quinta-feira, 30 de abril de 2009

Fernanda Câncio - A "coisa" pega-se!



A jornalista Fernanda Câncio, conhecida “não-sei-o-quê” de José Sócrates, sendo, obviamente, uma pessoa inteligente, tem o azar de nas (poucas) fotografias suas que são publicadas, aparecer quase sempre com ar de tonta. Claro que não tem culpa disso!

Em contrapartida, mesmo não sendo tonta, tem tendência para (não poucas vezes) escrever e comportar-se como tal... e disso já tem inteiramente a culpa!

São muitos os casos, sobretudo nas suas inflamadas defesas do seu “não-sei-quantos” José Sócrates, mas aqui, concretamente, estou a referir-me à queixa que a jornalista resolveu apresentar contra um camarada de profissão, à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas, por este, num artigo, lhe ter chamado namorada de Sócrates.

Não faço ideia sobre se a possível punição do acusado se ficará por um “veja lá se tem mais cuidado!”, ou se, por absurdo, poderia levar à perda da carteira profissional, impedindo-o de trabalhar. Na verdade, espero que nem sequer levem a queixa a sério, mas o que conta é o acto em si.

Não entendo como é que sendo uma figura conhecida e acompanhando José Sócrates em espectáculos públicos, partilhando férias no estrangeiro, etc, etc, Fernanda Câncio pensa poder evitar que o seu nome apareça ligado ao Primeiro Ministro, como namorada, ou como na minha versão, “não-sei-o-quê”.... mas de uma coisa tenho a certeza:

A mania doentia de processar jornalistas por tudo e mais alguma coisa... é altamente contagiosa! Não sei por que “via”, mas é transmissível!

Somos todos do PS... (actualizado)



...ou pelo menos, os seus dirigentes actuais comportam-se como se fossem nossos donos. Ninguém está a salvo de, enquanto o diabo esfrega um olho, se tornar apoiante do Partido Socialista e de Sócrates, aparecendo num Tempo de Antena.

Os pais de alguma crianças de Castelo de Vide, pensando que o pedido de autorização para recolha de imagens na escola dos seus filhos, vindo do Ministério da Educação e com o rótulo de reportagem sobre o “Magalhães”, seria destinada, por certo, a aparecer nas notícias, ou algo assim... autorizaram, sabendo o quanto a miudagem (e não só...) gosta de aparecer na televisão.

Enganaram-se redondamente, ou melhor, foram redondamente enganados! O que apareceu na televisão foi um Tempo de Antena do PS, em que os jovens estudantes entram, na qualidade de “geração Magalhães”(???), objectivamente “arvorados” em apoiantes do Partido do Socialista.

Dizem alguns picuinhas destas coisas da democracia, que os dirigentes partidários, quando no poder, não devem confundir os seus partidos com o Estado. Não é essa, visivelmente, a opinião do “nosso” Presidente do Conselho! Este, deve ser grande admirador da célebre tirada “O Estado sou eu!”, atribuída a Luís XIV de França, o célebre “Rei Sol”... mas entre nós, reproduzida na sua real dimensão, na versão lâmpada. Fundida!

Adenda: Entretanto, depois de alguma "resistência" da parte dos responsáveis do Partido Socialista, José Sócrates, ou alguém em seu nome, já admitiu o "erro" e pediu desculpas aos pais das crianças. Fez bem!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Troca infeliz!



Mão amiga fez-me chegar esta fotografia, tirada numa praça de Lisboa, a qual, em princípio, parece retratar apenas mais um daqueles “tremendos” acasos na distribuição de “outdoors” pelos espaços públicos.

No entanto, olhando melhor e mesmo perante a “delicadeza” da situação, não posso deixar de reparar que, embora o casting que ambas as “marcas” fizeram para a escolha das suas “artistas-modelos” esteja admiravelmente certo, as frases publicitárias, inexplicavelmente, aparecem trocadas nos cartazes.

Decididamente, a “Política de Verdade” está no cartaz da Triumph e sobre a “Rainha da Sedução” acho que não restam dúvidas...

Voto por voto, dente por dente!





A minha mais que justificada desconfiança em relação aos programas e iniciativas deste governo, leva-me a pensar que esta nova campanha de “cheques dentista” não passa de mais uma manobra demagógica, desta vez cometida casa a casa, olho por olho, voto por voto e sobretudo... dente por dente.

Isto, porque o meu “mau feitio” diz-me que o que deveria ser feito, seria o rastreio competente, nas escolas, dos problemas de dentes (e os outros), que sendo detectados, seriam tratados gratuitamente. Claro que, continua a dizer-me o tal “mau feitio”, tudo isto deveria ser feito com dignidade, quero dizer, sem grande aparato propagandístico.

Assim, com tanta banda de música e foguetório, algo me diz que a maior parte destas 200.000 crianças que Sócrates e a sua fiel Marilu afirmam querer contemplar com o famosos cheques, no caso de a operação correr tão bem como a do lamentável “Magalhães”, terá o dinheiro na mão... a tempo de ir ajustar as próteses.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um recado da ilha



Daniel de Sá é um açoriano, escritor (o que é diferente de ser um escritor açoriano). Há uns tempos que, muito menos vezes do que seria desejável, encontro textos seus, aqui e ali, sempre habitados por uma música encantatória que só pode vir do amor que investe naquilo que escreve, já que a técnica, só por si, não é capaz de produzir tais resultados.

De vez em quando passa "cá por casa" discretamente, deixa um mimo, um sorriso, um reparo... e volta para a sua Maia natal, no Norte da grande e bela ilha de S. Miguel.

Recentemente, atreveu-se a alimentar (infelizmente, pouco!), um blogue feito de maresia, pedra preta, hortênsias, verde interminável, um mar de um azul sem explicação... e muita cultura.

Há dias, a propósito de Abril, deixou aqui, pé ante pé, duas pequenas quadras, uma dedicada ao José Afonso e outra ao Capitão Salgueiro Maia. Decidi trazê-las para a “sala”, mas mesmo assim, garanto que só terão a ganhar em visitá-las no seu habitat natural, no blogue “O espólio”, sobretudo se aproveitarem para ler o mais que por lá se tem escrito...



