sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pela cultura, liberdade, transformação e emancipação





Quando há umas boas semanas a CDU fez a divulgação pública de um documento contendo as suas ideias e propostas para mudar a triste e medíocre realidade da “política cultural” que temos sofrido, realidade em que o miserável orçamento dos sucessivos ministérios da cultura é apenas umas das faces do desprezo e abandono a que a generalidade dos criadores, intérpretes, produtores, difusores e demais trabalhadores da cultura têm sido condenados, talvez em “estado de choque” pelo facto de os comunistas terem sido os únicos a tomar uma tal iniciativa, a dita divulgação pública contou com a presença de um jornalista.

Habituados já a este “profundo interesse” pela cultura, potenciado pela “grande curiosidade” que os órgãos de comunicação e muitos dos seus jornalistas ostentam por tudo o que venha desta área política... nem ficámos admirados. Aproveitámos, isso sim, para lançar a ideia de um grande abaixo assinado em que estivessem condensadas as traves mestras desse documento ali apresentado.

Fazer crescer até ao nível de uma onda o número de assinaturas desse abaixo assinado, será uma espécie de “estalada sem mão” na apatia e desinteresse, não só do poder, como dos jornais, revistas e televisões que tão obedientemente o servem.

Para assinar online... é aqui!

Se estiverem de acordo (obviamente), não deixem de o fazer!

34 comentários:

Julieta Ferreira disse...

Porque é que a CDU não tem na sua página um link para esta petição?

alex campos disse...

Obviamente já assinei.

um abraço

salvo disse...

É obra, desta vez já lá foi um jornalista. Progresso! Será que foi repreendido ou era freelancer?

Abraço.

Maria disse...

Estava presente apenas um jornalista, mas havia muita gente interessada na sala...
Já assinei!

Abreijos

Fir disse...

É bom ver que ainda há quem fale em Cultura em tempo de campanhas eleitorais e numa política conjunta de vários ministérios para a trabalhar. E ainda na Educação Artística, que tão tem sido tão desprezada (especialmente a generalista, que ajuda as pessoas a sentir e a pensar e isso é um perigo). Já assinei. Boa sorte.

Talina disse...

Amigo samuel.

Já assinei.

Abraço

Talina

João de Sousa Teixeira disse...

Bom dia

Também já assinei!

Abraço

joaquim d'Odemira disse...

Já há mais de 352 assinaturas. 1 é a minha com todo o prazer e com aquela vontade (também utópica ?) de tornar a cultura um bem de todos e para todos.É para isso também que cá estamos; e que também cá estiveram homens e mulheres de outras gerações de portugueses que quiseram como Nós uma sociedade de cultura.

Hilário disse...

Olá Samuel,
já assinei!

Um Abraço

Domingos Lopes disse...

