quinta-feira, 5 de julho de 2012

BPN, jornais atrasados, Barreto... e uma explicação


Quando, há tempos, o lacaio de banqueiros que estava no Ministério das Finanças e que antecedeu o que lá está agora, quis explicar o facto de terem acudido ao BPN com milhares de milhões de euros, uma das grandes desculpas foi a “defesa dos postos de trabalho” dos funcionários do banco.
Houve muito bom idiota que, então, acreditou. Aí está o resultado:
Como não tinha amanhos de peixe para embrulhar e deitar fora... ainda dei mais uma olhadela à primeira página deste exemplar já com uns dias do Diário Económico, onde António Barreto, essa espécie de bonzo de pechisbeque, “grande pensador” ao serviço de uma cadeia de supermercados, declara solenemente que «há espaço para mais austeridade, se for selectiva», já que, segundo a “socióloga nódoa”, não pode continuar a ser para todos(???), voltando a repetir o argumento indigente de que os portugueses só não concordam com a austeridade... porque esta não é bem explicada.
Adenda: Por vezes perguntam-me se existe alguma razão pessoal que justifique a minha evidente agressividade para com o sociólogo António Barreto.
Existe sim!
Nos tempos que se seguiram ao 25 de Abril, a minha música e, provavelmente, a forma de estar nela, resultaram numa ligação especial à Reforma Agrária, às suas Cooperativas e UCP, aos seus homens e mulheres. Uma relação que se traduziu, entre outras coisas, em centenas de convívios musicais um pouco por toda a parte entre o Alentejo e o Ribatejo. Assim, quando em 1979, no decorrer de mais uma aplicação violenta da “lei” de António Barreto, dois trabalhadores, o Casquinha e o Caravela, foram assassinados pelas “forças da lei” na “Cooperativa Bento Gonçalves”, às porta de Montemor-o-Novo, entre ficar do lado dos trabalhadores, das suas famílias e dos seus camaradas, ou ficar do lado do autor moral e político do seus assassinatos... tomei partido pelos trabalhadores.
Ainda não mudei de opinião.

15 comentários:

Donatien disse...

Logo,como é demonstrado este tipo é mandante de homicidio.Um coronel agrário.

sá Braga disse...

Pois é... estes tipos não gostam que se remecha na m...

Anónimo disse...

Mas ao lado de quem se está nos momentos mais difíceis? Força, porque temos muito que pelejar!
Vicky

salvoconduto disse...

Nunca mas nunca envolvas um peixe com com capas como essa, garanto-te que há peixes sensíveis, depois só mesmo para fazer morcão...

Abraço.

Mário Pinto disse...

Olh'ó post!

Um abraço

Graciete Rietsch disse...

Mais austeridade possível, como? Só matando os trabalhadores, como fizeram com Casquinha e Caravela, para que o pouco que deles sobre possa constituir mais uma esmola ao infeliz POVO PORTUGUÊS.

Um beijo.

Patareco disse...

O que é austeridade seletiva????

Anónimo disse...

Neste caso, tem mesmo razão, só mataram mesmo dois e provavelmente, dois inocentes, que não tinham culpa nenhuma, a não ser a ignorância e nem dessa, tinham culpa... E com tantos que havia para matar!?!?!??!!?

samuel disse...

Anónimo (14:07):

Você não merece o ar que respira, pobre canalha!!!

trepadeira disse...

O capacho de merceeiro ainda está a tempo de engolir algumas bestialidades.

Está fresco,no meio da hortaliça mas,ou muito me engano ou,o Verão vai aquecer.

Um abraço,
mário

Antuã disse...

Há anónimos que não merecem nem o ar que respiram nem a água que bebem. São bandidos a soldo doutros criminosos mais sofisticados.

Pata Negra disse...

Samuel, partilho a mesma estima e consideração pelo autovomitado intelectual de tv.
Um abraço e viva a reforma agrária

Ana Martins disse...

Tenho há alguns anos a noção clara de que António Barreto é uma excelente bitola. Geralmente quando ele acha bem qualquer coisa é bastante seguro partir do princípio que dita coisa é má.
Até hoje não me enganou.

Abreijos
Ana

Anónimo disse...

Que democrática lição de liberdade! Nem o ar, Samuel???
Realmente se fossem muito mais que 1500 e não sei quantos, ainda nacionalizavam o ar, e o "CO2" e diabo que os carregue...

samuel disse...

Anónimo (23:22):

Poupe-se, homem!
Não faça figura de parvo… pois presumo que nem o seja.