José Afonso

No tempo da vergonha, ele era a paz,
E tinha a cor dos cravos já na voz.
Ninguém como ele foi então capaz
De ser tão puramente todos nós.


Salgueiro Maia

“Aqui tendes a herança que vos dou,
Um caminho onde todos são iguais.
Eu voltarei a ser isto que sou:
Um português igual a tantos mais.”

(Daniel de Sá)

Decidam-se!


Rafael Bordalo Pinheiro

A D. Manuela Ferreira Leite lá passeou as suas ideias, sempre tão mobilizadoras, numa entrevista brilhante e vibrante, conduzida por Mário Crespo (que tampouco me alegra!).

O brilho e clarividência das suas declarações foi tal, que no espaço de apenas algumas horas, conseguiu originar vários títulos de notícias completamente contraditórios, sobre a sua disponibilidade, ou pelo contrário, indisponibilidade, para integrar um “bloco central” com o Partido Socialista, seja como ganhadora das eleições, ou perdedora... “desde que seja bom para o país.”

Embora eu tenha uma ideia muito diferente sobre o que Sócrates e a D. Manuela poderiam fazer de realmente bom para o país, mas que de momento não consigo verbalizar aqui, pelo menos de uma forma “bem educada”, convinha que um dia destes se decidissem sobre se fazem ou não fazem o tal “bloco central”, não porque eu esteja doido para saber, mas para se começar a tempo a obra de ampliação das instalações necessárias. É que um “bloco central” implica muito mais espaço, mais gamelas, muitas camionetas de lama, ração, uma boa ETAR “derivado” ao cheiro...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A prender, a prender, sempre!





"Aprender, aprender sempre!", é uma frase atribuída ao revolucionário Lénin, que os dirigentes da nossa polícia, quanto mais não seja, para manter um certo padrão intelectual, fizeram questão de não “entender”. Assim se chega ao meu trocadilho do título, “a prender, a prender, sempre!”.


Claro que as doutas chefias, dizem que é exclusivamente para melhor combater a criminalidade... mas se começarem a ficar “curtos” no número de detenções, o que farão? Inventam? Pedem por favor aos “marginais” do costume para, pelo menos, insultarem o polícia de plantão? Prendem-se uns aos outros?

Pelo sim pelo não, o melhor é começarmos a tentar saber como é que as esquadras na nossa vizinhança estão a cumprir os “objectivos”, para, à cautela, passar ao largo das ditas.

Isso, e tentar começar a escolher dirigentes para o país, que não “produzam” estas directivas “indigentes”, que alguns incautos podem levar para a galhofa... mas que, na realidade, são uma grande tristeza.

Cesteiro que faz um cesto, faz um cento!



Não, não sou o fan número um dos chamados rifões populares, mas este, que usei no título, serve-me bem para dar uma ideia daquilo que penso sobre a parangona da primeira página do “Expresso”, que podem ver aí em cima.

Segundo o semanário, Charles Smith, o segundo mais mediático personagem envolvido no "Caso Freeport", declara que antes, mentiu sobre José Sócrates.

Como apesar de querer que o caso fique esclarecido, não tenho nenhuma lista de culpados ou inocentes que prefira, esta declaração de Charles Smith, o qual se arrisca a ser condenado por afinal apenas ter subornado umas tantas gaivotas, alfaiates, águias-sapeiras, cegonhas, garças boieiras, andorinhas dos beirais e outras aves que tais, que se mostravam mais dispostas a protestar contra a invasão do seu habitat por um gigantesco shoping... como dizendo, esta declaração do senhor Smith já me encontra com pouca ou nenhuma predisposição para acreditar no que diz, disse, ou venha a dizer.

O grande problema com estas, chamemos-lhes assim, investigações que envolvem milhões, corrupção, figuras públicas, em processos que se arrastam penosamente durante anos, adormecendo ou acordando ao sabor de interesses eleitorais ou outros ainda mais misteriosos, é que a partir de certa altura, cada pretensa resposta, em vez de esclarecer, suscita cada vez mais perguntas.

- Porque dianho há-de alguém acreditar que é agora que ele está a dizer a verdade?

- Foi pago por alguém para implicar o primeiro ministro, antes, ou foi agora, para o “desimplicar”?

- Para onde foi afinal o dinheiro?

- Independentemente de o célebre DVD ser ou não admissível como prova, o facto é que existe. Aquela gente que se ouve a falar no dito cujo, juntou-se à volta daquela mesa a dizer aquelas coisas apenas para se divertir?

- Será que para Charles Smith, uma possível condenação por calúnia é mais "interessante" do que outra, bem mais pesada, por corrupção activa?

E por aí fora... poder-se-iam alinhar dezenas de perguntas sobre a localização, o impacto ambiental, o timing da aprovação arrancada a ferros, etc, etc, etc.

Mas pronto. Eu é que devo estar muito cansado. Embora, por estes dias, o meu cansaço se deva a trabalho que me deu imenso prazer, a verdade é que cansaço é cansaço!

domingo, 26 de abril de 2009

Certezas de Abril



"...e que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança".

(António Gedeão)

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril - 35 anos


(Maria Helena Vieira da Silva)


"25 DE ABRIL"

Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Que um novo sol vai nascendo...



E em nossas vozes vai crescendo um novo hino à liberdade.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salazar - Provocação barata e indigente





Felizmente, vou comemorar o 25 de Abril, na baixa do Porto, noite de 24 para 25 e em Montemor-o-Novo, na tarde de 25. Não corro, portanto, o risco de passar nem perto de Santa Comba Dão, onde me arriscaria a vomitar o almoço ou o jantar, atendendo ao facto de a autarquia local não ter imaginado nada mais adequado para "comemorar" o 25 de Abril de 74, do que a reinauguração do Largo Oliveira Salazar.


Afinal sempre há "coisas" mais irritantes do que fascistas e os seus simpatizantes. São os fascistas e seus simpatizantes que se fazem de estúpidos e sonsos.

José Sócrates - Afinal não é apenas o nariz...



