terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Prémio Clube Literário do Porto



O facto de José Rodrigues dos Santos ter já vendido mais de um milhão de livros do conjunto da sua obra e isto sem que eu alguma vez tenha lido uma página que fosse, quer dizer pelo menos duas coisas: (i) José Rodrigues dos Santos tem um grande talento para vender o seu peixe; (ii) A minha capacidade de esquiva é assinalável.

Entre os seus leitores (e pelos vistos, grandes apreciadores) estão os membros do júri que atribuiu o mais recente Prémio Clube Literário do Porto, no valor de 25 mil euros. Entre os galardoados com o mesmo prémio em anos anteriores, encontramos os nomes de Mário Cláudio, Batista Bastos, António Lobo Antunes... e Miguel Sousa Tavares, o que deve querer dizer que o Júri não é sempre o mesmo... ou então não sei!...

Sei é que o prémio lhe foi atribuído para «galardoar o autor que mais criatividade teve no domínio da ficção».

Sei também que dois dos seus mais directos concorrentes e candidatos ao mesmo prémio de criatividade no domínio da ficção, Vítor Constâncio e Teixeira dos Santos, ficaram verdadeiramente desolados. Sócrates, esse faz de conta que nem concorria... mas na verdade está de cabeça perdida.

18 comentários:

Fernando Samuel disse...

Esse Júri bem merece ser galardoado com o prémio da criatividade...

Um abraço.

Julieta R. ferreira disse...

hi hi hi hi

E eu que já pensava que só restava eu e a família próxima sem nunca termos lido o autor premiado... ...

Manuel Norberto Baptista Forte disse...

Nunca li qualquer livro de J. R. S., mas a avaliar pela "produtividade" e promoção da sua obra, e dados todos os demais factores colaterais, prefiro o ensaísta e ficcionista português Urbano Tavares Rodrigues.

Irlando disse...

Depois de ter visto,ser atribuído o nobel a Obama.Ou como dizia o outro,ter visto um porco a andar de bicle.Este júri está desculpado.

Maria disse...

Também nunca o li e não tenciono ler...
Se o juri se distrai ainda dá o prémio de 2010 a... ao... pm... 'prémio mentidor compulsivo'

Abreijos

Carlos Machado Acabado disse...

De um conhecido Paulo Coelho ou Sousa Tavares de outros tempos, disse alguém com espírito, debruçando-se sobre a respectiva... "opus" impressa:
"Não li mas não gostei!"
Destas "orelhas com um fulano verboso e parvo no meio", permito-me eu dizer outro tanto...

...E se estou a ser injusto, "que Deus me perdoe"!...

alex campos disse...

Os "boys" estão desolados e, diga-se, com razão. o prémio era-lhes merecido.

Um abraço e um bom ano.

Sereia disse...

"Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro."

Pata Negra disse...

Para ganhar prémios e vender livros é absolutamente necessário fazer parte da televisão! O resultado: estupidificação ao quadrado!
Um abraço sem antenas

eduricardo disse...

Atenção: ter compradores de livros não é sinónimo de ter leitores.
Desse vendedor de papel também me esquivo.
De cada vez que o tal José Rodrigues dos Santos publica um livro novo, eu releio um livro de outro José Rodrigues, o verdadeiro e grande escritor José Rodrigues Miguéis

Antuã disse...

Depois do Prénio Ignóbel da Paz tudo é possível.

Mar Arável disse...

Na República dos Cágados

à hora do jantar

a malta na varanda gritava

À PALHA

antonio - o implume disse...

Gosto das certezas dos que nunca leram nem pensam ler... nada como manter uma mente aberta!

samuel disse...

Fernando Samuel:
Estiveram na hora certa, no lugar certo...

Julieta:
Felizmente há mais! ☺

Manuel Noeberto:
Bela escolha!

Irlando:
É a criatividade...

Maria:
Fazes muito bem! Isso pode até ser considerado “legítima defesa”... ☺ ☺

Carlos Machado Acabado:
Perdoa, certamente!

Alex Campos:
Fazem-me pena! Anos e anos de tanta criatividade e sobretudo ficção... e fazem-lhes isto!