1
Camaradas:
Ao cabo de quarenta anos de militância no partido, chegou a hora de dizer, neste momento, adeus.
É difícil imaginar-me a escrever-vos por este motivo tão seguro estava da minha filiação e de, tantas vezes, ter pedido a outros que adiassem a decisão de saída para momento posterior.
Eu próprio deitei mão de todos os pretextos para um adiamento na vã expectativa que algo acontecesse e as coisas não tivessem de ser resolvidas deste modo.
Começo por relatar um facto que nunca pensei que pudesse vir a acontecer no PCP e que revela o modo como a direcção encara e lida com os seus militantes.
Há oito anos propuseram-me ser cabeça de lista à Assembleia Municipal do Alandroal, tendo sido eleito e cumprido sem que tenha havido o menor sinal de desentendimento entre todos os eleitos da CDU e entre estes e a direcção do partido.
Até hoje, tendo em vista as novas eleições, ninguém me contactou, mas fizeram constar que eu tinha recusado o cargo e por isso foram obrigados a candidatar outro.
O mais triste é que esta direcção já não é sequer capaz de assumir a divergência e muito menos a exclusão. Será, porventura, por não ser capaz de reunir argumentos crediveis para a tomada da decisão diante dos próprios militantes e da população do concelho?
O que se passou? O que se está a passar?
A lenta mas inexorável transformação de um grande partido nacional num partido de fé.
Participei no processo que levou o partido de três a quatro mil militantes a um partido que chegou a ter duzentos mil.
Os militantes eram um verdadeiro elo de ligação do partido aos centros mais
dinâmicos e decisivos da sociedade.
2
Essas gerações de jovens, mulheres e homens estavam profundamente ligadas aos trabalhadores e outras camadas sociais, designadamente, à juventude e à intelectualidade.
Enquanto funcionou esta ligação dos militantes à direcção, levando-lhe a realidade da vida e os seus contextos, trazendo da dialéctica da discussão o melhor rumo para a acção, as coisas estiveram bem, apesar das múltiplas contrariedades.
Quando o avanço da direita limitou o espaço do partido e os militantes se confrontaram mais intensamente com a vida interna, surgiram diversos casos, cuja resolução , à distância do tempo, permite vislumbrar um processo em que em vez de se tentar estancar o afastamento de militantes, antes se facilitou com os conhecidos clichés empregados em relação aos menos “seguros”.
Ficou claro que o centralismo democrático tal como o entende a direcção do Partido éum modo mais ou menos expedito de controle da linha política por si definida e da promoção dos quadros que com ela se identifiquem.
Só assim se entende a obstinação da direcção em promover como “estilo” do PCP ovoto de braço no ar para as eleições de cargos directivos. Creio não haver no mundo inteiro outro partido com semelhante prática. É secreto exactamente para permitir ao votante a liberdade máxima de escolha.
Só assim se entende o estilo da liberdade total para os militantes se pronunciarem, mas com a certeza de que no final da reunião o camarada responsável irá concluir de acordo com as directivas traçadas pela direcção...independentemente do que disseramos militantes. As reuniões, em geral, servem para confirmar as directivas da direcção.
Entretanto os sinais de esperança, que a eleição do camarada Carlos Carvalhas suscitou e a aprovação pelo Comité Central do Novo Impulso, rapidamente foram suplantados por outros de retrocesso.
Contrariando a orientação que impunha aos dirigentes do partido a restrição de não falar para a imprensa sem consulta prévia à direcção e fora da sua orientação, A.Cunhal deu conta a jornais estrangeiros, nomeadamente ao El Mundo de Espanha que havia um sector liquidacionista na direcção do PCP.
São instaurados processos disciplinares com vista a sancionar destacados militantes dirigentes do partido como Carlos Brito, Edgar Correia, Carlos Luís Figueira. Estes factos abalaram profundamente o partido.

Domingos Lopes disse...

3
Os primeiros casos foram mais mediáticos, mas desta vez o processo atingiu o próprio aparelho central e regional do partido.
Este processo de “purificação” tem levado à saída de centenas de quadros do partido.
No plano internacional, como é bem sabido, a direcção do PCP sempre apresentou a URSS e os países socialistas em geral como exemplo. Persistiu até ao fim nesse enfoque da exemplaridade dos países socialistas.
Porém, a derrocada daquele projecto agudizou os conflitos internos. Mas dentro do partido, a resposta num primeiro momento foi corajosa, só que, na prática, significou uma tentativa de manter as fraternais relações com o PCUS e de amortecer ainsatisfação gerada com os acontecimentos e a respectiva falta de explicação.
O último Congresso do partido passou uma esponja pelo congresso extraordinário de Loures, o que confirma o que acabámos de escrever.
O PCP continua a ser o único partido no mundo que mantém o apoio à invasão da Checoslováquia, em 1969, pelas tropas do Pacto de Varsóvia, ao golpe militar da Polónia que levou Jaruzelsky ao poder, à invasão do Afeganistão pelas tropas da URSS.
Como se pode continuar a defender que as tropas do Pacto de Varsóvia invadiram, há quarenta anos, a Checoslováquia para defender o socialismo contra os trabalhadores e a população de Praga? Com que autoridade politica e ética pode a direcção do PCP continuar a defender essa invasão, quando todos os partidos dos países daquele Pacto já condenaram a sua própria conduta, incluindo o então Partido Comunista da Checoslováquia?
Quando os trabalhadores e o povo não defendem o socialismo do ataque dos seus inimigos, algo vai muito mal e a História demonstrou que por mais bem-intencionados que tenham sido as invasões (se é que foram), acabaram por não resultar.
A direcção do PCP considera, de acordo com o seu último congresso, que países como Coreia do Norte e China se orientam para o socialismo quando o primeiro não passa de uma ditadura familiar brutal que abusivamente se apoderou do simbolismo do socialismo para o ridicularizar e em vez de garantir a alimentação da população, gasta os seus recursos na loucura da corrida ao armamento atómico ; o segundo emerge como uma ditadura do aparelho do partido e do aparelho militar com vista à implantação do capitalismo com o mínimo de sobressaltos sociais.