A observação das proezas académicas de Sócrates, projectos de “engenharia”, tiques da sua forma de se conduzir e de governar, entre outras manias menores, durante muito tempo fizeram-me pensar, ingenuamente, confesso, tratar-se apenas de mais um oportunista pouco dado ao trabalho para conseguir um diploma, atreito a uma ou outra “fraqueza” para pagar favores, como deve ter acontecido com aquelas aberrações arquitectónicas da Guarda, vaidoso como um narciso, teimoso, intratável, cheio de trejeitos autoritários, mentiroso, muito atreito a deixar-se envolver em estórias mal contadas, queixinhas, sempre pronto para atirar com as culpas de tudo para os outros, com a mania da perseguição... nada de extraordinário, portanto.

Eu não tinha visto (felizmente) o “recitativo” que Sócrates foi fazer à RTP, numa das suas performances a solo e com guião previamente estabelecido, a que gosta de chamar entrevistas. Ter entretanto reparado na participação de José Eduardo Moniz, director da TVI, no noticiário da estação, fez-me dar atenção ao que motivou o jornalista a anunciar que irá processar o Primeiro Ministro, decisão em que já não está só.

As declarações de Sócrates na tal “entrevista” à RTP, sobre a TVI e o seu serviço de notícias, foram de tal forma destrambelhadas, histéricas e desproporcionadas, que acabaram por deixar à declaração de José Eduardo Moniz a pose, dignidade e "sentido de Estado" que o primeiro nunca teve.

Resumindo, o caminho por onde Sócrates decidiu avançar, na sua relação com a comunicação social e os jornalistas, fazem-me repensar todos os adjectivos assaz benevolentes com que tentei dar uma ideia da sua “fascinante” personalidade, no princípio do texto, para começar a pensar seriamente que o homem é afinal mais estúpido do que os pés que alegadamente o arrastam (parece que não coloquei o defensivo “alegadamente” no sítio certo, mas o que conta é a boa intenção).

Se de futuro começarem a crescer-lhe mais as orelhas do que o nariz... ninguém fique surpreendido!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Velho Gepeto - O reencontro


(Repare-se nas extraordinárias semelhanças com Sócrates e Vital Moreira)

- Pai!!!
- Pinóquio!!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Triplo encarpado à retaguarda...



Apesar de nos últimos dias quase não ter visto televisão, dizem-me que ao Ex-PSD José Sócrates e ao Ex-PCP Vital Moreira, se juntou agora o Ex-Trovante Luís Represas, que segundo parece, será o cantor “oficial” da campanha europeia deste PS.

Não! Não vou questionar as opções e percursos de ninguém. Era o que faltava! Constato apenas que passei ao lado de mais uma série de excelentes contratos.

Terá sido por alguma coisa que fiz... que disse... que escrevi? O que é “grave” é que ainda por cima me sinto honrado com o facto!...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Luta desigual



Num assinalável esforço de organização, empenho e vontade de fazer o que está certo, a “minha” Câmara, de Montemor-o-Novo, mantém uma actividade cultural atenta e descentralizada. Uma das (muitas) iniciativas, que já leva alguns anos de vida, é o “Ciclo da Primavera”. Por esta altura, junta-se uma boa mão-cheia de projectos, na maior parte, locais, para oferecer às várias freguesias rurais pequenos espectáculos diferentes daqueles que por certo lá estarão nas festas de Verão.

Ao fim de alguns anos aqui, desta vez também fui desafiado a inventar um pequeno recital de “fados e baladas”. As baladas são comigo, os fados (a bem dos próprios) não. A amiga Fátima Casabranca encarrega-se dessa tarefa, de forma doce e eficaz. Eu toco umas e outros e juntei ao ramalhete dois belos músicos que nos fazem companhia no piano e no baixo.

Até aqui, tudo bem. Depois começa a realidade a abater-se sobre nós. Ao que sei, e repetindo uma tendência de anos anteriores, tanto este “meu” recital como os outros que ao mesmo tempo estão no terreno, têm sido presenteados com auditórios cheios de cadeiras. No nosso caso, no Sábado, porque estava um tempo ruim... e jogava o Sporting na televisão. Ontem, porque estava uma noite maravilhosa... mas jogava o Benfica na televisão. Fosse durante a semana e teria sido a novela da não sei quantas...

Adoraria saber o que mais pode ser feito para alterar este triste estado das coisas e poder multiplicar por muitas as verdadeiras pérolas a que temos direito no final das actuações, pérolas disfarçadas de gente com uma lágrima mal escondida, uma quadra ou duas para nos dedicar, ou a pérola de ontem, um velho GNR reformado, que entre abraços e versos lá nos foi contando do tempo em que era novo, guarda na Baixa da Banheira e de como às vezes ficava de barba por fazer, vestia à paisana e enfiava na cabeça um boné de orelhas, para poder ir assistir às cantigas que o Zeca Afonso ia muitas vezes cantar às escondidas para aquelas bandas, sem se deixar reconhecer pelos “fascistóides” da terra e da sua corporação.

Não chega para encher a sala, mas consola o coração.

domingo, 19 de abril de 2009

Lise de La Salle

Com pouco mais de vinte anos de idade, Lise de La Salle é mais uma prova de que a capacidade que a Humanidade tem para ir produzindo grandes músicos é inesgotável.
Como tocará esta jovem mulher, quando acrescentar ao talento e génio, mais umas dezenas de anos cheios de lições de vida?
Espero para ver!

"Prelúdio e Fuga em Lá menor" - Lise de La Salle
(Bach - transcrição de Franz Lizt)


sábado, 18 de abril de 2009

Aston Martin Rapide – 470 cavalos para pouquíssimas bestas



Este é o novo "Aston Martin Rapide". Já tropecei em tantas notícias tão “excitadas” pelo seu iminente lançamento, que não o posso ignorar. Trata-se de mais um monstro sobre rodas, uma fantasia tecnológica de puro luxo, impulsionada por um motor V12, de 6.000 centímetros cúbicos de cilindrada e 470 cavalos de potência.

Nem imagino quanto consumirá, é certamente mais um dos bólides que andam por aí a custar bem para cima do milhão de Euros e claro, deve “gabar-se” de poder ultrapassar os 300 à hora, o que é estúpido, se atendermos ao facto de ser um carro de estrada ou cidade e não de pista de corridas.

Nos tempos que correm, estas fantasias milionárias são verdadeiros anacronismos, seja em termos energéticos, económicos, ou de simples decoro. Já que, como disse, não posso ignorar, então também não posso deixar de comentar.

