passos está a dar cabo da nossa vida e dos nossos filhos!!!
Dia 15 Set. HÁ LUTA NA RUA!!! EM TODAS AS RUAS E PRAÇAS! deste pais que ainda é o nosso!!
GOVERNO PARA A RUA JÁ!!!!! é isto que se tem de exigir!!!

Luis Filipe Gomes disse...

A seguir ao 25 de Abril de 1974 houve grande debandada. Muitos fugiram e outros se esconderam. Sabiam bem todos esses, o que mereciam que lhes fizessem, se a eles fosse aplicado o "bom trato" com que durante 48 anos oprimiram os demais.

Ouço agora o soluçar dos crocodilos que dizem ter o seu benjamim ído longe demais, que teria de ser menos impetuoso, que teria de ir mais devagar, que teria de explicar melhor o assalto que está a fazer... isto fez-me lembrar esses tempos da debandada. Eles têm medo que haja uma reacção e vão recuando de mansinho apontando o dedo ao outro esperando que contra eles não seja usada a violência que estão a usar contra nós.

De repente lembrei-me que os crocodilos não param de crescer desde que possam continuar a devorar as vítimas que apanham.
Os crocodilos tornam-se cada vez maiores e mais monstruosos à medida que vão sacrificando outros.

Graça Sampaio disse...

MUITO, MUITO BEM!!! Subscrevo 50 ou mais vezes!

Edgar Carneiro disse...

Vi caras de desespero e de raiva a quem ouviu a comunicação ao país.
Sem qualquer vergonha, Passos Coelho anunciou a transferência directa de milhões de euros dos bolsos de quem trabalha para as grandes empresas e comunicou o roubo de mais salários aos trabalhadores e reformados, demonstrando que não tem o mínimo respeito pelos trabalhadores e o povo, pela maioria esmagadora dos portugueses. Não merece, por isso mesmo, que sintam qualquer respeito por ele.
Ao insistir na política que está a levar o país à ruína, Passos Coelho (e os seus ministros) não deve esquecer-se que, na oposição, chegou a sugerir que se averiguasse da responsabilidade criminal do anterior executivo por gestão danosa.

Olinda disse...

O povo estâ a indignar-se,sô que,ainda nao ganhou coragem para seguir outros rumos.
Tambêm me tenho lembrado destes versos do Zeca.