sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

É muito cansativo!




Devo começar por informar que qualquer folha de papel que traga o selo “Investigação Sol”, independentemente do que lá tenha impresso, é (para mim) sempre uma forte candidata a ir fazer companhia às restantes colegas do inefável semanário, no lixo.

Quero com isto dizer que não dou dez cêntimos por esta estória do “Freeport”, nem ao contrário, pela transparência e seriedade de alguns dos que alguma devem ter feito para aquilo “avançar” naquela altura, assim como não dou cêntimo nenhum pela alegada “má gestão” do Santana Lopes, na Câmara de Lisboa, em 2003, que também só se “soube” agora, nem pela possível “boa gestão”.

O que é já muito, mas mesmo muito cansativo é esta espécie de fado canalha da gestão de baldes de lama, que uns e outros, neste miserável “centrão” a fugir para a direita, têm sempre de reserva na gaveta, com podres de uns e de outros, mas que raramente se vêem à luz do dia quando acontecem. Estão sempre reservados para aparecer como novidades, em vésperas de acontecimentos importantes, ou, como é mais comum, como arma de arremesso contra candidatos eleitorais.

Se repararmos bem, depois nada se prova, os enlameados sacodem a lama e sobretudo, passada a eleição (vitoriosa ou não),nunca tomam qualquer atitude contra quem os enlameou. A promessa de “arma atómica” de uns, evita o disparo de armas iguais dos outros... e lá vão, catando mais lixo e “informações” uns sobre os outros e os outros sobre todos, para quando for preciso.

É muito cansativo assistir a este espectáculo e sobretudo bastante humilhante, esta sensação de impotência com que se chega ao fim de mais um dia em que se constata que tantos sectores da nossa sociedade (neste fustigado país de Abril) estão como sempre têm estado, nas mãos de verdadeiros bandos de delinquentes.

14 comentários:

Maria disse...

Até à próxima vão-se entretendo com esta... é um vómito.

salvoconduto disse...

Tens razão já fede, e diz que amanhã vai continuar. E o facto é que amanhã o pasquim vai aumentar a tiragem.

Ana Camarra disse...

Samuel

Estamos entregues aos irmãos Metralhas....
Mas quando é que este povo abre a pestana.

beijos

Daniel disse...

Ó Samuel, país de Abril? Eu pensava que era Janeiro...

samuel disse...

Daniel

Tens razão. Cada vez mais, é Janeiro em, mesmo em alturas em que não seria suposto...

samuel disse...

Maria:
Acho que ainda há por aí um resto do Vomidrine...

Salvoconduto:
Aumentará... mas não à minha custa.

Ana:
E... já vai sendo tempo.

Fernando Samuel disse...

Verdadeiros bandos de delinquentes: exactamente!



Um abraço.

samuel disse...

Daniel:
A seguir ao Janeiro está um "em" a mais. Espero que não te importes, já que um "em" dá sempre jeito em qualquer casa...

Fernando Samuel:
Delinquentes e descarados...

Rosa dos Ventos disse...

É verdade, Samuel!
Sempre a tirarem coelhos da cartola e ninguém os apanha!

Abraço

Joao Carlos disse...

permitam-me discordar, mas penso que eles não são bem um bando de delinquentes mas sim personagens bem espertos que dão voltas e voltas, investigam daqui e dali para enganar uns e outros e manter os seus privilégios.
Mas esta história do Freeport é meio estranha, né?

lino disse...

Mas há algum pasquim chamado Sol? Nunca tinha dado por isso. Da imprensa escrita portuguesa generalista apenas leio um semanário em formato revista, mas talvez vá deixar, porque está com muita falta de "visão" ao dar voz a um tal Peixoto, alegado jovem talento, um pintalegrete armado ao pingarelho que se entretém a insultar a geração que contribuiu para o 25 de Abril. Não aprecio as crónicas do Lobo Antunes, mas pôr um peralvilho de fraldas a alternar com ele é o cúmulo da desfaçatez.

Um abraço

Caim disse...

Samuel, mais uma vez venho lhe importunar para avisar que estou com blog novo. O endereço está no Livre Ação. Grande abraço!

anamar disse...

Fico murchinha com tudo isto....
Hoje as noticias da TV que me dei ao trabalho de ouvir, 30m para o desemprego, 30 para o Freeport...
Quero l~e-lo asi, e por florinhas no meu canteiro, para alegrar!!!!
Abracinho

Anónimo disse...

Palavras para quê, se o poema diz tudo:
BANDO DE AVES
as aves de arribação
não são portuguesas
vêm dar a esta Nação
certas aves inglesas!
-
e as aves portuguesas
ai são aves de rapina
só cheias de riquezas
por quem cá domina!
-
só os quatro milhões
fazem barrigas cheias
às aves de uns papões
com negócio a meias!
-
veio cá a um atoleiro
uma certa ave inglesa
encontrou o Monteiro
fez tudo à portuguesa!
-
e as aves de arribação
como são os flamingos
corridas de lá já são
todos dias, domingos!
-
este negócio tem teias
tem a ver com um tio
foi o negócio a meias
lá com as aves do rio!
-
e uma delas com patas
que engana este povo
usa bonitas gravatas
e sempre o fato novo!?
-
dizem que a mãe pata
esssa que teve o Pinto
se lê isto ela me mata
e a sua fúria pressinto!
-
e parece um pelicano
ele com a sua bocarra
come de todo fulano
os euros e os agarra!?
-
e os euros vão embora
ajuda cá São Mâncio
deixa ir os euros fora
pelo mar, Constâncio!?
-
já vão para Gibraltar
e as aves lá no penedo
já lá estão a estragar
a economia d'enredo!
-
ai uma certa Oliveira
era das aves o patrão
fez voar cá à maneira
euros de tanto balcão!
-
foi corrê-las com pau
para evitar certos fins
ai um moço nada mau
o de hóquei em patins!
-
a tal ave controladora
tinha lá seu Sebastião
e deste sabe-se agora
de autoridade é Calão!
-
vou avisar um vizinho
p'ra que os euros lave
já que o Manuel Pinho
do Calão é a outra ave!
-
ó Pinto faz-te a cama
e tu vais para o fundo
esse genial, o Obama
qu'é inglês do Mundo!
-
eu queria pedir a Pax
para o Pinto português
fez exame um por fax
não lê latim, só inglês!
-
eu vou fazê-lo maneira
da minha pobre poesia
trago uma ave, Teixeira
dum fundo de garantia!
-
não é ideia que perfilhe
e d'outros também não
pois a tal ave, Cadilhe
diz Fernando é papão!
-
vão as aves aos pares
vão sobre um madeiro
correr todos os mares
seu chefe é Monteiro!
-
elas caem aos tombos
lá do templo pró chão
e no arrulhar pombos
só cantam:-corrupção!
-
e vão as aves em bando
comendo o trigo, o grão
e os euros vão voando;
Cai nossa pobre Nação!
-
Pisco