quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pobres patrões! (2)


Do país que muitos, por teimosia, ignorância, cegueira, simples estupidez - e vá lá saber-se por que motivos mais – continuam a chamar a pátria da liberdade e da democracia, chegam constantemente notícias contraditórias. Ao mesmo tempo que na ciência, nas artes, no desporto, no puro entretenimento de qualidade, a “américa” continua a ter gente capaz do melhor, vai sendo governada (mais ainda nos bastidores do que às claras) por verdadeiros gangsters. Gente capaz do pior e do mais abjecto para vender as suas armas, os seus produtos de consumo, a sua política externa imperialista, a sua incontrolável cultura de violência e rapina global.
Trata-se de gente que, apesar da sua “cassete” neoliberal sobre “liberdade”, a “escolha individual”, o “menos estado”, na verdade cultiva o maior desprezo pelo indivíduo comum, pelo cidadão, pelos trabalhadores. Só isso explica que aquela que é (ainda) a maior economia do planeta, não consiga ter solução para resolver os mais básicos problemas de milhões dos seus cidadãos, como nos diz esta notícia, sobre os quase 50 milhões de pobres nos EUA.
Um país que se orgulha do espírito empreendedor e ferozmente independente de canalhas, como estes patrões (uma estirpe de porcos carnívoros e selvagens), que acham pura e simplesmente que «estão no direito de demitir» uma funcionária que, por razões de saúde, razões essas apoiadas por relatórios médicos, se viu obrigada a faltar ao emprego uns poucos dias mais do que aquilo que estava estipulado, quando se submeteu a uma intervenção cirúrgica... para doar um rim a um filho.
(Pronto! Lá estou eu a ser antiamericano primário, sectário, etc., etc...)

18 comentários:

salvoconduto disse...

bom mesmo é ver também os comentários à notícia a provar que as varas de porcos estão bem disseminadas por esse mundo fora.

Abraço.

Anónimo disse...

A essa confissão final junta obessivo, paranóico, zarolho e cegueta. Perigoso portanto, porque incapaz de analisar o que o rodeia pelo seu devido valor. Quem nasce fanático, fanático acabará.

Anónimo disse...

Há porcos que são muito porcos! Então estes da EUA conservadores, neoliberais são os carrascos do mundo.
Até 1 de Outubro cada vez mais. Juntos venceremos.
Vicky

Maria disse...

Há coisas que me metem um enorme nojo.

Abreijo.

Eduardo Miguel Pereira disse...

E é por esta cartilha neoliberal que esta rapaziada do actual governo se rege.

E quem vota neles tem consciência do que (n)os espera no futuro com este tipo de política e de governação ?
É isto o que as pessoas que votaram PSD/CDS pretendem para Portugal ?

Se fizerem uma sondagem com estas questões a quem votou no actual governo, o não deve andar próximo dos 100%

Conclusão ?

Enquanto o Povo for estúpido a votar, continuaremos a ter governos estúpidos.

samuel disse...

Anónimo (01:49):

Claro que sim… claro que sim… e, como se pode ver, também portador de uma enorme pachorra para aturar imbecis.
Mais uma vez, não entendeu uma linha que fosse do texto… mas nem por isso deixou de "comentar", com a profunda inteligência a que já nos habituou.

Você não era o tal que não ia voltar aqui nunca mais?!!! :-)))

Provavelmente até não é… e podem existir por aí mais dois ou três como você… o que é um fenómeno antropológico extraordinário!

Elísio Alfredo disse...

E estás muito bem e bem acompanhado, que o número dos que se enfileiram no asco que sentem é cada vez maior. Não é que sejamos antiamericanos, mas se eles são constantemente contra nós o que havemos nós de fazer, han?...

Antuã disse...

Nos EUA não há democra, só há cia.

Luis Filipe Gomes disse...

A foto do perfil está muito bem também, o que prova que arte é arte independentemente do meio de expressão.



Sobre os pobres e os porcos, ambos são vistos como produto de consumo.
Depois haverá quem diga que o padrão americano para atribuir essa nomeação de pobreza é muito elevada. Ou seja que pobres são aqueles que vivem na rua sem abrigo e sem assistência de nenhuma espécie, sem água limpa, sem comida limpa etc.
Mais, já há aí uns facínoras que dizem que a pobreza está na espectativa da pessoa que é pobre. Isto é, os pobrezinhos são felizes se não tiverem expectativa de melhorar a sua condição de vida. O exemplo até foi dado pelo maravilhoso sorriso de alegria das crianças indianas que habitam numa mega-lixeira urbana. A máquina americana de propaganda chamada Hollywood até fez um filme.