Alguns dos nossos velhotes, andam a 50 Km por hora, no sentido contrário do trânsito nas auto-estradas, por iliteracia, um copito a mais, falta de vista... enquanto outros gostam de andar a altíssima velocidade, no sentido contrário da História, por pura arrogância e falta de vergonha na cara.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vital Moreira – fortíssimo concorrente




Vital Moreira, enquanto candidato do PS às Eleições Europeias, teve o mau gosto de trazer para o “debate de ideias” a importantíssima questão da idade dos adversários, ao classificar de “excitação juvenil” uma afirmação de Paulo Rangel, candidato do PSD. Digamos que é um acto de coragem (ou inconsciência), dado o calibre de respostas que se arrisca a ter de suportar, se os adversários tiverem a mesma falta de pudor.

De qualquer modo, o que eu quero comentar não é a boa ou ma educação de Vital Moreira, mas sim o seu sentido de humor. Comentando o facto de Paulo Rangel se ter referido ao clima que o PS impõe na discussão política da campanha, como “mordaça”, o grande professor veio dizer que ele sim, sabe o que é a verdadeira mordaça, contra a qual ele muito lutou no tempo do fascismo, coisa de que, para ser sincero, não me lembro nada, não porque não tenha eventualmente acontecido, mas evidentemente, devido à minha “falta de conhecimentos juvenil”.

Aqui é que entra a tal “coisa” do humor. Vital Moreira acusa Paulo Rangel de “desrespeitar a História”. A corrida para o Parlamento Europeu ainda vai no adro, mas esta tirada de Vital, exactamente por vir de quem vem, é já uma forte candidata a melhor anedota da campanha.

Está aberto o concurso!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Asco!



Afinal, sempre se encontraram os culpados no caso da tragédia da ponte de Entre-os-Rios. São as vítimas e as suas famílias, que agora estão a ser "convidadas" a pagar as custas do processo em que todos os "responsáveis" foram absolvidos. E para que todos fiquem cientes da sua culpa, as custas são bem pesadas. Meio milhão de Euros é o preço a pagar... mas até poderiam ser apenas cinquenta cêntimos. Continuaria a ser uma vergonha!

Que raio de Estado é que faz isto aos seus cidadãos?

Apenas para ajudar...





Nos últimos anos e ainda com maior expressão nos últimos meses, a realidade tem-se abatido regularmente sobre as “previsões” económicas, tanto do governo como do Banco de Portugal, com a suavidade de verdadeiras saraivadas de pedras da calçada... e com o efeito esperado, estraçalhando-as.

Umas vezes, o governo é surpreendido. Outras, o que é verdadeiramente surpreendente é a falta de talento de Sócrates e dos seus ajudantes, para fingirem que não se “enganaram” propositadamente para servir os seus fins políticos.

Outros falarão a sério e bem, possivelmente já aqui na caixa de comentários, sobre a dureza das consequências destes “enganos e desvios”, geridos de forma irresponsável por um governo ao serviço dessa grande fraude histórica que é o “socialismo democrático”, moderno e popular (na versão Sócrates).

Pela minha parte, sempre no intuito de ajudar, proponho ao governo e ao Banco de Portugal acabarem com todas as previsões, projecções e estudos, despedirem Vítor Constâncio, que é pouco mais que inútil, arranjarem um pequeno gabinete com umas cartas de Tarot, contratarem a Maya, que é uma pessoa que “mesmo gosta” de ser contratada e criarem a Secretaria de Estado dos Bitaites.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Xutos e Pontapés - Calma! Calma! Calmaaaa...



A nova cantiga dos "Xutos", “Sem eira nem beira”, é... digamos, "gira", atira algumas pedradas em todas as direcções e claro, será aproveitada para atacar o governo e o “senhor engenheiro” em montagens de vídeo no “you tube”, em blogues, manifestações e talvez até em comícios de partidos políticos.

O que me faz pena é ver os elementos dos “Xutos e Pontapés” a pedir calma a toda a gente e a dizer que não é bem assim e que “qualquer aproveitamento da música para criticar e contestar o Governo não receberá a solidariedade dos Xutos”.

É compreensível. Somos um país pequeno, com um mercado musical minúsculo e muitas Câmaras PS...

O cio da terra


"As respigadeiras" - Jean-Francois Millet

O meu querido (e irrequieto) amigo “de infância” Sérgio Ribeiro, de vez em quando lá arranja tempo para ir a casa, à qual consegue chegar esquivando-se prodigiosamente das santas energias emanadas do santuário da sua mediática vizinha de Fátima, a célebre judia com nome de moura. Sempre que o consegue, actualiza o “Anónimo do Séc. XXI”, entre outros blogues que descobrirão se lá derem um salto. Neste texto, aborda de raspão, prometendo voltar ao assunto, o fenómeno que já começa a ter expressão entre nós, do retorno aos campos.

Desde há muito tempo que venho dizendo, talvez levando demasiado a sério o meu nome de profeta, que um dia as pessoas entenderão que não é possível comer índices de bolsa, estatísticas, produtos financeiros, roupa de marca, iPods, telemóveis topo de gama, GPÉsses, promessas do Sócrates e outros produtos igualmente tóxicos. Nessa altura começaremos a considerar seriamente a possibilidade de levar uma vida mais simples, mais limpa, mais verdadeira, mais solidária, mais harmoniosa. Uma das várias maneira de o fazer, para quem tiver essa sorte, é o regresso aos campos, à comunhão com os outros e com a Terra.

Nessa altura e mais uma vez, toda a arte, os livros, a palavra dita e as (verdadeiras) canções, vão ser extremamente importantes.

Para “banda sonora” de toda esta conversa, escolho esta grande cantiga com letra do Chico Buarque e música do Milton Nascimento. Para fugir às versões mais batidas, naveguei até esta, cantada de maneira doce por uma cantora australiana, Diana Clark, acompanhada por um enorme coro australiano, The Melbourne Millennium Chorus, numa belíssima interpretação bilingue.

Obrigado pela paciência (se chegaram até aqui), especialmente ao Sérgio, pela “inspiração”.