Domingos Lopes disse...

4
No plano europeu quais são as propostas que vão no sentido de contribuir para a unidade de todas as forças europeias que se opõem a esta orientação neo-liberal e belicista da União Europeia? Apenas a recitação de que os destinos de Portugal se decidem em Portugal ...Este solipsismo não é criador de nada. Apenas de vazio .
A direcção do Partido escudou-se numa espécie de cartilha verbalista pseudorevolucionária cujo objectivo principal é manter o seu poder no partido mesmo à contado afastamento de milhares de militantes e dirigentes.
A direcção do PCP deixou de se preocupar com a orientação ideológica dos seus militantes, substituindo-a pela fidelidade a um receituário de slogans verbalistas,totalmente desligados da vida.
A direcção do partido abandonou o projecto sindical unitário que corajosamente defendeu durante dezenas de anos e que levou , não obstante a criação da UGT pelo PS, PSD , CDS e Companhia,à criação da grande central sindical que é, mesmo no contexto mundial, a CGTP.
Essa orientação sectária explica o apoio a listas sindicais do partido para tentar em vão derrotar direcções unitárias, com militantes do partido na direcção.
O controleirismo, paradoxalmente, atingiu niveis que nunca se tinham verificado antes do 25 de Abril de 74. Os militantes do partido tinham autonomia dado que não era possível telefonar para a sede a saber o que podiam fazer. Tinham uma orientação geral e aplicavam-na, ajustando-a à realidade.
Essa autonomia que o Novo Impulso pretendeu restituir aos militantes ficou pelo caminho, tal foi a resistência do aparelho do partido. Se os militanes militassem e não cumprissem apenas tarefas o partido bem podia dispensar umas boas dezenas defuncionários.
A direcção do PCP abandonou toda uma incomparável história de luta pela unidade democrática, em torno da revolução democrática nacional e pela consolidação darevolução de Abril.
A direcção do partido usa hoje as organizações sociais, ao contrário do que era a sua tradição política, para lá colocar os seus homens e mulheres que lhe garantam que essas organizações só farão o que o partido achar que devem fazer, liquidando deste modo a sua matriz plural, dinamizadora de um forte movimento popular de massas.

Domingos Lopes disse...

