quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Barack Obama – “O deportador”




Essa enorme fraude política que dá pelo nome de Barack Obama e que dentro de horas ajudará a instalar o caos na cidade de Lisboa, participando em mais uma cimeira da maior máquina de guerra existente, a NATO, vai sendo notícia também por outras razões.

Revelando aquilo que realmente está por detrás dos “hipnóticos” discursos com que (ainda) vai vigarizando meio mundo, revelando o "apreço" que lhe merecem as suas próprias promessas eleitorais respeitantes às novas leis de imigração e do tratamento a dar aos processos de legalização dos imigrantes sem documentação (não há seres humanos ilegais!), promessas que lhe valeram uma fortíssima votação por parte das várias comunidades imigradas nos EUA, sabe-se, afinal, que a rigidez de processos, a perseguição a imigrantes e a sua deportação, atingiram sob o seu governo números record.

Claro que a desculpa dos “serviços” é a de sempre: «trata-se de criminosos». Só que como estamos a falar de cerca de 500.000 seres humanos, as várias organizações de imigrantes não “engolem” a mentira e começa a fazer-se sentir o descontentamento de muitos que votaram nesta gigantesco embuste.


Para “compensar”, Barack Obama lança um livrinho infantil, dedicado às suas duas filhas, falando de grandes figuras da história americana que admira. Ao que parece, os filhos dos soldados feridos nas guerras do Iraque e Afeganistão, bem como daqueles que lá foram mortos, terão direito a uma parte do dinheiro obtido com a venda do livrinho... na forma de bolsas de estudo.


Alguém devia dizer ao senhor Obama, de preferência bem alto, que a maneira de ajudar os filhos dos soldados não é atirar-lhes com umas migalhas de parte da venda de merda nenhuma, mas sim não lhes enviar os pais para a guerra!!! Presumo que este estranho conceito não venha no livro de instruções de "Como usar o Nobel da Paz".

De qualquer modo, já que os livrinhos de pouco servirão aos filhos dos soldados... talvez sejam uma "boa prenda" para os muitos milhares de filhas e filhos dos imigrantes deportados... para lhes servir de distração durante a viagem e não se aperceberem do desespero dos pais...

9 comentários:

Carla Farinazzi disse...

Samuel,

Você tem muita lucidez, já o disse aqui. Isso é uma das qualidades que mais prezo e admiro nos seres humanos. E a sua é ímpar.
Você conhece a obra "Êxodos", do fotógrafo Sebastião Salgado? É um livro lindo, enorme, em que ele se dedica a fotografar os milhares de imigrantes que há pelo mundo. E as fotos mais sensíveis são das crianças. Que não estão entendendo nada, e tem que fugir de suas casas e lares para acampamentos de refugiados, muitas vezes em condições horrorosas de moradia e vida.
O que mais me chama a atenção são os olhos e o semblante dessas crianças.
Talvez aquilo que a mídia chamava de "grande esperança mundial" ou seja, o sr. Barack Obama, não passe, como você o bem diz, de uma grande fraude política.
E o que diz sobre o "livrinho" deste senhor vem bem a calhar com o que penso.

Abraços

Carla

Maria disse...

Excelente post! Infelizmente...

Abreijo.

samuel disse...

Carla Farinazzi:

As fotografias de Sebastião Salgado, sobretudo as desse livro, não se esquecem... muito menos se pode esquecer o que está por detrás delas. As verdadeiras causas dos "êxodos".

Abraço.

Pintassilgo disse...

Não há milagres. obama não poderia ser outra coisa e chegar a presidente dos EUA.

do Zambujal disse...

Manter as massas esperançadas. Agora é que vai ser, com este é que é (tão bem apessoado, gosta tanto da família que é tão linda, vai ter cão português, fala tão lindo!)
Um D.Sebastião em cada Nação, em cada lar, em cada um de nós..
A chatice são os "mercados"! Mas hão-de acalmar, com mais umas injecções de FMI, olari.

Abraço

Graciete Rietsch disse...

Que grande Hipocrisia!!!!

Um beijo.

trepadeira disse...

O sistema não pode gerar outra coisa.
Para mudar terá de ser por outra via.
Um abraço,
mário

Fernando Samuel disse...

Atenção: deportador mas democrata, de esquerda, e etc.

Um abraço.

CRN disse...

Ora bem, muito bem!