Dois livros que aconselho:

"A globalização da pobreza e a nova ordem mundial" de Michel Chossudovski

"Salário de Pobreza-como (não) sobreviver ma América" de Barbara Ehrenreich

Ambos foram publicados pela Caminho e o segundo também pelo Círculo de Leitores

tossan® disse...

A velha soberba dos americanos me irrita e por isso também que concordo com este fabuloso texto! Guerras e viagens ao espaço com dinheiro que não existe. Abraço

Pata Negra disse...

Os povos não são maus nem são bons, são povos! Quando os povos decidem escolher os seus destinos, diz-se que há revolução! Tal como os portugueses não escolhem, em consciência, caminhar para soluções sociais à americana, também os americanos não escolheram ser assim! Ah! E não me venham com sistemas democráticos onde se escolhe entre democratas e republicanos ou entre PS com dê ou sem dê!
A democracia exerce-se aqui... onde tossem anónimos...
Um abraço índio

Fernando Samuel disse...

De facto, enquanto ia lendo o teu texto, ia pensando para mim: este tipo é mesmo anti-americanista primário.

Um abraço.

Olinda disse...

Nao se trata de ser anti.Trata-se sim,de exercer um sentido crítico sobre o modelo yanqui.Toda a sua história assenta num mar de sangue.Ë preciso muita ignorancia política para admirar o IV Reich.

Anónimo disse...

Pois claro Samuel, andam por aí dois ou três! Ai se os apanhasses na altura do pacato Vasco Gonçalves, acredito que nem dois ou três se atreviam a discordar da verdade! A coisa falhou mas a vontade ficou. Espero que morras à fome de fanatismo. Não pá, não sou como voçês, o morrer é em sentido figurado. Espero que os outros dois (quanto muito...)não lhe doam as mãos no que toca a por-te pimenta nessa porca língua.

samuel disse...

Anónimo (18:44):

Claro, claro... mas sobre o assunto do post, nem uma palavra, não é, ó génio?! :-)))

Aristides Rodrigues disse...

Samuel, ainda hás-de querer um visto para entrar na pátria da democracia e não to hão-de dar. Depois queixa-te!
E que tal passarmos a ser anti-americanos universitários?
Abraço de um que subscreve tudo isso que deixas dito (e o mais que não se diz por ser verdade)

Anónimo disse...

Companheiro, andas a querer enganar quem?! O assunto do poste é sempre o mesmo com um introito aparentemente neutro logo seguido de mais uma boca ao que te rói as entranhas: Todos os caminhos passam pelos EUA. Não é critica aos EUA que está em causa, é a exclsividade e a nada distraida exclusão de outros cadastrados igualmente cruéis quando os interesses coincidem com a estratégia, sem ao menos a desculpa de terem alguma vez ter consultado o seu povo. És como o viciado no vinho que não pode passar em frente de uma taberna sem molhar o bico. Tens que te esforçar mais pá, outros imperialismos, outro assassinos em massa presentes ou pretéritos passam-te sempre entre as teclas e só fica o mesmo. E aí a credibilidade, se fosse isso que procuras e em que eu não acredito, acho simplesmente que os papalvos que só te abanam a cabeça e nada acrescentam são o objectivo, há que manter as tropas unidas não vao começar a pensar pela sua cabeça. Mesmo que tal os leve contra os próprios interesses.
E registo a tua crítica: É de facto um poço de conversa fina e educada, basta ver os posts e as respostas aos não ortodoxos, os tais dois ou três que não consegues meter na Sibéria. E já agora sempre te digo que o tu que utilizo apenas se aproxima das respostas avacalhadas que costumas dar. Mas olha que isso passa por cima da minha carapaça e era estranho que ainda me impressionasse ou desmoralizasse com as respostas manhosas e educadíssimas que vais dando. Vais dando e vais de carrinho porque não tens categoria para me ofender com essa educação francesa que usas...

samuel disse...

Anónimo (00:40):

Uau!!! E o que é que você lhe respondeu? Espero que não se tenha ficado... :-)))