Sereia:
As sementes foram lançadas exactamente para isso... ☺

Pata Negra:
Aparecer muito, aparecer muito...

Eduricardo:
Mais uma excelente opção!

Antuã:
É uma era de prodígios... ☺

Mar Arável:
Só que aí era a brincar...

António - o implume:
Caro António, de cada vez que oiço JRS falar, sem estar a ler textos de noticiários, o mais das vezes apenas diz baboseiras. Ainda por cima, muitas delas em mau português. Mesmo nas notícias, opta amiúde por fazer apartes absolutamente mentecaptos.
A menos que sempre que pega na caneta o homem seja possuído pelo espírito de Virgílio, porque cargas de água haveria de ter alguma curiosidade pelo que escreve?
Mas pronto... por contraste comigo e alguns dos amigos que aqui comentaram, há sempre pessoas com mentes realmente “abertas”, que se encontrarem uma pouca de merda no prato, mesmo que se esteja a ver que é bosta, provam... só para terem a certeza. E manterem a mente aberta.
Claro que posso estar enganado... mas existem milhares de livros que não vou viver o suficiente para poder ler, infinitamente melhores do que “aquilo”.


Saludos generalizados!

aferreira disse...

-Ele /eles e o "bacalhau quer alho" "na garagem da vizinha" etc & tal Renova e muitas estorinhas da carochinha

Aristides disse...

Estava à espera que alguém reparasse no que é realmente importante e nada, ninguém reparou. Falo da pose dos "artistas" onde todos põem cuidadosa e mui fotogenicamente a mão debaixo do bem aparado queixinho. Estão demais!
Abraço e bom ano 2010!

samuel disse...

aferreira:
É o que há...

Aristides:
Já eu, gozei bastante com as duas situações: a escolha de fotografias com todos de mão no queixo... e com o facto de teres reparado. :-)))

Abraços.

Isaak Newtton disse...

Caro Samuel:

Considero-me uma pessoa de mente aberta, atenta, criativa, mas também, e porque não? - Sinto que tenho direito à crítica, visto que outros abusam da sátira e outros tantos de ignomínia. Assim, sobre o "artigo de opinião" prosaico que se dispôs a publicar, e sobre os restantes comentários que li, se alguns deles são para mim satíricos, o seu "artigo preconceituoso de opinião" e os comentários que poscreve, tendo-me deixado também a mim, imagine-se, de mão no queixo! Merecem o meu posfácio:
Detenho-me na parte «de cada vez que oiço JRS falar, sem estar a ler textos de noticiários, o mais das vezes apenas diz baboseiras. Ainda por cima, muitas delas em mau português. Mesmo nas notícias, opta amiúde por fazer apartes absolutamente mentecaptos.» Depois desta amálgama de um português "bom", sem demonstrações de querer "apartar" gostos de leitura ficcional, nos quais não se revê, e continuando eu de mão no queixo. Pasme-se! Eis senão quando: «Mas pronto... por contraste comigo e alguns dos amigos que aqui comentaram, há sempre pessoas com mentes realmente “abertas”, que se encontrarem uma pouca de merda no prato, mesmo que se esteja a ver que é bosta, provam... só para terem a certeza. E manterem a mente aberta.» Bem. Foi nesta altura que tirei a mão do queixo, e porque tenho uma mente realmente "aberta" que defende a experiência como forma de atingir o verdadeiro conhecimento das coisas, resolvi perder mais cinco minutos do meu precioso tempo no seu Blog, onde encontrei um grande prato a transbordar de merda. Contudo, mesmo estando a ver que era uma bosta, não resisti... confesso. Mea culpa.
Contudo, enquanto o meu caro "cantigueiro" ficará toldado pela dúvida, por não querer comprovar aquilo que demanda em palavras, eu pelo menos garanto-lhe, que apesar de sair do seu até agora nunca premiado blog, entulhado na merda que quiz provar, comprovei o mesmo como sendo realmente uma merda... da qual nunca mais provarei.

Post Scriptum. Para quem tanto defende o bem falar português, ficava-lhe melhor terminar com:

Saudações Generalizadas.