O cio da terra
(Chico Buarque /Milton Nascimento)

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão

“O cio da terra” – Diana Clark
(Chico Buarque/Milton Nascimento)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Silva Lopes - E que tal um pano encharcado...





Segundo leio no “fatal” Correio da Manhã do café da minha esquina, aquele senhor sempre muito sisudo, de seu nome Silva Lopes, economista muito gabado, que aparece na televisão a zurrar soluções para a crise, as quais passam essencialmente por congelar os salários aos trabalhadores... ganhou, por 4 meses de trabalho no Montepio, 410.000 Euros (e não foi só ele...).

Ainda bem que eu não frequento o nosso “jet set” e as festas da “Caras” e “Nova Gente”, senão, da próxima vez que me cruzasse com o ilustre economista Silva Lopes, iria estrear-me a ser extremamente malcriado com um senhor idoso num local público.

(Pensando melhor, ainda bem que não ando por aí enrolado com esse lixo, pois se assim fosse, o mais certo seria não lhe dizer nada... ou quem sabe, ainda o felicitaria.)

Por que raio é que estes “cleptocratas” não têm, pelo menos, a decência de roubar... calados?!

Quando o trunfo não passa de "joker"




O poeta Manuel Alegre, mais uma vez, conseguiu em apenas meia dúzia de frases, fazer-me concordar com ele, para logo a segui discordar (aí já devia ser o deputado a falar...).

Eu explico. Concordei com o poeta, quando disse que era contra o envio de militares portugueses para o Afeganistão. Discordei, quando o deputado Alegre resolveu dizer que esses militares deviam antes ir para a Guiné.

Desenvolvendo, sou contra a ida de tropas portuguesas para o Afeganistão, ponto! Quanto à Guiné, embora pense que, infelizmente, se está a transformar num Estado falhado e que se os guineenses não fizerem alguma coisa rapidamente, alguém terá que fazer, isso só terá sentido se for feito com um amplo consenso na ONU, realizado por forças de paz internacionais com uma forte participação de militares africanos, operação apoiada numa fortíssima campanha de desenvolvimento e luta contra a miséria... e mesmo assim, apenas se o povo guineense o solicitar, por considerar ter esgotado os meios ao seu alcance, para se livrar da corja de bandidos que, aparentemente, tomou conta do país. Resumindo, Portugal assim, sem mais, enviar tropas para a Guiné, seria um verdadeiro desastre militar e diplomático. De qualquer modo, francamente, parece-me bem que nem seria exactamente essa a intenção do Alegre.

Por estranho que pareça, este post não é nem sobre Manuel Alegre, nem sobre a situação dramática da Guiné. O que me prendeu a atenção foi um “pormaior” da reacção do General Loureiro dos Santos (o nosso General que mais adora “dizer coisas”) às declarações do deputado.

Em relação à ida para a Guiné, disse o óbvio: é um disparate! Em relação ao Afeganistão, já não é! Mais, "devemos ir sim senhor!" Aqui é que eu abri a boca de espanto, com a grande justificação que Loureiro dos Santos dá para a nossa ida para aquele país, engrossar os contingentes militares de Barack Obama e seus lacaios. Ajudar a isto? Impedir aquilo? Defender a fé e a cristandade contra os mouros? Não! Devemos ir porque “isso dá-nos um trunfo importante junto da Aliança Atlântica que nos pode servir em situações em que precisemos do apoio dos Aliados.”

Pergunto: em que altura da sua vida é que um homem, mesmo tendo a excelente desculpa de ser General, se torna assim... cínico? Em que altura é que os valores, se os houve, se transformaram em simples cálculos de interesses?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma pergunta simples



Neste ano de eleições e quando a primeira das três já está na estrada, estes serão alguns dos governantes que, devidamente acolitados por altos funcionários do Estado e autarcas da sua cor, veremos percorrer o país de lés a lés, desdobrando-se em iniciativas, inaugurações, anúncios de obras futuras, toneladas de promessas eleitorais (que mais uma vez ficarão por cumprir) e compra de votos devidamente apoiada na distribuição descarada de cheques para todos os fins.

Tentarão, atirando dinheiro para cima de alguns problemas e à custa de muita propaganda, foguetório e a sua especialidade, a mentira, retocar a fotografia da incompetência indigente que é a marca da sua governação.

Farão tudo o que estiver ao seu alcance para, atacando cegamente à esquerda e à direita, esconder a sua marca “ideológica”, que é a da traição. Traição até daquilo que dizem ser os seus próprios princípios, que só por falta de vergonha continuam a apregoar.

Com todas estas tarefas pela frente e tão pouco tempo para as realizar, a questão já não é saber se “eles” trabalham muito. Isso vai ser notório.

No entanto, seria bom que ficasse bem clara na cabeça do maior número possível de eleitores, esta coisa simples: Para quem trabalha esta gente?

domingo, 12 de abril de 2009

Finalmente, uma coisa importante!



Confirma-se! Está em todos os telejornais nacionais e internacionais.

Este português felpudo e amante de água, ficou mesmo com o que seria o emprego de sonho de Durão Barroso. O "nosso" José Manuel terá que se contentar com a Comissão Europeia e a possibilidade de ir lambendo este e aquele...

Coelhinhos da Páscoa



Bom domingo!

sábado, 11 de abril de 2009

Vá lá! Ide trabalhar... mas com juízo... e escondei as vergonhas z z z!


"Funcionárias da Loja do Cidadão de Faro, durante uma aprazível pausa no trabalho"

Depois de muitos meses em que todos os dias se formaram grandes filas de utentes à porta da Loja do Cidadão de Faro, não porque tivessem que ir lá tratar fosse do que fosse, mas sim para apreciar os decotes, altura das saias, qualidade da fazenda das calças, tipo de calçado e sobretudo, a cor da lingerie (não percebo como é que as funcionárias revelavam as cores da lingerie!), quem de direito, resolveu dar-se ao trabalho de colocar em pratos limpos todo o novo “código de vestuário” do serviço.

Excelente espelho dos nossos dias e marca indelével desta governação: o primado arrogante da imagem sobre o conteúdo.

Se o ridículo matasse, onde é que iriam agora os farenses tratar dos seus documentos e afins? Haja paciência!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Antoni Gaudí, Siza Vieira e José Fanha... a cantar!


