sábado, 24 de outubro de 2009

Vasco Pulido Valente - O "berço"





A marca de água de uma certa aristocracia falida é o ódio cego que têm aos não aristocratas que “ousam” viver bem, ódio potenciado por uma inveja doentia pelo dinheiro destes, inveja que visivelmente os mortifica. Então quando o aristocrata falido alimentou esperanças de fama intelectual, quiçá literária e se confronta com um “filho e neto de camponeses sem terra” que chega ao cume da fama enquanto escritor e vive mais do que desafogadamente dessa escrita, isso é um verdadeiro purgatório.

É assim a relação de Vasco Pulido Valente com José Saramago.

O infeliz Pulido Valente não é a única vítima. Por qualquer razão, Saramago traz ao cimo, nalgumas pessoas, exactamente o pior que têm para mostrar.

Não estou de acordo com muito do que recentemente tem sido dito por Saramago, aliás, pelos visto, ele também não... mas quando se vê alguém com a cultura, os cursos e a prosápia de um Vasco Pulido Valente, atacar o escritor de “Levantados do chão”, “Memorial do convento”... e “Caim”, como se pode ler neste texto asqueroso, com “argumentos” mais ou menos miseráveis, mas principalmente, por falta de adequados “dotes de nascença e de educação”, temos um vislumbre da miséria intelectual em que pode cair um pobre, reaccionário e taralhouco aristocrata, cuja última bóia de salvação, à qual tenta agarrar-se patética e desesperadamente... é o “berço” e uma remota formação académica.

Vocês imaginam a quantidade de seres humanos rigorosamente analfabetos com que me cruzei ao longo da vida, todos pessoas infinitamente mais interessantes, profundas e verdadeiramente úteis para a Humanidade, do que este pobre Vasco Pulido Valente?

25 comentários:

smvasconcelos disse...

O VPV é deplorável... Confesso que senti uma certa naúsea ao ler o seu artigo. Para quem auto-proclama para si uma "inteligência superior" e tem mais que a escolaridade obrigatória, era expectável que escrevesse uma crítica com maior dignidade e menos insanidade e precariedade intelectual.
Sem dúvida, Samuel, quantos sem qualquer escolaridade dariam uma lição de riqueza humana e cultural a este ridículo VPV?
beijos,

Maria disse...

Tenho que voltar aqui com tempo para te ler, tudo por aí abaixo.
Até mais logo e abreijos

Carlos Machado Acabado disse...

Há um 'mot d'esprit' popular que diz mais ou menos isto: "sempre que me sinto 'contaminado' pelo bacilo da vontade de trabalhar, deito-me um bocadinho e a 'coisa' acaba sempre por, ao fim de um bocado, passar..."
Recordo-me invariavelmente desse dito quando me falam deste fulano muito idiossincraticamente... "Poluído da Mente".
Só que aí, seria mais ou menos assim: "sempre que, por qualquer razão, me sinto acometido por um casual ataque de boa diposição e me sinto, por uma vez, em paz com a Vida, leio as crónicas deste fulano e isso passa-me imediatamente"...

Que belo tipo para ter em casa vestido de mordomo quando se tornar imperativo receber nessa mesma casa a Morte, ham?...
Livra!

Pisca disse...

Este fulano é um escarro

"Desde o acto em de que nasceu"

Carlos Machado Acabado disse...

Quanto à "crítica" ao "Caim" feita por esta bizarra personagem de "apardalado profissional" e "misantropo de carreira" que interesse pode ela REALMENTE ter?!
Eu preocupava-me era se a criatura, por qualquer razão, se tivesse de repente lembrado de dizer... BEM!
Já agora: como raio se deixou o Saramago arrastar para aquele disparate que foi o "debate teológico" com aquele tal Carreira das Neves que conseguiu habilmente atrair o escritor para a sua caracteristicamente tomística teia de labirínticas bizantinices perdidas no Tempo?!
O problema que interessa , a meu ver, relativamente a toda esta pacóvia "nova polémica dos universais", levantar é a que diz respeito ao direito que uma dada entidade pretende abusivamente arrogar-se de tutelar a liberdade de interpretação do real assim como a da criação intelectual e artística.
ESSA é que é a questão, não a de saber se a Bíblia se lê assim ou assado ou se o Deus que lá está é isto ou aquilo.
A liberdade de ler "assim" como a de ler "assado" ou até a de não lê-la de modo algum é, essa sim, um direito inalienável dos individuos que entidade alguma pode legitimamente pretender mediar e muito menos tutelar.

zemanel disse...

Há quem se encharque em gin e scotch e desconheça o mistério dos Homens que nunca foram meninos.
Um vómito!
Tanto não: um arroto etilizado!

Anónimo disse...

Obrigado amigo.
Chamo-te amigo embora nunca nos tenhamos cruzadon a não ser nos tons e sons que de ti escutei e nos sonhos que assim partilhámos e partilhamos.
Leio-te em silêncio há algum tempo, mas nunca com tanto prazer como neste post.
É difícil que um texto tão asqueroso não nos conduza para considerações do mesmo índole.
Mantives-te o nível e demonstras-te de forma tão simples, o que nos separa deste tipo de ...
Obrigado amigo

anamar disse...

Só posso dizer que fiquei de boca aberta perante tanto ódio e falta de educação quando ontem li o P.
PV é uma destilaria de veneno puro que bem se poderia afogar nele...
Abreijo e bom domingo

Anónimo disse...

se repararmos bem este sujeito , traz o asco no nome , como lhe cantou um dia na cara , Natália correia !
Um vómito , e atenção , ele não é aristocrata , quis dizer bêbedo, foi lapso !
f ramos guedes

Anónimo disse...