4
No plano europeu quais são as propostas que vão no sentido de contribuir para a unidade de todas as forças europeias que se opõem a esta orientação neo-liberal e belicista da União Europeia? Apenas a recitação de que os destinos de Portugal se decidem em Portugal ...Este solipsismo não é criador de nada. Apenas de vazio .
A direcção do Partido escudou-se numa espécie de cartilha verbalista pseudorevolucionária cujo objectivo principal é manter o seu poder no partido mesmo à contado afastamento de milhares de militantes e dirigentes.
A direcção do PCP deixou de se preocupar com a orientação ideológica dos seus militantes, substituindo-a pela fidelidade a um receituário de slogans verbalistas,totalmente desligados da vida.
A direcção do partido abandonou o projecto sindical unitário que corajosamente defendeu durante dezenas de anos e que levou , não obstante a criação da UGT pelo PS, PSD , CDS e Companhia,à criação da grande central sindical que é, mesmo no contexto mundial, a CGTP.
Essa orientação sectária explica o apoio a listas sindicais do partido para tentar em vão derrotar direcções unitárias, com militantes do partido na direcção.
O controleirismo, paradoxalmente, atingiu niveis que nunca se tinham verificado antes do 25 de Abril de 74. Os militantes do partido tinham autonomia dado que não era possível telefonar para a sede a saber o que podiam fazer. Tinham uma orientação geral e aplicavam-na, ajustando-a à realidade.
Essa autonomia que o Novo Impulso pretendeu restituir aos militantes ficou pelo caminho, tal foi a resistência do aparelho do partido. Se os militanes militassem e não cumprissem apenas tarefas o partido bem podia dispensar umas boas dezenas defuncionários.
A direcção do PCP abandonou toda uma incomparável história de luta pela unidade democrática, em torno da revolução democrática nacional e pela consolidação darevolução de Abril.
A direcção do partido usa hoje as organizações sociais, ao contrário do que era a sua tradição política, para lá colocar os seus homens e mulheres que lhe garantam que essas organizações só farão o que o partido achar que devem fazer, liquidando deste modo a sua matriz plural, dinamizadora de um forte movimento popular de massas.

Domingos Lopes disse...

5
Hoje, a direcção não tem qualquer proposta a fazer às outras formações e forçaspolíticas de esquerda para derrotar a política neo-liberal conduzida pelo PS.
Nem sequer já é capaz de o fazer para as eleições autárquicas de Lisboa, como já fez no passado.
Quais são as propostas do PCP para fazer sair o país da crise?
Está o PCP em condições de sozinho fazer sair o país da crise? Se sim, como vai chegar ao poder?
Se não está em condições de o fazer sozinho com quem vai fazê-lo? Qual é a proposta para desvendar os caminhos para sair da crise?
Basta atentar na Resolução Politica do último Congresso para se ficar a perceber que o programa do PCP é o reforço do PCP. Mas esse reforço, que se compreende, a que se destina?
Uma política de esquerda passa seguramente por uma ruptura com a política do PS/Socrates. Mas PCP e BE não chegam para formar governo. É ou não preciso algo mais para essa ruptura? Dentro do PS e do seu eleitorado não é possível vislumbrar
actores sociais que possam vir dar corpo a uma maioria que rompa com este ciclo?
A propósito dos resultados eleitorais das últimas eleições para o Parlamento Europeu, que dizer da análise dss votações realizada pelo CC que considera que o facto mais relevante foi o crescimento do PCP … Que o PCP teve mais votos e percentagem é indesmentível, mas tal facto pode esconder que o BE passou o PCP e teve um crescimento enorme em votos, percentagem e deputados? Ainda bem que o PCP cresceu, mas só um sectarismo cego e surdo é que não vê o que todos vêem.
Camaradas:
Pensei, tal como outros camaradas, que um dia seria possível alterar estes aspectos negativos. Tal como pensam muitos camaradas que permanecerão no partido, animados por essa esperança...
É difícil ao fim de tantos anos de militância assumir a ruptura. O mais doloroso de tudo isto é que eu, apesar da idade, considero-me igual ao jovem recrutado pelo mês de Setembro, dos idos anos de 1969, após a extraordinária greve às aulas e exames na Universidade em Coimbra.
6
No meu ideário nada mudou, a não ser a necessidade de repensar as experiências históricas e continuar o combate pelo socialismo em que a liberdade, a democracia, e os direitos políticos, económicos, sociais, e culturais de todo o povo andam de braço dado, como componentes essenciais e inseparáveis.
O socialismo que concilie as liberdades e os direitos individuais, com a liberdade e os
direitos das grandes massas populares, numa economia onde os sectores chave estarão ao serviço da comunidade.
Nestas batalhas que teremos pela frente encontrar-nos-emos de certeza todas e todos os que estão convictos da derrota do capitalismo, da superioridade do socialismo
expurgado das perversões que conduziram ao seu fracasso.
A riqueza e a vida não cabem obrigatóriamente numa organização. Os caminhos para o socialismo serão cada vez mais variados. As fórmulas que já tinham morrido, morreram. Definitivamente. Caberá aos trabalhadores no seu conjunto e aos cidadãos encontrar os caminhos, ora estreitos, ora largos, que os hão-de libertar do capitalismo.
Tal desígnio não está atribuido deterministicamente a este ou àquele nucleo dirigente.
Só será possível ser alcançado, quando as grandes massas trabalhadoras se
empenharem. Saber perscrustar os contextos sociais e o tempo subjectivo, propor mudanças e transformações amplamente assumidas pela maioria do povo é essencial.
Novas batalhas surgirão. A História não acabou.
Lisboa, 07/09/09
Domingos Lopes