Antoni Gaudí - Casa Batló - Barcelona

Ou seja, uma forma de sair da estrumeira de alguns dos posts anteriores, limpar os pés e passar ao jardim, pela mão destas três figuras. O génio da arquitectura, o catalão Antoni Gaudí, que inspirou toda esta estória, o grande Siza Vieira, arquitecto muito diferente daquele, na sua própria genialidade, que se serviu do Gaudí para produzir uma grande frase e o nosso companheiro de poesia e cantigas, José Fanha, que leu e publicou essa frase antes de mim e a quem surripiei tudo menos a fotografia e esta apresentação.

"Visitei quase todas as obras (de Gaudí) em Barcelona e apercebi-me de que aquilo que para mim era escultura era feito com portas, punhos de porta, rodapés... Aquilo tinha tudo o que tinha a minha casa. Simplesmente era a cantar."

(Álvaro Siza Vieira, O Público, 05.04.09)


Felizmente, existe gente assim!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O zé faz (novamente) falta!



Hoje, o Zé, mais uma vez, voltou a fazer falta. Numa altura como esta, em que seria de toda a justiça que visse um cartão... é que não se avista um árbitro em lado nenhum.

Ignorância "ilustrada"



Por muito que gostasse de ficar com os louros da piada, a placa a dizer "aprender compensa", não é fotomontagem.

Como todos já certamente reparámos, José Sócrates está constantemente a dizer que não aceita lições disto ou daquilo e desta ou daquela pessoa. Um pouco por toda a parte, mas com uma forte preferência pelos debates no Parlamento.

Senhor Primeiro Ministro, pode parar! Já todos percebemos!

A sua, chamemos-lhe assim, carreira académica e a competência até hoje demonstrada nas (poucas) obras que tem realizado, já se encarregaram de deixar essa sua característica muitíssimo bem clara.

Sílvio Berlusconi – Cuidado! Não pisar...




Este triste arremedo de ser humano que é Sílvio Berlusconi, tem repetidamente envergonhado a Itália com as suas gaffes protocolares, com as suas tiradas, fruto de um “sentido de humor” grunho, como o célebre “bronzeado” de Obama ou a recomendação a Zapatero para ter muito cuidado, pois um governo com tantas mulheres é incontrolável. Num âmbito mais nacional, recentemente, foi a célebre descoberta de que é praticamente impossível controlar os violadores italianos, muito por culpa da grande beleza da mulher italiana... frases que vão irritando muito uns aqui, provocando uns sorrisos amarelos ali... mas francamente, sobre esta última “criação” produzida pelo seu minúsculo cérebro e dedicada aos sobreviventes do terramoto, nem sei bem o que dizer.


Começo a estar convencido de que Berlusconi tenta copiar Mussolini, até na pose ridícula e trapalhona, achando que fazendo-se passar em público por palhaço, ajudará o povo a engolir mais facilmente as suas receitas fascistas para governar a Itália. Desgraçadamente, parece estar a resultar!...

Não poderia haver uma réplica extra do sismo, algo assim na casa do grau 7 da escala de Richter... mas agora apenas na casa dele e com ele lá dentro?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Adriano - festa de aniversário




Amanhã, dia 9 de Abril, o Adriano faz anos. Nasceu no dia 9 de Abril de 1942.

Aqueles, felizmente ainda bastantes, que não se esquecem dele, vão fazer-lhe uma festa bonita e (como se pode ver) com convidados musicais de luxo.

Nunca me esquecerei daquela que foi, parece-me, uma das primeiras homenagens ao Adriano feitas na sua Avintes, em que tive a honra de participar, assim como aquela "coisa" bonita que fizemos, há pouco tempo, na Voz do Operário, em Lisboa.

Ponho aqui o “anúncio” apenas na véspera, para não "martirizar" aqueles que, como eu, apenas por estarem longe, ou por estarem a trabalhar, não vão poder dar um salto até Avintes. Os outros, que vivem por aí mais a Norte, no campo gravitacional do Grande Porto, deixem-se de preguiças!

Bom passeio até Avintes!

Como aperitivo, "As balas", do Manuel da Fonseca e do Adriano.


Voltando aos medicamentos genéricos



Antes do mais, começar por explicar a fotomontagem de hoje. A senhora, primeira a contar da esquerda, é a Dra. Ana Jorge, ministra das doenças, aqui apanhada num intervalo das filmagens do Harry Potter. O segundo é o Dr. Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos e que serve basicamente para nos mostrar que a nossa geração não foi particularmente feliz com o “Pedro Nunes” a que teve direito, por comparação com o pessoal que viveu em meados do Século XVI. O terceiro, não sei quem é. O quarto é o Dr. João Cordeiro, presidente da Associação Nacional das Farmácias.

Agora voltando para trás. O Dr. João Cordeiro preside ao negócio das farmácias, negócio esse, não poucas vezes, de contornos algo “mafiosos”, eternamente nas mãos de famílias que passam os títulos de farmacêuticos de pais para filhos, de geração em geração. Trata-se de um negócio em que é virtualmente impossível entrar, se não se pertencer a uma das “famílias” que já estão no ramo e que quando, por algum acidente de percurso, muda de mãos, por mais aparentemente insignificante que a farmácia em causa pareça, o trespasse atinge valores absolutamente milionários. Por uma qualquer tentação populista, somada ao interesse que a sua associação e (ao que parece) ele próprio têm na distribuição e fabrico de medicamentos genéricos, resolveu iniciar uma cruzada contra as receitas “blindadas” em que os médicos não permitem a troca de medicamentos de marca, por genéricos, informando que as farmácias passarão a fazer a troca, mesmo contra a vontade dos médicos. Joga com a miséria das pensões de reforma de milhares de doentes, que assim veriam bastante reduzidas as suas despesas mensais. Joga ainda com o facto de o Estado poder poupar ainda muito mais dos que os doentes, nas comparticipações.

O terceiro, continuo a não saber quem é, nem o que está a fazer aqui.

O segundo, ataca as farmácias e nem quer ouvir falar na possível deterioração da bela relação que existe entre uma boa parte dos médicos, os medicamentos de marca, as férias e congressos em ilhas exóticas... com tudo pago pelos laboratórios farmacêuticos.

