Por força de um arreliador descuido, o meu jantar foi salpicado por umas declarações de D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, de serviço numa daquelas várias realizações paralelas que têm lugar em Fátima ao longo do ano. Disse o clérigo, mais palavra menos palavra, que “Não podemos continuar a brincar aos partidos. É preciso encontrar uma solução que dê consistência ao país.”
Sem querer dar lições de História ao ilustre prelado, lembrar-lhe-ia que já “encontrámos” (e por 48 anos) essa “solução”! Chamou-se regime fascista e foi dirigido por esse grande amigo pessoal do cardeal Cerejeira, António Salazar.
Ó senhor bispo sobressalente, perdão, auxiliar! E se fosse dar banho ao cão?!
14 comentários:
Tens toda a razão ,nos teus considerandos . Estes senhor bispos, sobressalentes ,gostam muito de "soluções finais" , são tiques.
Mas sempre te digo que me ias matando: entro satisfeita no querido «Cantigueiro» e deparo com aquelas duas avantesmas : Haja coração !
Um grande abraço.
Pois...
Que amanhã tudo corra bem por aí por Évora... e também por aqui!
Abraços
Cruzes credo!
Tens de passar a avisar-me sobre as fotos, Samuel. Estava a comer um bocadinho de manga seca (bom!!!!) e ia-me engasgando.
Não ouvi o gajo. Acho que estava a ver ténis... que é muito mais engraçado...
... e a propósito, já descobriste onde está a tua raquete?
:)))
Boas cantigas amanhã. Come uma fatia de pão de rala por mim. por favor...
Abreijos
(quase a caminho de Ourém. porque começou a corrida...)
O bispo suplente deve querer o regresso à tal solução antiga.
um abraço
A ICAR diz que tem uma "pipa de massa"(sete milhões de €) a arder nas vigarices do BPN e seus obscuros negócios.Deve ser por isso que aos sítios onde se lava o dinheiro sujo,se chamam paraísos em vez de infernos fiscais...
Abraço
O bispo auxiliar é um brincalhão: não gosta de brincadeiras...
(faz-me lembrar a resposta do Cerejeira à mulher do então embaixador do Brasil que lhe escrevera impressionada por ter visto os pides a atirarem do 3º andar da António Maria Cardoso um preso (Raul Alves, operário, de Vila Franca de Xira): «Não há motivo para ficar tão impressionada. Trata-se, apenas, de um comunista sem importância»)
Um abraço.
A estes parasitas mestres na arte do embuste e do comércio das almas (mais ou menos como os certificados de carbono, intangíveis mas lucrativas) foge-lhes de vez em quando a boca para a sinceridade. Nunca se sabe se é descuido ou intenção de ir deixando avisos sobre o seu real poder. Abjectos qb.
O senhor não tem cão.
Não sei se andamos a brincar aos partidos. Mas os partidos andam a brincar connosco.
(Notai, meus amigos, que aqui, na pluralidade desta caixa de comentários, já houve quem falasse mal da democracia como solução política. E ninguém lhe caiu em cima.)
Coitado do cão! Achas mesmo que é ele que precisa de tomar banho?!!!
Abreijos
As coisas que ainda se dizem volvidos 35 anos...
beijos,
Se o problema do D.Azevedo é esse, podemos encontrar uma consistência: pômo-los a trabalhar no duro e a ganhar miseravelmente,como a grande maioria dos trabalhadores.
E já agora: sonhei ou Portugal é uma república laica?Eu sei que às vezes não parece,mas...
Per tutti:
Mais uma vez, peço desculpa pelas carantonhas... mas teve mesmo que ser!
Abreijos!
Por vezes vêem-se em Fátima a quantidade de gente que vive e come sem mexer uma palha e que se diz muito amiga dos pobres. Ainda por cima têem bestas destas que abrem a boca e em vez de entrar mosca sai asneira. Mal ou bem com a minha idade já conheci como adolescente as duas peças da foto. Que lindo ópar de bostas de m.... .
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