duarte disse...

camarada sou um dos muitos que entraram para a militancia a bem pouco tempo. conheci outro pc : o pcf... que hoje graças a cisões está reduzido áquilo que todos sabemos.
posso não concordar com uma ou outra tomada de atitude do meu partido, mas onde posso eu encontrar uma força socialista como a nossa?
De uma coisa tenho a certeza: ainda bem que não nos aliamos a pseudo-partidos que passaram este e outro mandato a criticar politicas de direita, e que , agora, até é bem capaz de vir a apoiar as mesmas.
COERÊNCIA.Eis o que defendo.
E por falar em crescimento, o que me diz da comunicação social?
Será que o camarada esqueçeu, de que sempre se esqueçeram de nós, de si?
e desta petição online, o que me diz?
eu já assinei, na mar sem sal.
quanto a militantes: tem havido razões de sobra para o crescimento do partido, apesar de sermos sempre relegados para segundo plano.
Não sou muito jovem, nem muito velho, mas o tempo que passei a observar de fora todos os partidos(incluindo um tal psr), trouxeram-me aqui.fruto do acaso? não. apenas a busca de um sonho por construir.Porque ainda penso com a minha cabeça, porque nunca me interessei em "tachos", porque sou muito pouco materialista, porque não vejo outro partido a gastar só o que tem, porque não vejo outro partido com a capacidade de criar uma festa como a nossa.
Quanto a sindicatos: tenho à minha volta gente que sabe muito bem o que é a UGT ou a CGTP. E gente que é apolítica entrou na luta, porque a luta era justificada. Ou na sua opinião não era.

O camarada saiu, não tive o prazer de conhecê-lo. espero que se mantenha fiel às suas convicções.
respeitosamente
um abraço do vale

duarte disse...

upss..."(...)ou na sua opinião, não era?(...)
eu, a corrigir.

Juvenal disse...

upss...

(boqiaberto!)

Quais são as propostas do PCP para fazer sair o país da crise?


Ouviu falar numa Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais dedicada ao tema «Outro Rumo, Nova Política ao serviço do Povo e do País»?

Leu por acaso a resolução política do XVIII Congresso?

E o Programa Eleitoral do PCP para as Eleições Legislativas de 2009?

Talvez não fosse má ideia dar uma voltinha nesses documentos

manuela galhofo disse...

eu fiquei como o Juvenal,BOQUIABERTA!
Mas o DL está a querer justificar-se a nós ou isto foi a cópia de qq coisa enviada a alguém não militante do Partido?é que quem ESTÁ no PCP, conhece bem os documentos e sabe como funciona o colectivo,conhece os casos que o DL referiu como exemplos de democracia,conhece o percurso do DL (seja por via directa ou indirecta). E o Jerónimo tem razão,DL: por ambição,já vimos cair folhas secas e algumas mais virão a caír,mas a vida é assim,quando se quer "renovar" todos nós temos o direito de propôr a "renovação" do "renovador".
Abraços

Justine disse...

'Tá feito!!

Luis Nogueira disse...