A primeira, a ministra, quanto mais não seja para nos mostrar o real poder que tem a indústria farmacêutica e quem é que manda, realmente, no negócio da saúde, veio imediatamente pôr-se ao lado da Ordem dos Médicos, ameaçando não pagar as comparticipações do Estado às farmácias, mesmo sabendo que o Estado pouparia milhões de Euros que poderia investir em melhores serviços de saúde e, sobretudo, que a troca dos caros medicamentos por genéricos a metade do preço, se devidamente acompanhada, não implica nenhuma espécie de risco para os doentes.

No meio disto tudo, o terceiro, que não sei para que serve, mas alguma coisa deve fazer, já que os outros lhe chamam “chefe”... não diz nada.

Entretanto, os muitos milhares de doentes, na esmagadora maioria idosos pensionistas com doenças crónicas e portanto, dependentes das medicações, já poucos ou nenhuns impostos pagam, já poucos votos rendem, já pouca voz têm para gritar a sua indignação. Para o poder, aqui representado por estes trastes, é como se já tivessem morrido.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Paulo Pedroso começa mal!





Acho que nunca aqui me ouviram falar de Paulo Pedroso. Nem dos seus vícios privados, que não me interessam, nem das suas públicas virtudes, que ao que parece, não existem.

Depois de sacar algum ao Estado, por conta de uns erros técnicos na condução do "Processo Casa Pia", depois de derrotado na sua intenção de sacar ainda mais algum, desta vez às vítimas de comprovadas violações, dado o facto de o tribunal achar que as vítimas (os alegados difamadores) falaram verdade, Paulo Pedroso, pelos vistos, pretende continuar a “facturar” em cima do mesmo caso.

Usando de um seu direito, resolveu candidatar-se à presidência da Câmara de Almada. Para além da especialidade do Partido Socialista, sempre que se confronta com a CDU, que é fazer um tipo de campanha que nem tem classificação, dado o tipo de ataques e os protagonistas que vão desenterrar para os fazer, Paulo Pedroso resolveu, à cautela, não vão os adversários políticos ter pudor de o envolver no escândalo da Casa Pia, avançar ele próprio com o dito escândalo para cima da mesa, vitimizando-se antes de ser atacado, vociferando contra hipotéticas e futuras difamações por parte dos adversários.

Assim, de facto, não é necessário ir remexer no nojento lamaçal do "Processo Casa Pia". A realidade encarrega-se de nos mostrar que afinal, pelo menos em termos políticos, o candidato Paulo Pedroso é um porco!

Vital Moreira – Vendedor de nós



Este senhor, na fotografia mais acima, trabalha para o PS. Não que seja funcionário da empresa, mas de há uns anos a esta parte, tem uma espécie de avença para ir fazendo uns “trabalhinhos” quando é preciso.

Subitamente, saiu do seu conimbricense sossego e inundou as rotundas, cruzamentos e esquinas, com uma campanha publicitária bastante agressiva, com a qual, ao que parece, pretende vender-nos “nós europeus”.

Não sei se o produto justifica tal alarido e despesa. Sem querer desfazer na qualidade dos “nós europeus”, acho que qualquer escuteiro, mesmo iniciado, nos poderia fornecer centenas de nós, de todos os feitios, para todos os fins... e de borla.

Para além disso, teremos sempre que considerar os nossos tão tradicionais nós, tipicamente portugueses, como o “nó górdio”, o “nó cego” e o mais popular de todos, o “nó de forca”, que é de longe o de mais fácil utilização. O eleitor sobe para uma cadeira, ajusta o nó à volta do pescoço, estica bem a corda previamente presa a uma trave bem alta... e salta da cadeira. Nunca falha!

Ou então, vai votar neste PS, actualmente representado pelo senhor José Sócrates e o doutor Vital, que a bem dizer, o resultado é o mesmo.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Isso que aí está



(Por baixo de uma fotografia de Hitler)

Isso que aí está, esteve quase a governar o mundo.

Mas os povos dominaram-no.

No entanto, desejaria não ouvir o vosso triunfante canto:

o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo.

(Brecht)

Israel - Andar para trás



Infelizmente, tanto para os palestinianos como para os próprios israelitas, sejam eles judeus ou árabes, ainda veremos correr muito sangue das mãos deste novo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, que dá pelo nome de Avigdor Lieberman, vindo da extrema direita mais abjectamente racista que o fanatismo sionista pode produzir.

A entrada em cena, com as botas cardadas e muito estrondo, recusando até os frágeis projectos de acordo que estavam na mesa, para a criação de um Estado Palestiniano e o igualmente velho problema dos Montes Golan, não augura nada de bom para o futuro da região.

A menos que, entretanto, seja condenado e preso por corrupção, de que é suspeito, o que ao que parece, está a tornar-se uma espécie de padrão, uma maneira de estar na vida, para muitos dos governantes israelitas que o antecedem, como Ehud Olmert, que deixa agora o cargo de primeiro ministro, Ariel Sharon, que estava lá antes, etc, etc, numa longa linha de “alegados” corruptos que acumulam essa tendência com o facto de serem convictos criminosos de guerra, longa linha essa, que leva até à fundação do actual Estado de Israel e ao bombista e assassino Menachem Begin.

Israel, infelizmente, a fazer a História andar para trás!

domingo, 5 de abril de 2009

Rondo "Alla Doida"



O contacto muito prolongado com a música, mesmo que nos primeiros tempos seja feito da forma calma e recatada que é descrita na “pinturazeca” acima, "A lição de música", de um tal Jan Vermeer, que tinha a mania de pintar com luz, por vezes simples brincos de pérola nas orelhas das raparigas... mas dizia eu que este contacto pode sempre vir a descambar para manifestações mais ou menos dementes, mesmo quando os executantes conseguem manter um ar de pessoas normais.

É um perigo... e como quase tudo o que dá muito prazer, atendendo a que não engorda é certamente pecado.

Bom domingo!


“Rondo Alla Turca” - Mozart
(W. Amadeus Mozart - Sonata Nº41 em La maior KV 331)

sábado, 4 de abril de 2009

Rais parta o aviário!