Ainda bem que descobriu o Vasco Malpolido. Tarde é verdade e por causa do Saramago, só não precebendo porque lhe passou ao lado até agora apesar da sua prestação na TVI... Pelo menos!

Anónimo disse...

É um filho da puta que vai arder.... um dia vai !

Maria disse...

Imagino. Mas serão efeitos dos vapores...

Abreijos

Antuã disse...

Este Vasco não é polido nem valente.

Fernando Samuel disse...

O dominical Alberto Gonçalves fareja o rasto do VPV, no dn de hoje: caim, caim, caim...


Um abraço.

Carlos Machado Acabado disse...

Alberto Gonçalves?
"Asco Poluído da Mente"?
"Birds of a feather flock together"...

Carlos Machado Acabado disse...

...they say...

Miguel Botelho disse...

Não sei porquê, mas esta noite sonhei que muita gente esperava pelo Vasco Pulido Valente, à porta dos estúdios da TVI.
Assim que saíu, toda aquela gente começou a atirar com fruta e hortaliça podre à figura de Vasco Pulido Valente. Vi duas pessoas dirigirem-se à figura já muito desgastada, com baldes. Foi, então, que vi uma das pessoas despejar um balde cheio de vómito e outro um balde cheio de fezes de cão.
No final, quando Vasco Pulido Valente, entrou no seu carro, também ele danificado pela fruta podre, toda a gente começou a bater palmas pelo feito.
Uma das pessoas gritou para a pobre figura qualquer coisa como: "Não bebas mais whisky estragado!"
Se há momentos nos sonhos que nos fazem felizes, este foi, sem dúvida, um deles.

Anónimo disse...

Vasco Pulido Valente é um dos poucos homens cultos do Portugal de hoje. Não se compraz com este nem co aquele, diz o que ensa e nunca o vi falar sem razão.
Saramago deu um golpe de marketing e deve gozar com quem o defende. Tem dito patacoadas umas atrás das outras e a sorte dele é a falta de conhecimento da população em geral. É um dos que tem um olho em terra de cego e sabe disso.
Além do que dizer mal da Igreja é giro para muita gente. A ver se ele se mete com os muçulmanos... é o metes!

ecila disse...

Muito bem dito, é isso mesmo

Luis Nogueira disse...

Ó Anónimo, o Saramago não se meteu com ninguém, veja lá se entende. Nem com católicos nem com budistas nem com muçulmanos. Não sei se sabe que os muçulmanos se consideram "povo do Livro", i.e., da Biblia. Ah, esta falta de conhecimento do povo em geral e dos anónimos em particular... O Saramago, limitou-se a pegar em histórias da Biblia e a lê-las como a sua criatividade lho permitiu. Mas o senhor parece que tem tanta sensibilidade literária como o VPV que, para criticar um livro (chamemos-lhe assim...) do Sousa Tavares, falou de tudo menos do que o homem escreveu.
Só mais uma coisa: se gosta tanto do VPV, vá fazer-lhe uma visita ao Gambrinus. Depois das duas da tarde já o encontra debaixo de uma mesa qualquer. A emitir umas charlas vinícolas, ou wiskycolas, ou lá que coisa ele mete. Vá lá, homem. Vá e faça-lhe companhia. É uma obra de caridade, uma florinha a Nossa Senhora.

Luis Nogueira

samuel disse...

Per tutti:
Lamento verificar que afinal posso ter ferido os sentimentos de um ou outro admirador de VPV (os seus vários barmen, pelo menos, devem ser...), mas não vou debater a coisa. Por uns tempos, espero, não gasto cera com este defunto,


Saludos gerais!

Anónimo disse...

Para mim o Vasco diz algumas verdades. Para mim o Saramago quer é vender os livros e mais nada. Para já afirmo que o saramago já deve uns anos à cova. Escreve cada livro um pior do que o outro. E eu nem sou católico e nem baptizado. Mas ofender crenças e criticar livros que não deveriam (para ele e tal como para mim) dizer nada, é mostrar que então a biblia até diz alguma coisa. Como alguém dizia falem de mim (mesmo que falem mal), pelo menos não sou ignorado.
Tenho que reafirmar que o Saramago já deve anos à cova.

Anónimo disse...

Dizem que o VPV é um ébrio. Eu lembro-me de um grande poeta português que era um enorme opiómano. E mesmo assim não deixou de ser o maior poeta português de sempre.
Pode-se gostar de Saramago mas VPV tem razão quem é Saramago para falar da Biblia, é como um Fisico vir falar de medicina.

Luis Nogueira disse...

Não és católico nem baptizado, mas és analfa dos quatro costados. Já que pedes respeitos pelas coisas sagradas ("o olho do cu é sagrado", diz o Lawrence Ferlinghetti) devias escrever Biblia e não biblia. Eu é que posso que não acredito em nada disso. Além disso a Bíblia (sabes, aquele tijolo grande com letras...?) não diz apenas respeito aos católicos. Vê se te entretens a lê-la e não em vez de chateares que não quer saber da tua opinião para nada. És físíco, médico ou bibliastro? E o Pulido Valente é burro, não lhe serviu de nada andar a estudar lá na terra dos bifes que se fartam de ler a Bíblia sem serem especialistas. Ou é burro ou está a dissolver-se.

Luis Nogueira

Spectrum disse...

O fulano destila ódio e inveja. Coisas de cretino. que é.
Grande abraço, Samuel e prabéns pelo texto excelente, que em nenhuma circunstância baxou o nível.