terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os criminosos encobrem-se... com imparcialidade!


Ainda ninguém deve saber ao certo o que pretenderam conseguir os israelitas com estes dias de selvagem agressão à Faixa de Gaza. Como é um dado adquirido o facto de não ser possível derrotar pela via militar movimentos com as características do Hamas, bem pelo contrário, este massacre resultou certamente no aumento exponencial de jovens dispostos a dar a vida para vingar estes crimes, até melhor explicação parece-me que, como quaisquer assassinos psicopatas, os dirigentes israelitas retiram prazer pessoal do acto de assassinar indiscriminadamente alguns militantes do movimento, mesmo sabendo de antemão que nesse processo irão assassinar população civil em número quatro ou cinco vezes superior ao dos alegados militantes. Pelos números que foram chegando, até o número de crianças assassinadas será superior ao dos tão falados activistas.

Gozando com a cara de milhões de pessoas em todo o mundo, Israel decide decretar um “cessar fogo unilateral”, como se estivesse a fazer um favor, quando na realidade já tinha aproveitado ao máximo o intervalo entre presidentes dos EUA, para matar e destruir o mais que pudesse... e agora partir para as negociações, apoiado pela nova Administração da Casa Branca, com a maior cara de pau, como se nada se tivesse passado.

O problema é que depois destes crimes de guerra, os mortos continuam mortos, os familiares que os perderam continuam a viver esse horror sem explicação nem motivo, os milhares de feridos continuam, uns a morrer, outros em grande sofrimento, pois não há condições nem medicamentos para os tratar. Ainda muitos mais milhares, em resultado da destruição em massa de infra-estruturas e casas, estão sem abrigo, sem comida, sem água, sem apoio... sem nada.

Algumas organizações de voluntários de todo o mundo, como sempre acontece nestas catástrofes, vão fazendo o que podem.

Vem todo este “desabafo” a propósito da elevada atitude “humanitária” assumida pela famosa BBC e pela Sky News, que em defesa de um “precioso” conceito de imparcialidade, se recusaram a difundir um vídeo de apelo à ajuda para as vítimas de Gaza, realizado por várias ONGs que estão empenhadas nessa causa.

Mesmo que este caso não servisse para mais nada, serviria para mais uma vez assistirmos ao espectáculo degradante da hipocrisia, na sua face mais negra e nojenta, e constatar o quanto estes grandes meios de comunicação têm o rabo preso...

Este é o vídeo em causa.


8 comentários:

Maria disse...

A subserviência ao imperialismo, sempre.
Mete-me nojo, isto.
Os aliados e defensores dos criminosos, criminosos são. E há rabos presos (tantos) por aí fora...

Abreijos

Caim disse...

Samuel, era de se esperar tal atitude da mídia corporativa mesmo. Em todas as partes do mundo, a mídia corporativa tem o rabo preso com a causa (ops, dinheiro) sionista. Então, não poderíamos esperar outra coisa.

Mais além, estou cá com uma idéia que não me saí da cabeça e gostaria de discutí-la contigo e com o Salvo-Conduto. Entre em contato comigo via e-mail se lhe interessar a proposta. Ou deixe o seu email do gmail em uma postagem antiga do meu blog. Não podemos ficar com os braços cruzados!

lino disse...

Amigo Samuel,
Tens uma "prenda" na minha tasca, se quiseres aceitá-la.

Um abraço

ARISTIDES DUARTE disse...

Uma vergonha!!!

Camolas disse...

Não Há palavras para tanto sofrimento. Os "senhores da guerra" e o seu séquito continuam impávidos e serenos, o zé povinho continua a acreditar que o próximo Ecu-milhões lhes vai trazer a dignidade que lhe roubaram.

Fernando Samuel disse...

A «imparcialidade» é uma coisa tramada...




Um abraço.

samuel disse...

Maria:
Presos e muito bem pagos para o estarem...

Caim:
Claro que não é dinheiro... são causas, Caim.
O meu mail está lá em cima no "ver o meu perfil completo". É só copiar...
Fico à espera.

Lino:
Obrigado! Lá irei...

Aristides Duarte:
Só que eles não a têm...

Camolas:
Não lhes impingiram a ideia de que tudo se compra e vende?

Fernando Samuel:
E algo pedestre, por vezes...
Faz-me lembrar aquele nosso jornalista famoso, pelo menos pelas orelhas, que afirmou numa entrevista, nem votar nas eleições, para manter a sua imparcialidade.


Abreijos colectivos

BlueVelvet disse...

Até a BBC?
Fiquei admirada, mas devo ser eu que ainda sou ingénua.
Abreijinhos