sábado, 19 de dezembro de 2009

Carlos Peixoto – Quem quer casar com a carochinha?...



Calculo que muitos de vocês nunca tenham ouvido falar deste advogado e agora deputado do PPD pelo distrito da Guarda, Carlos Peixoto. Assunto arrumado! O homem resolveu dar sinal de vida... embora da pior maneira. Em entrevista, afirmou que a existir uma lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, “isso abre a porta a casamentos entre pais e filhos, entre primos direitos e irmãos.” Poderia ter continuado com a sua lista de exemplos, mas presumo que estaria já a ficar ofegante... tal terá sido a excitação sexual.

Esta descoberta genial deve ter sido bastante inspirada por anos de convivência com as ideias do seu Bispo, o senhor Manuel Rocha Felício que, num verdadeiro “flash” de clarividência, comentando esta entrevista do jovem deputado, disse que «tem alguma razão, embora a comparação que faz não tenha razão de ser». Perfeitamente lógico, não é?

Embora considere estas declarações simples terrorismo moral, eu, tal como Carlos Peixoto e o seu Bispo Dom-não-sei-das-quantas, também acho que quando as leis “abrem portas”, pode sempre dar-se o caso de entrarem inadvertidamente por essas “portas” coisas erradas, perigosas e até aberrantes!

Em todo o caso, nunca tão erradas, perigosas e aberrantes como são o próprio deputado e o seu Bispo, que alguma lei “distraída” deixou entrar... um para a Assembleia da República e o outro para a Igreja Católica.

14 comentários:

salvoconduto disse...

É do frio! Gela-lhes a mioleira.

Maria disse...

Estava à espera que te pronunciasses aqui sobre esta aberração...
O homem deve ter ficado trancado no trânsito anteontem, e este foi o resultado de muito pensar!!!

Abreijos

karipande disse...

E o rapaz ainda é novo...Imagina o que ele vai dizer quando estiver demenciado.

timan disse...

Pois, mas não deixo de achar graça a todos estes maricas e a uma certa esquerda que sempre foi contra os casamentos porque sempre entendeu que para os casais heterosexuais bastava a união de facto e agora é vê-los a achar que para os maricas só o casamento é que está bem e serve.
É por essas e por outras que assistimos sempre àquele espectáculo degradante que é também sempre o desfile do orgulho gay.

Para terem direitos fiscais, sociais, etc... (com os quais concordo) iguais aos dos outros casais precisam de se casar? Não basta lutar por esses direitos em união de facto como preconizam para os heterosexuais?

Luis Nogueira disse...

Pessoalmente, não sou contra o casamento dos homossexuais... sou contra qualquer tipo de casamento qque não seja apenas um contracto entre pessoas (duas, três, trinta e cinco) que queira viver juntas e recolher os benefícios a que têm direito. Só.
Quanto a nós, cá em Gouveia, não temos a mioleira gelada. Nós os do distrito da Guarda, não somos mais nem menos burros do que o comum dos cidadãos, por exemplo, os que vêm aqui "ver a neve", quando lhes ficaria mais barato abrir o frigorífico e olhar para o congelador... Quanto a fazer ski, basta escorregar na merdinha de cão que pavimente, felizmente, as cidades vilas e aldeias deste jardim.
Agora quo o pobre Carlinhos é um brutanço, não restem dúvidas. Nós aqui em Gouveia nunca fazemos por menos no que refere a deputados: ou não abrem os queixos um do PSD, deputado Zero), ou se compadecem dos trabalhadores que, coitados, andam a semear o arroz, "a massa", et... ou lindezas como o Carlinhos que até é bom rapaz, uma espécie de Calisto Éloi, sem literatura nem argúcia. Apenas anjo. Anjo da Guarda, claro.

Luis Nogueira

Membro do Povo disse...

A novidade que este senhor nos trás não me espanta. Sempre que se debate o assunto há sempre um iluminado que nos mostra que o casamento gay será o fim da humanidade!

gabriela disse...

O fim da humanidade será se continuamos a encher a política destes politiqueiros da treta com a cabeça feita a martelo, com muitas ideias marteladas por uns tantos bispos...

isabel disse...

o fim da humanidade será a ignorância pura e dura, que faz com que se discuta e pior queira decidir assuntos da vida privada...

Jorge P.G disse...

...e são tipos destes que "legislam" na AR e que pregam a moral e os bons costumes nas igrejas.
Ai, Portugal...Portugal!

Saudações.

Zero à Esquerda disse...

Como disse não sei quem, num jornal de Sábado, "Agora vou dizer o que penso sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo: nada."

helena disse...

Correu-lhe mal o comentário mas que há portas perigosas, há!Tem razão o Sr. Bispo da Guarda: estas são formas de tapar com uma peneira os reais problemas do País.Por mim, dava aos casais direitos iguais aos das uniões de facto e pronto! Depois, podiam fazer uma festinha lá em casa com os amigos e deixavam o casamento tal como está, que está bem.

Pata Negra disse...

Defendo o casamento entre padres e freiras: quem está preocupado com a quebra da natalidade deve dar o litro!
Nem solteiro, nem casado, nem viúvo, nem divorciado -cidadão uno, sem estado civil declarado, com um estado libertado de coisas que apenas dizem respeito, a dois ou mais e às religiões.
Um abraço de quem casou com os pais, com os filhos e com mulheres que queriam boda

Fernando Samuel disse...

O deputado e o bispo fazem um belo casal...

Um abraço.

samuel disse...

Salvoconduto:
Nááá! São é estúpidos! Conheço uma data de gente daquelas bandas, espertos como alhos!... ☺

Maria!
Isso já me parece mais provável... ☺

Karipanda:
Arrepiante!

Timan:
Grande baralhação! Mas vou presumir que se tem amigos, ou amigos de amigos, que sejam homossexuais, os trata assim, por maricas, cara a cara. Eu não!

Luís Nogueira:
Ora aí está uma boa posição sobre os casamentos!
Sobre as “mioleiras” já respondi ali em cima... ☺ ☺

Membro do Povo:
É um raio de uma mania minha... mas sempre que vejo alguém tão “incomodado” com os gays... fico tão desconfiado!... ☺

Gabriela:
Nem mais!

Isabel:
Esse é o meu maior problema. Não entender o que é que há para discutir sobre a vida de cada uma e cada uma.

Jorge P.G.:
Há séculos!...

Zero à Esquerda:
Também li e achei magnífico! ☺

Helena:
Não é bem a mesma coisa... nem nós estamos em posição de lhes “dar” seja o que for. Os direitos existem, mesmo sem serem “dados”.

Pata Negra:
Bem... eles fazem o que podem, há que admitir.

Fernando Samuel:
É pelo menos uma união, de facto... ☺


Abreijos generalizados!