Meu caro Domingos:

A tua prosa (no caso de ser mesmotua, de não ter sido criação de qualquer espontâneo, de qualquer bigorrilha que a tenha deixado por aqui) é ainda mais inexplícita, mais desinteressante, menos clara, menos argumentada, do que a tua prosa romanesca de que tenho aqui minha beira um exemplar, "Trajectos", que me ofereceste em 1989 (Março).
E sempre te digo que é mais difícil suportar um mau arrazoado político (por oco, neste caso, terás tu dado conta que não passas de obviedades e de coisas vagas?...) do que um igualmente mau romance.
Olha, Domingos, tenho pena que tu tenhas saído do Partido há já anos e que tenhas aproveitado agora sujamente, nauseabundamente, este tempo e esta luta que travamos, para te apresentares como uma espécie de Cristo Flagelado. Que não és, meu felizardo, que não és...
Meu homem, isso não se faz em parte nenhuma, não se faz a ninguém, nem ao Partido que te acolheu, nem a uma roda de amigos que se juntam para merendar. É muito feio, é muito sujo, é de comadrona, é de Celestina.
E andaste tu a pedir asas ao Alegre para isto? E foste tu beber à cristalina fonte do BE para isto?
Ora porra, Domingos dedica-te à caça que em perdizes talvez consigas acertar.

Luis de Nogueira (de Gouveia)

Carlos Machado Acabado disse...

O ideal seria SEMPRE que se evitassem situações deste tipo de que se sai sempre, de um modo ou de outro, a perder.
O ideal seria ter-se mantido um debate (que até podia ter sido construtivo e positivo, de um ponto de vista não só pessoal como, sobretudo, colectivo e POLÍTICO) desde logo (fora dos blogues, claro!) mas, acima de tudo, DENTRO DO PARTIDO.
O que o D.L. aduz é de natureza essencialmente política (são-no, com toda a clareza, os argumentos que invoca para sair) e é, no plano político, que devem ser analisados e debatidos.
No plano político quer dizer: como questão política.
E isso passa, a meu ver, inevitavelmente por debatê-lo no espaço preciso onde o problema é (e permanece, em todos os casos) político e não pode ser objectiva e secundariamente usado como arma partidária.
Não política: partidária.
Eu acredito (em tese, acredito) que o D.L. esteja honestamente convencido relativamente à substância do que diz.
Acredito, por princípio, que QUALQUER comunista aja sempre (e, antes disso, se posicione ideológica e analiticamente) com genuína convicção relativamente às posições que assume.
Mas isso demonstra-se não em abstracto, não como declaração teórica de intenções, sobretudo depois de tomadas as decisões, mas na prática elegendo os modos certos, adequados, correctos, marxistas-leninistas de sustentar essas mesmas posições e esses não são seguramente o recurso à exposição pública, à exposição PELA exposição, às atitudes apenas estaticamente "confessionais" que nada têm, afinal de realmente político e de efectivamente dialéctico e marxista-leninista.
Desculpe lá, oh D.L. mas qual é, afinal, a sua intenção?
Não concorda com determinados aspectos de uma certa realidade; acha que nada pode fazer no sentido de adequar reciprocamente o seu próprio ponto de vista sobre a realidade e ESSA realidade em concreto; saíu; e agora?
Para que serve ISTO?
NESTE momento?
Era ISSO que eu gostava que explicasse a fim de poder continuar a respeitá-lo étrica, ideológica e, de um modo geral, politicamente.

amigona avó e a neta princesa disse...

Estou, também, um pouco atordoada mas acho que o respeito que devo ao Samuel não me deixa dizer o que me apetece...

amigona avó e a neta princesa disse...

Ah e já assinei a petição...

smvasconcelos disse...

Obrigada por o divulgares. Farei o mesmo.
beijos,

Maria disse...

Voltei aqui por um 'recado' que recebi.
Hoje não vai com água das pedras. É com cachaça pura, para derreter tudo...

Abreijos

manuela disse...

pois, com a tese do Domingos Lopes quase esqueciamos o essencial.
Como se vê pelas centenas de pessoas que assinaram já a petição,e nas quais me incluo,não temos comunicação social a levar-nos ao colo mas temos com certeza quem continue a lutar.
Saudações

Anónimo disse...

