terça-feira, 26 de julho de 2011

Noruega – Lembrando Bertold Brecht




Para além destas linhas em que quero deixar um pensamento solidário para com os familiares e amigos das vítimas do massacre na Noruega, não estou disponível para contribuir, de qualquer forma que seja, para a promoção, divulgação de ideias e muito menos das “explicações” dos motivos (por vezes, quase justificativas) que levaram o bandalho assassino a fazer aquilo que fez.
Os jornais televisivos estão a fazer esse triste trabalho muito bem... sem necessitar da minha ajuda, numa cobertura histérica, onde só falta a divulgação dos nomes, moradas e telefones, das hipotéticas vítimas constantes das dementes listas de cidadãos a abater no futuro, um pouco por todo o mundo.
Já o clima social e político que, num crescendo, vai permitindo o aparecimento de tumores abjectos como este... esse merece toda a atenção e vigilância.
Como escreveu Bertold Brecht, «Isso que aí está, esteve quase a governar o mundo. Mas os povos dominaram-no. No entanto, desejaria não ouvir o vosso triunfante canto: o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo.»
25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

12 comentários:

Maria disse...

Tinha, tem, razão Brecht: este ventre ainda é fecundo.

Abreijos.

O sofrologista católico disse...

Anders Behring Breivik
"Breivik's father was a Siviløkonom (Norwegian professional title, literally "civil economist"), who worked as a diplomat for the Royal Norwegian Embassy in London (and later Paris). His father currently lives in France as a pensioner and had no contact with his son after 1995. His mother was a nurse. He has two half-brothers and two half-sisters, from the previous marriages of his parents. His parents divorced when he was one year old and his mother together with him and his half-sister moved from London back to Oslo."

(http://en.wikipedia.org/)

Queria chamar a atenção para os sublinhados. Tudo o resto (pretensos motivos ideológicos, etc.) são pretextos, disfarces.

Anónimo disse...

É mesmo isso que escreves amigo

25 de abril sempre facismo nunca mais.

um abraço da serra mais alta

Graciete Rietsch disse...

O cravo vermelho é um símbolo contra a tirania que infelizmente continua a sair desses ventres ainda bem fecundos

Um beijo.

trepadeira disse...

Brecht tinha razão e o Cantigueiro também.

Um abraço,

mário

Eduardo Miguel Pereira disse...

Magnífico post, Samuel.
Se tivesse de eleger o post do ano, este tinha o 1º lugar destacado.

Sintese perfeita e análise correctíssima da situação.

Genial !

do Zambujal disse...

Muito bem. É isso mesmo, Samuel e Brecht por ti (e por nós todos)

Grande abraço

Rogério Pereira disse...

Fiz link

Fernando Samuel disse...

E eu repito o que nunca é demais repetir:
25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

Um abraço.

samuel disse...

Sofrologista (06:48):

Com que então, as motivações políticas são meros disfarces e a real culpa, segundo sublinha, é do divórcio dos pais do assassino.

Ó sofrologista! E se fosse bardamerda, e de caminho, tivesse vergonha de se auto-intitular "católico"?

A abjecção dos comentários dos seus amiguinhos fanático-cristãos, um pouco por todo o mundo, está atingir um tal nível... que até palermices como esta sua se tornam insuportáveis.

Antuã disse...

Há sempre ventre dispostos a parir nazis. é preciso estar constantemente atento.

Anónimo disse...

Desculpe mas vou fazer link.
Belo, apesar da razão que levou a este post ser triste.
Quanto estes fanáticos são piores que vampiros, estejamos atentos por que não será aquele demente o único.
O Melhor para todos "NÓS".
Vicky