sábado, 6 de agosto de 2011

Não sou desta gente! Pertenço aos outros...


Se eu estivesse de visita a uma pequena empresa ou escritório de um conhecido e se, logo a abrir a visita, chegasse a notícia de que uma trabalhadora desse local se tinha aí mesmo suicidado... eu cancelaria a visita, sem mais argumentações ou desculpas. O ano tem 365 dias e a vida muitos anos... mas a morte é apenas um momento. Um momento breve e único. Tal como a oportunidade de mostrar o respeito que esse momento exige.
Deve ser por isso que eu não tive, não tenho e nunca terei aquilo que é preciso para ser super-chefe de cobranças das Finanças, pago a peso de ouro, ou, logo a seguir, ministro do negócio da saúde.
Pertenço aos outros! Aqueles que acham que tentar ajudar “os pobres” com mais 11 euros por mês, num programa “social” que tem por sigla PES (Programa de Emergência Social), para além da evidente demagogia, não passa de uma amarga ironia... já que é exactamente com os pés que sucessivos governos têm tratado aqueles a quem chamam “os pobres”, ou “desfavorecidos”, quando têm sido as suas miseráveis políticas, ao longo dos últimos 35 anos de rotativismo partidário, a lançá-los para a pobreza.

19 comentários:

do Zambujal disse...

Não tinha apanhado essa situação do ministro do negócio da saúde! Ele continuou a visita? Vou ver se sei mais... entretanto, quero ser dos outros, dos teus!

Um abraço

Rogério Pereira disse...

Não sou dessa gente. Pertenço aos teus...

Quanto ao PES, apetecia-me citá-lo, mas o meu post já está editado em onda mais alargada...

vovó disse...

destes, também sei que não sou.

vovómaria

Anónimo disse...

Que belos trastes:
- O mInistro da Médis e o ministro da caridade e (in)segurança social!

Rui Silva

Maria disse...

Também não sou destes. Pertenço aos outros...
Que nojo que isto me mete.

Abreijo.

Anónimo disse...

Fogo! Ser destes?!!!... Mas, sei de que lado estou e sempre estive.
Saudações
Vicky

salvoconduto disse...

São pobres diabos que odeiam pobres...

Abraço e bom fim de semana.

Anónimo disse...

O episódio do suicídio no hospital de Évora, durante a visita do «super» ministro da Saúde, é um mau prenúncio para a curta vida deste governo.

Depois da chamada falsa para o INEM, veío esta notícia, mais a hipocrisia do novo «super» ministro da solidariedade (cristão medieval), com as suas medidas de «miséria social».

José Rodrigues disse...

Na minha terra quando os mais velhos se irritavam com as diabruras dos miúdos gritavam..."Eh: canalha dum corno"!Porra...

Abraço

Fernando Samuel disse...

Estes tipos são perigosos - têm todos os requisitos (morais, políticos, sociais...) dos que durante 48 anos nos fizeram a vida num inferno...

Um abraço.

trepadeira disse...

Tão caridosos que eles são.

Fazem lembrar a mafia de S. Francisco a dar dinheiro para obras de caridade.
Que bem que lhes fica.

Pode ser que ainda levem com algum osso.

Um abraço,
mário

Graciete Rietsch disse...

O PES dá com os pés em qualquer sistema que tenha como objetivo a igualdade entre os seres humanos e o fim da pobreza.
Mas quem só lê as letrs gordas dos jornais,fica encantado com as medidas que vão dar trabalho a 320mil pessoas do rendimento mínimo(JN).
Não queremos caridade.
Queremos justiça.
Não posso também deixar de referir a insensibilidade do ministo pelos sentimentos das pessoas que até ao suicídio são levadas por razões que resultam, quase sempre, de dificuldades da vida.
Felizmente que também não me incluo nessa categoria.

Um beijo.

Kruzes Kanhoto disse...

Eu também não sou destes mas o que me faz confusão é porque raio os outros - apesar de tão bonzinhos, iluminados e os melhores de todos - não terem mais que um residual números de apoiantes.

Adérito disse...

Roubam 10, dão 1... entretanto arranjam algo para os que receberam um que ficará com meio apenas! Quem irá ganhar com o atirar desta gente para serem mais pibres do aquilo que são e com uma certeza que nunca sairão de lá! A não ser que Abril volte a acordar e que volta a justiça ao seio daqueles que se deixaram levar por palavras de gente que mais não queria senão este momento, o momento da vigança à muito desejada por esta gente sem escrúpulos...

samuel disse...

Kruzes Kanhoto:

Provavelmente é por também viverem bastante confusos, tal como o caro Kanhoto, nomeadamente, confundindo o ter razão, ter ideais e, não poucas vezes ter dado a vida por eles, com "ser bonzinho e iluminado".
Acho que esse apoio "residual" vem, entre outras coisas, dessa falta de respeito...

relogio.de.corda disse...

Cancelar uma visita de carácter mais político do que qualquer outra coisa, seria uma forma de mostrar respeito pelas pessoas, pelas pessoas do povo. Estas mesmas pessoas, que fazem das tripas coração para sobreviveram a toda a espécie de dificuldades e que estes senhores "doutores", intocáveis, altivos e cheios de manias, se dignam dar com os pés. Lá está...
Este texto está, mais uma vez, excelente e quero dizer que eu também pertenço aos outros.Felizmente!

Carolina disse...

Até tenho medo desses fulanos.

relogio.de.corda disse...

Quando digo pertenço aos outros, refiro-me ao povo(para que fique claro).

Anónimo disse...

Ele certamente que lamentou o suicídio da senhora e mentalmente remeteu o assuntio para Deus.
São assim as pessoas obscurantistas, cuidado com elas.
O outro senhor devia ler Lobo Antunes mais a antinomia dos animais domésticos versus pobres.
JCM