Quanto ao post do domingos lopes, ou de alguem por ele, seria imoportante que ele esclarecesse porque é que ele agora, precisamente agora, sai invocando, entre outros, factos verificados há 40 anos quando após eles teve altas responsabilidades no Partido inclusivé na área internacional. Seria, também, interessante que ele informasse das actividades fraccionárias que há muitos anos vem desenvolvendo, Seria, igualmente, muito interessante que ele desse a sua opinião sobre a questão de ele se guardar para este momento e a quem está a servir. Sim, ele está a servir alguém que eu não quero insinuar mas que a vida já vivida parece indicar o caminho. Aliás até dá curriculum a intelectuais ou pretensos. Contra oportunismos e quem renega o seu próprio passado, a luta continua.

Antuã disse...

Assinemos o abaixo-assinado e mandemos o D L para o caixote do lixo.

joaquim d'odemira disse...

A liberdade que qualquer pessoa tem para entrar no PCP é a mesma que tem para sair.O sr Domingos Lopes é igual a qualquer outra pessoa.Ou pensará o senhor que tinha mais direitos no PCP,que qualquer outro militante ? A sua saída não tornou o PCP mais pobre.Antes pelo contrário.Porque quase todos os conhecidos que saíram mostraram que não tinham qualidades para lá estar.Nos últimos tempos a sua participação na actividade do PCP era nula.Bem fez o pessoal do Alandroal colocar outro cabeça de lista para a Assembleia.A sua saída nesta época da vida política nacional tem uma conotação que os comunistas sabem bem qual é.Boa viagem e vá pela sombra.

Anónimo disse...

Cá por mim tiraram à sorte: quando e quem.

Está visto. DL estava calendarizado.

Valdemar Silva

samuel disse...

Per tutti:
Esta caixa de comentários "descontrolou-se" um pouco... sobretudo depois do comediante que assina domingos lopes ter posto aqui o texto que pôs.
Assim sendo, para os comentadores os saludos gerais do costume... e para o comediante, votos disto e daquilo.

Anónimo disse...

O Domingos Lopes levou tanto tempo a perceber o que qualquer analfabeto perceberia de olhos fechados? Xiça o homem é mesmo alarve e não tem emenda. Mas como alguém disse acima, entra no partido quem quiser. Sou do Barreiro. Antes do 25 de Abril havia cá muitos descontentes, por isso havia muitos informadores da PIDE. O pc tinha panfletos a dizer que as pessoas eram recuperáveis. Não dizia como. Aliás há uma festa do pc logo após o 25 de Abril onde mostra uma catrefada de GNRs na festa a fazerem o V de vitória. Estes que antes perseguiam todos perceberam ràpidamente como poderiam ser recuperados. Era inscrever-se no psrtido. E os tais informadores da PIDE que nunca apareceu nenhum? Ninguém foi preso, os ficheiros da DGS desapareceram. Porquê? Para esconder o quê? Leiam a história da revolução soviética e perceberão como estas coisas se fazem. Quem me diz que o Lopes não era um desses infiltrados?
Ah! Ah! Ah!

Anónimo disse...

O Domingos Lopes levou tanto tempo a perceber o que qualquer analfabeto perceberia de olhos fechados? Xiça o homem é mesmo alarve e não tem emenda. Mas como alguém disse acima, entra no partido quem quiser. Sou do Barreiro. Antes do 25 de Abril havia cá muitos descontentes, por isso havia muitos informadores da PIDE. O pc tinha panfletos a dizer que as pessoas eram recuperáveis. Não dizia como. Aliás há uma festa do pc logo após o 25 de Abril onde mostra uma catrefada de GNRs na festa a fazerem o V de vitória. Estes que antes perseguiam todos perceberam ràpidamente como poderiam ser recuperados. Era inscrever-se no psrtido. E os tais informadores da PIDE que nunca apareceu nenhum? Ninguém foi preso, os ficheiros da DGS desapareceram. Porquê? Para esconder o quê? Leiam a história da revolução soviética e perceberão como estas coisas se fazem. Quem me diz que o Lopes não era um desses infiltrados?
Ah! Ah! Ah!

Anónimo disse...

Segundo um meu amigo que já nos deixou: Quem era e já não é, nunca foi.