Parece uma maldição! Ele é o constante ruído feito por Marinho Pinto; ele é o Pinto da Costa sempre igual a si mesmo, a sair dia sim dia não dos tribunais, ilibado de tudo (até de coisas de que não tenha sido acusado, não vá o diabo tecê-las!); pestaneja-se e lá saiu mais um livro da Margarida Rebelo Pinto, enriquecendo a chamada literatura desnatada, ou light, ou lá como se chama aquilo; abre-se um jornal e lá está mais uma espécie de declaração do PGR Pinto Monteiro; liga-se a televisão e é a arrogância aldrabona do Sr. Sócrates Pinto de Sousa a escorrer por todos os noticiários...

Não haverá uma alma caridosa que avarie a porcaria da chocadeira?! Ou pelo menos, que lhe corte a corrente eléctrica...

Tejo que levas as águas... *




Assistir a um telejornal, quando a redacção, mesmo sem entrar em grandes pormenores, resolve dar uma volta por alguns dos nossos “casos” da actualidade, é uma provação que não desejo a ninguém que tenha acabado de comer. Só muito a custo se consegue segurar uma refeição no estômago, assistindo ao desfile de, por exemplo:

Mesquita Machado, presidente da autarquia de Braga, que exibe uma fortuna que de maneira alguma poderia ter justificação na sua actividade enquanto presidente da Câmara, fortuna essa que já “sobra” para vários membros da família mais chegada, todos eles com ainda menos explicações possíveis para o património que são “obrigados” a pretender que ganharam, de alguma maneira, trabalhando.

Saber que ao fim de oito anos de investigações, a polícia desiste de tentar saber de onde lhe vem a fortuna. Por falta de provas. Por falta de meios. Por exaustão... pelo menos se pensarmos nos anos em que a tal “investigação” esteve parada, possivelmente para descansar de tão grande actividade.

Mais uma absolvição de não sei o quê que terá feito Pinto da Costa, não porque não o tenha feito, mas porque não foi possível provar, porque as provas que havia não estavam dentro das normas “não sei das quantas” e não puderam ser aceites, há gravações onde se diz tudo tim tim por tim tim, mas as gravações não podem ser aceites porque “tal e coisa”... com os eternos basbaques na rua a gritar “Vitória! Vitória!”, sem saberem o que estão a vitoriar...

Um primeiro ministro que, sabe-se agora, reuniu com o ladrão compulsivo (Oliveira e Costa) na época em que este já tinha tomado de assalto o BPN, opinando, ou intermediando uma venda do grupo económico (SLN) proprietário do Banco Português de Negócios, ao Grupo Carlyle, do nosso conhecido amigo de Soares, o crápula ex dirigente da CIA, Frank Carlucci, o qual há pouco tempo também havia comprado nada mais nada menos do que o Freeport, peça central da “campanha negra” que envolve exactamente o mesmo primeiro ministro...

Até que chegamos ao “maluco da aldeia” essa figura mítica que se pode encontrar por todo o país e obviamente, também em Oeiras, “aldeia” onde dá pelo nome de Isaltino de Morais.

O carácter verdadeiramente alucinado das “justificações” que o homem dá para cada uma das coisas de que está acusado, faria chorar as pedras da calçada, se estas fossem dadas a chorar a rir. Não vale a pena enumerar as “pérolas” que vão desde o “Quem é que não assina sem ver?”, até ao “Toda a gente fazia o mesmo!...”

A minha preferida, hoje, foi a que resultou do depoimento da sua antiga secretária, sobre quem ele teria feito alguns inglórios “avanços”. Para explicar as grandes somas de dinheiro vindo “não sabia de onde”, que passaria pela sua conta bancária, a senhora acabou por confidenciar que Isaltino lhe entregou o dinheiro porque estava a meio de um processo de divórcio e não queria que “a outra parte” soubesse que ele possuía tanto dinheiro, declaração logo a seguir “validada” pelo autarca, quando disse que ela falara verdade no tribunal.

Ou seja: para tentar explicar os depósitos numa conta bancária da secretária, ele prefere assumir publicamente que no processo de divórcio ter-se-á comportado como um verdadeiro canalha. E acha normal... E ninguém, na verdade, fez muito caso do “pormenor”.

E os basbaques que no Porto vitoriavam Pinto da Costa, nem precisam de se deslocar a Oeiras para reeleger Isaltino como próximo presidente da Câmara, porque em Oeiras, como um pouco por toda a parte, existem basbaques iguais e em número mais do que suficiente!

Resumindo, assim não há jantar que caia bem!



sexta-feira, 3 de abril de 2009

RTP Memória (2)


G20 - voando baixo



Chega ao fim a cimeira do G20. É altura de se inundarem as páginas dos jornais e os “tempos de antena” televisiva dos governos com declarações cheias de “pensamento esperançoso”.

Para a economia mundial sacudir a poeira e ganhar altura, precisaria de um forte, criativo e corajoso “golpe de asa”.

Infelizmente, temo que muitas décadas de capitalismo, rematadas pelos últimos anos, nos quais assistimos ao degradante espectáculo desse mesmo capitalismo, mas na sua forma mais demente e criminosa, tenham deixado a “asa” num péssimo estado.


Adenda: O primeiro comentário, da Maria/O Cheiro da Ilha, já deu o tom da canção que eu queria ouvir. Uma canção que fale das asas que se reconstroem, renascem e batem de novo, voando alto, rumo a um mundo diferente...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

RTP Memória



Como o prometido é devido, aqui fica a informação sobre o horário da "estimada" entrevista deste vosso amigo, que passará na RTP Memória, composta de umas canções mais ou menos antigas e declarações (espero...) actuais.

Segundo informação da Produção do programa, será assim:

"Há conversa"
Emissão: 3 de Abril (6ª feira às 19h00)
Repetição: 4 ou 6 de Abril (às 09h00 e às 14h00)

Resulta melhor se for visionado em aparelhos de televisão "da época" (como o da imagem), mas vocês farão o favor de ver como puderem... e depois digam qualquer coisa. Opiniões são sempre bem vindas!

Nada podeis contra o amor. Contra a cor da folhagem...



Frente a frente

Nada podeis contra o amor.
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco.

Eugénio de Andrade


Lido e descaradamente surripiado no "Cravo de Abril".